Exercitando o sonho nada veio
Sequer alguma imagem do futuro
E quando na verdade eu me asseguro
O mundo se desenha em devaneio,
O porte mais atroz dita o receio
E nisto a todo instante, mais escuro
O tempo com certeza não perduro
E bebo este sentido ou sigo alheio,
Escárnios entre risos e chacotas
E quando no final mais nada notas
Assentas dentro da alma a solidão,
Espúrio sentimento dita o quanto
E nisto noutro sonho não garanto
Sequer outros momentos que virão.
terça-feira, 14 de novembro de 2023
segunda-feira, 13 de novembro de 2023
Querendo caminhar em meio ao nada
Espero pelo menos algum cais
E sei dos desencantos, são normais
E a luta a cada instante desagrada,
Matando no que possa esta alvorada
Exposto aos mais terríveis vendavais
Os cantos noutros rumos mais banais
O errático momento dita a forma
Do quanto sem sentido a vida informa
E marca com terror o que mais pude,
Vestindo esta quimera, a solidão,
Apenas outros erros mostrarão
Caminho sem ter paz, audaz e rude.
Espero pelo menos algum cais
E sei dos desencantos, são normais
E a luta a cada instante desagrada,
Matando no que possa esta alvorada
Exposto aos mais terríveis vendavais
Os cantos noutros rumos mais banais
O errático momento dita a forma
Do quanto sem sentido a vida informa
E marca com terror o que mais pude,
Vestindo esta quimera, a solidão,
Apenas outros erros mostrarão
Caminho sem ter paz, audaz e rude.
domingo, 12 de novembro de 2023
O medo se aproxima de quem tenta
Sentir outro momento em festa e luz
E o quanto do meu passo não conduz
Senão à fantasia mais sangrenta
A luta se mostrara tão sedenta
Gerando no final o farto pus
E quando noutro rumo eu já me opus
A sorte se transforma e violenta,
Apenas poderia ser diverso
Do quanto acreditasse e sempre verso
Nos ermos de minha alma sem valia,
Ainda que tivesse algum alento
Produzo na verdade o alheamento
E o corte a cada instante se veria.
Sentir outro momento em festa e luz
E o quanto do meu passo não conduz
Senão à fantasia mais sangrenta
A luta se mostrara tão sedenta
Gerando no final o farto pus
E quando noutro rumo eu já me opus
A sorte se transforma e violenta,
Apenas poderia ser diverso
Do quanto acreditasse e sempre verso
Nos ermos de minha alma sem valia,
Ainda que tivesse algum alento
Produzo na verdade o alheamento
E o corte a cada instante se veria.
sábado, 11 de novembro de 2023
Ainda não pudera ver além
Do caos gerado em nós pelo vazio
E quando novo passo eu desafio
A vida se desenha em tal desdém
E o quanto na verdade não mais vem
Deixando para trás o desvario
O sonho se mostrasse mais sombrio
Marcando os dias todos que o contém,
Não tento adivinhar o que viria
E sei do meu caminho em agonia
Matando pouco a pouco o que me resta
Da sorte sem sentido nem razão
Alheio aos dias tantos que virão
Visão que inda carrego, mais funesta.
Do caos gerado em nós pelo vazio
E quando novo passo eu desafio
A vida se desenha em tal desdém
E o quanto na verdade não mais vem
Deixando para trás o desvario
O sonho se mostrasse mais sombrio
Marcando os dias todos que o contém,
Não tento adivinhar o que viria
E sei do meu caminho em agonia
Matando pouco a pouco o que me resta
Da sorte sem sentido nem razão
Alheio aos dias tantos que virão
Visão que inda carrego, mais funesta.
sexta-feira, 10 de novembro de 2023
Ocupas todo o imenso pensamento
E sigo cada rastro que te visse
Amar e ter nas mãos esta crendice
Aonde o meu caminho eu alimento,
Entregue ao que se pôde em raro vento
Jamais outro momento inda se ouvisse
E nisto cada canto onde cobice
A sorte se propõe num raro alento,
Escuto este marulho e nos convida
Ao quanto se entregasse inteira a vida
Gerando dentro da alma a luz serena,
O tempo a cada instante, este mutável
Traduz o quanto possa ser arável
Embora seja agreste a vaga arena.
E sigo cada rastro que te visse
Amar e ter nas mãos esta crendice
Aonde o meu caminho eu alimento,
Entregue ao que se pôde em raro vento
Jamais outro momento inda se ouvisse
E nisto cada canto onde cobice
A sorte se propõe num raro alento,
Escuto este marulho e nos convida
Ao quanto se entregasse inteira a vida
Gerando dentro da alma a luz serena,
O tempo a cada instante, este mutável
Traduz o quanto possa ser arável
Embora seja agreste a vaga arena.
quinta-feira, 9 de novembro de 2023
Amor que contentasse um sonhador
Gerando dentro da alma a enorme paz
E quantas vezes sito onde faz
O tempo noutro rumo um escultor
Seguindo da maneira como for,
O passo desenhado mais audaz
E o coração deveras tão falaz
Gestando dentro da alma a fina flor.
Pendões entre diversas formas belas
E nisto a fantasia onde revelas
Traduz o quanto pude e mais queria,
Depois de certo tempo, sem mais nada
A sorte se mostrando desenhada
Aonde se renasce a fantasia.
Gerando dentro da alma a enorme paz
E quantas vezes sito onde faz
O tempo noutro rumo um escultor
Seguindo da maneira como for,
O passo desenhado mais audaz
E o coração deveras tão falaz
Gestando dentro da alma a fina flor.
Pendões entre diversas formas belas
E nisto a fantasia onde revelas
Traduz o quanto pude e mais queria,
Depois de certo tempo, sem mais nada
A sorte se mostrando desenhada
Aonde se renasce a fantasia.
quarta-feira, 8 de novembro de 2023
Passando pelos olhos de quem sonha
A vida se desenha de tal forma
Enquanto a cada dia se transforma
Por vezes mais feroz, mesmo bisonha,
E quando no passado o passo enfronha
A luta se denota em nova norma
E o peso a cada dia nos deforma
Sem nada que decerto ora envergonha
Quem tanto quis apenas liberdade
E o pranto no final mais forte brade
Mesquinhas noites dizem do futuro,
E o parto se negando em duro aborto
O canto se mostrara agora morto,
E apenas o vazio eu asseguro.
A vida se desenha de tal forma
Enquanto a cada dia se transforma
Por vezes mais feroz, mesmo bisonha,
E quando no passado o passo enfronha
A luta se denota em nova norma
E o peso a cada dia nos deforma
Sem nada que decerto ora envergonha
Quem tanto quis apenas liberdade
E o pranto no final mais forte brade
Mesquinhas noites dizem do futuro,
E o parto se negando em duro aborto
O canto se mostrara agora morto,
E apenas o vazio eu asseguro.
terça-feira, 7 de novembro de 2023
Origens mais diversas, sentimento
Transcende ao quanto quis e não podia
A vida se transforma dia a dia
E um novo amanhecer suave, eu tento,
E quando no final eu me alimento
Do sonho feito em luz e fantasia
O quanto deste canto tocaria
O que em verdade sinto e até fomento,
Atormentando o passo sem poder
Arcar com o que pude merecer
Vencido pelo ocaso e pela dor,
Já nada poderia sendo assim
Iniciando agora o próprio fim
Sem nada que pudesse redentor.
Transcende ao quanto quis e não podia
A vida se transforma dia a dia
E um novo amanhecer suave, eu tento,
E quando no final eu me alimento
Do sonho feito em luz e fantasia
O quanto deste canto tocaria
O que em verdade sinto e até fomento,
Atormentando o passo sem poder
Arcar com o que pude merecer
Vencido pelo ocaso e pela dor,
Já nada poderia sendo assim
Iniciando agora o próprio fim
Sem nada que pudesse redentor.
segunda-feira, 6 de novembro de 2023
Desfazes cada passo que eu pudera
Ousar noutro momento sem sentido,
E o quanto se apresenta e já duvido
Marcando em sortilégio a primavera,
A noite noutra face destempera
E gera tão somente o que ora olvido,
O mundo noutro canto repartido
A luta sem temor dominando a era,
Esqueço dos meus cantos, sou lacaio
Do sonho e por ventura me distraio
Arcando com as pedras do caminho,
Ausência de esperança ou quase tanto,
Sementes do vazio hoje garanto,
Num velho e vão cenário tão daninho.
Ousar noutro momento sem sentido,
E o quanto se apresenta e já duvido
Marcando em sortilégio a primavera,
A noite noutra face destempera
E gera tão somente o que ora olvido,
O mundo noutro canto repartido
A luta sem temor dominando a era,
Esqueço dos meus cantos, sou lacaio
Do sonho e por ventura me distraio
Arcando com as pedras do caminho,
Ausência de esperança ou quase tanto,
Sementes do vazio hoje garanto,
Num velho e vão cenário tão daninho.
domingo, 5 de novembro de 2023
Num céu iridescente, esta esperança
Rondando cada estrela em brilho farto,
Aonde todo o sonho em vão descarto
E o tempo no vazio já nos lança,
A solidão deveras nos alcança
E tento o quanto possa e não reparto,
Ainda que pudesse novo parto
A vida não se livra da lembrança,
Aprendo com momentos mais diversos
E sei dos infinitos universos
Que a palma desta mão inda contém,
Depois de tanto tempo em solitária
Ausência de quem tanto se fez vária
Somente o nada ser nos faz refém.
Rondando cada estrela em brilho farto,
Aonde todo o sonho em vão descarto
E o tempo no vazio já nos lança,
A solidão deveras nos alcança
E tento o quanto possa e não reparto,
Ainda que pudesse novo parto
A vida não se livra da lembrança,
Aprendo com momentos mais diversos
E sei dos infinitos universos
Que a palma desta mão inda contém,
Depois de tanto tempo em solitária
Ausência de quem tanto se fez vária
Somente o nada ser nos faz refém.
Num céu iridescente, esta esperança
Rondando cada estrela em brilho farto,
Aonde todo o sonho em vão descarto
E o tempo no vazio já nos lança,
A solidão deveras nos alcança
E tento o quanto possa e não reparto,
Ainda que pudesse novo parto
A vida não se livra da lembrança,
Aprendo com momentos mais diversos
E sei dos infinitos universos
Que a palma desta mão inda contém,
Depois de tanto tempo em solitária
Ausência de quem tanto se fez vária
Somente o nada ser nos faz refém.
Rondando cada estrela em brilho farto,
Aonde todo o sonho em vão descarto
E o tempo no vazio já nos lança,
A solidão deveras nos alcança
E tento o quanto possa e não reparto,
Ainda que pudesse novo parto
A vida não se livra da lembrança,
Aprendo com momentos mais diversos
E sei dos infinitos universos
Que a palma desta mão inda contém,
Depois de tanto tempo em solitária
Ausência de quem tanto se fez vária
Somente o nada ser nos faz refém.
sábado, 4 de novembro de 2023
Deleitas com meus erros, e sei disso,
O manto se puindo a cada dia
Aonde novo passo se teria
O mundo traz este ar mais movediço
Apenas a alegria ora cobiço,
Embora seja simples fantasia
O tanto quanto eu pude e não viria
A vida perde aos poucos o seu viço.
Jogado nalgum canto desta sala
O tempo na incerteza me avassala
E gera tão somente a solidão,
Os tempos se aproximam do final,
O passo sem saber do ritual
Traduz diversidades da emoção.
O manto se puindo a cada dia
Aonde novo passo se teria
O mundo traz este ar mais movediço
Apenas a alegria ora cobiço,
Embora seja simples fantasia
O tanto quanto eu pude e não viria
A vida perde aos poucos o seu viço.
Jogado nalgum canto desta sala
O tempo na incerteza me avassala
E gera tão somente a solidão,
Os tempos se aproximam do final,
O passo sem saber do ritual
Traduz diversidades da emoção.
sexta-feira, 3 de novembro de 2023
O tempo traz a todo passageiro
O mesmo itinerário vida e morte,
No quanto se diverge então a sorte
Momento sem o qual tudo é ligeiro,
O caos neste tormento derradeiro
Aonde se desenha o nosso aporte,
Vasculho cada enredo onde suporte
As ânsias de meu canto costumeiro
Já não me negaria a ter além
Do pouco que em verdade sei que tem
A vida sem motivos ou razão,
Após a tempestade de verão
O outono se transforma em calmaria
E o fim após o inverno se veria.
O mesmo itinerário vida e morte,
No quanto se diverge então a sorte
Momento sem o qual tudo é ligeiro,
O caos neste tormento derradeiro
Aonde se desenha o nosso aporte,
Vasculho cada enredo onde suporte
As ânsias de meu canto costumeiro
Já não me negaria a ter além
Do pouco que em verdade sei que tem
A vida sem motivos ou razão,
Após a tempestade de verão
O outono se transforma em calmaria
E o fim após o inverno se veria.
quinta-feira, 2 de novembro de 2023
Efêmera vontade me assolando
E sei que no final já nada resta
Sequer o quanto pude noutra fresta
Tentar saber agora como e quando,
O mundo num instante desabando
O verso sem sentido não se empresta
Ao corte mais audaz e quando gesta
Os pensamentos vagam como um bando,
Pudesse discernir qualquer razão
Nos templos que os meus dias mudarão
Cenário iridescente sem proveito,
No quando poderia e não aceito
Apenas outro dia dita o não
E neste desenhar enfim me deito.
E sei que no final já nada resta
Sequer o quanto pude noutra fresta
Tentar saber agora como e quando,
O mundo num instante desabando
O verso sem sentido não se empresta
Ao corte mais audaz e quando gesta
Os pensamentos vagam como um bando,
Pudesse discernir qualquer razão
Nos templos que os meus dias mudarão
Cenário iridescente sem proveito,
No quando poderia e não aceito
Apenas outro dia dita o não
E neste desenhar enfim me deito.
quarta-feira, 1 de novembro de 2023
Dos sonhos de esperança um peregrino
Adentra nas desérticas entranhas
E quando se percebem velhas sanhas
O tempo sem domínio desatino,
E perco a direção do cristalino
Cenário entre as diversas, grãs montanhas
E sei do quanto podes e já ganhas
Sabendo que me verdade eu me fascino,
Sem ter qualquer lugar onde ancorar
O parto se revela a desvendar
Ocasos entre casos, caos e medo
E quase ser feliz é o que pudera
Sentir em turbilhão a vida fera
O manto desvalido alheio e ledo.
Adentra nas desérticas entranhas
E quando se percebem velhas sanhas
O tempo sem domínio desatino,
E perco a direção do cristalino
Cenário entre as diversas, grãs montanhas
E sei do quanto podes e já ganhas
Sabendo que me verdade eu me fascino,
Sem ter qualquer lugar onde ancorar
O parto se revela a desvendar
Ocasos entre casos, caos e medo
E quase ser feliz é o que pudera
Sentir em turbilhão a vida fera
O manto desvalido alheio e ledo.
terça-feira, 31 de outubro de 2023
Adoro esse teu corpo cheio de mistério,
Desnudo sob a lua nesse terno rito
Contendo na garganta o rouco e morno grito
Que brota das entranhas desse teu império.
Esse teu corpo no meu corpo assim inscrito,
Quais rutilantes astros lá no véu sidério,
Nas noites sem luar, no manto seu cinéreo,
Sentindo no prazer a força do infinito.
Adoro esse teu corpo, suas mil veredas,
Caminhos que me levam aos íntimos espaços
Das mornas águas tuas borbulhando em mim
Sentir dentro em mim as tuas labaredas,
E de prazer morrer-me nesses teus enlaços,
Entregue ao teu fulgor, ao teu amor, enfim.
Edir Pina de Barros
Beber dessa loucura e não temer sequer
Cada momento atroz em rude solidão
E sei noites gentis que sempre moldarão
O quanto mais anseio e sei quando vier
Trazendo a magnitude e nisto o que puder
Tramar na mesma luz a imensa dimensão
Do amor que se fez tanto ousando em explosão
Em plenilúnio a noite expressa o quanto quer.
E percorrer o mar do amor quando nos toca,
Vencendo uma borrasca, expressando alegria,
E mesmo tão distante o olhar já concebia
Das praias da esperança, o quanto nos provoca,
A sede de seguir teus passos, rastros, sonho,
Ventura onde se tece o amor que te proponho.
Desnudo sob a lua nesse terno rito
Contendo na garganta o rouco e morno grito
Que brota das entranhas desse teu império.
Esse teu corpo no meu corpo assim inscrito,
Quais rutilantes astros lá no véu sidério,
Nas noites sem luar, no manto seu cinéreo,
Sentindo no prazer a força do infinito.
Adoro esse teu corpo, suas mil veredas,
Caminhos que me levam aos íntimos espaços
Das mornas águas tuas borbulhando em mim
Sentir dentro em mim as tuas labaredas,
E de prazer morrer-me nesses teus enlaços,
Entregue ao teu fulgor, ao teu amor, enfim.
Edir Pina de Barros
Beber dessa loucura e não temer sequer
Cada momento atroz em rude solidão
E sei noites gentis que sempre moldarão
O quanto mais anseio e sei quando vier
Trazendo a magnitude e nisto o que puder
Tramar na mesma luz a imensa dimensão
Do amor que se fez tanto ousando em explosão
Em plenilúnio a noite expressa o quanto quer.
E percorrer o mar do amor quando nos toca,
Vencendo uma borrasca, expressando alegria,
E mesmo tão distante o olhar já concebia
Das praias da esperança, o quanto nos provoca,
A sede de seguir teus passos, rastros, sonho,
Ventura onde se tece o amor que te proponho.
segunda-feira, 30 de outubro de 2023
Quisera apenas ter mais um minuto
E nada se veria de tal forma
Aonde a solidão já nos conforma
E nisto sem defesas não reluto,
O corte desenhando o medo e o luto
O prazo sem valia se deforma
E marca sem sentido a velha norma
E o canto poderia ser astuto,
Resulto deste insulto, solidão
E sei dos meus momentos que virão
Negando cada passo a quem se dera
Ousando ser feliz onde não há
Sequer outro caminho e desde já
Matando dentro em nós a primavera.
E nada se veria de tal forma
Aonde a solidão já nos conforma
E nisto sem defesas não reluto,
O corte desenhando o medo e o luto
O prazo sem valia se deforma
E marca sem sentido a velha norma
E o canto poderia ser astuto,
Resulto deste insulto, solidão
E sei dos meus momentos que virão
Negando cada passo a quem se dera
Ousando ser feliz onde não há
Sequer outro caminho e desde já
Matando dentro em nós a primavera.
domingo, 29 de outubro de 2023
A vida se desenha onde desarme
O passo ou mesmo o sonho em desencanto
E quando no final nada garanto
O todo se moldara em falso alarme,
A luta sem sentido ao revelar-me
Momento aonde o mundo dita o pranto
Resulto deste medo em desencanto
Sem nada que pudesse contentar-me.
Apenas o meu canto sem proveito
E nisto com certeza eu me deleito
Gestando a solidão dentro de mim,
Depois de tantos anos sigo só
Voltando ao mesmo estágio sendo o pó
Trazido pelo vento em pleno fim.
O passo ou mesmo o sonho em desencanto
E quando no final nada garanto
O todo se moldara em falso alarme,
A luta sem sentido ao revelar-me
Momento aonde o mundo dita o pranto
Resulto deste medo em desencanto
Sem nada que pudesse contentar-me.
Apenas o meu canto sem proveito
E nisto com certeza eu me deleito
Gestando a solidão dentro de mim,
Depois de tantos anos sigo só
Voltando ao mesmo estágio sendo o pó
Trazido pelo vento em pleno fim.
sábado, 28 de outubro de 2023
Já não mais caberia alguma sorte
A quem se fez aquém do quanto eu quis
E o tempo desenhando a cicatriz
Aonde o desvario não comporte
Apenas o meu mundo não conforte
Quem tanto se perdera onde desfiz
O corte da emoção pela raiz
E o vento se aproxima e dita o norte,
Apresentando o caos dentro do peito
Ainda que pudesse satisfeito
Negara qualquer rumo em desafio,
E nada mais tentara senão isto
E quantas vezes tento e assim desisto
Num átimo sem rumo em céu sombrio.
A quem se fez aquém do quanto eu quis
E o tempo desenhando a cicatriz
Aonde o desvario não comporte
Apenas o meu mundo não conforte
Quem tanto se perdera onde desfiz
O corte da emoção pela raiz
E o vento se aproxima e dita o norte,
Apresentando o caos dentro do peito
Ainda que pudesse satisfeito
Negara qualquer rumo em desafio,
E nada mais tentara senão isto
E quantas vezes tento e assim desisto
Num átimo sem rumo em céu sombrio.
sexta-feira, 27 de outubro de 2023
Havendo qualquer tom diverso e alheio
Vagando entre as escoras do passado
Meu dia noutro tempo já degrado
E o canto sem sentido não receio,
Espero a solidão e quando veio
O sonho num enredo desdenhado
Apresentando o caos no renegado
Cenário aonde em vão me devaneio,
Escusas não prometem novo canto
E o todo se mostrara e não garanto
Sequer alguma paz dentro de mim,
E assim ao me mostrar completamente
Aonde outro momento busque e tente
O rastro se seguindo até o fim.
Vagando entre as escoras do passado
Meu dia noutro tempo já degrado
E o canto sem sentido não receio,
Espero a solidão e quando veio
O sonho num enredo desdenhado
Apresentando o caos no renegado
Cenário aonde em vão me devaneio,
Escusas não prometem novo canto
E o todo se mostrara e não garanto
Sequer alguma paz dentro de mim,
E assim ao me mostrar completamente
Aonde outro momento busque e tente
O rastro se seguindo até o fim.
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