sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

13/01

Não quero e nem pudera ter nas mãos
Apenas a vontade de sonhar
Sabendo o quanto custa a se cevar
Diversos e tão áridos, vis chãos,
A morte prematura destes grãos
Os olhos procurando algum lugar
Aonde o sonho possa estacionar
E penetrar decerto nestes vãos.
Meu mundo se traísse noutro instante
O todo quantas vezes fascinante
E o fim desta palavra em tom sombrio,
Apenas represento o fim de tudo
E quando noutro rumo ora me iludo
Somente o já sabido ora recrio.

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