07/11
Não mais acreditasse num futuro,
Apenas cada infarto representa
A força desta senda virulenta
E nada mais deveras configuro.
O porto que julgasse mais seguro
Não resistindo; entregue à vil tormenta
Somente a solidão já me apascente
E tramo o quanto possa e me aventuro.
Vagando entre os recônditos diversos
Perpetuando enfim os tantos versos
Que a vida não traria noutro tom,
O canto sem saber da liberdade
Aos poucos noutro rumo se degrade
Negando o quanto quis suave e bom.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
terça-feira, 6 de novembro de 2012
06/11
Durante muito tempo acreditara
Na sorte que pudesse me sanar
Dos erros tão comuns e noutro mar
Trazer esta emoção sobeja e clara,
Não pude e nem a sorte se escancara
A farsa noutro tom rudimentar
Errático caminho a desvendar
A torpe sensação que desampara.
Mergulho no que pude e sinto apenas
O tanto quanto entoas e condenas
Matando o meu momento em tom mais rude,
Cadenciando o passo, não percebo
O tanto que se pense e a dor; recebo
Tentando ser além do quanto pude.
Durante muito tempo acreditara
Na sorte que pudesse me sanar
Dos erros tão comuns e noutro mar
Trazer esta emoção sobeja e clara,
Não pude e nem a sorte se escancara
A farsa noutro tom rudimentar
Errático caminho a desvendar
A torpe sensação que desampara.
Mergulho no que pude e sinto apenas
O tanto quanto entoas e condenas
Matando o meu momento em tom mais rude,
Cadenciando o passo, não percebo
O tanto que se pense e a dor; recebo
Tentando ser além do quanto pude.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
05/11
Esgoto em face espúria eu sigo aquém
Do tanto que deveras quis um dia,
Vestígios desta farsa que traria
A morte que decerto inda a detém.
O quanto me restara, sei tão bem
E o preço se traduz em agonia,
A sorte na verdade moldaria
O mesmo delirar quando convém.
Ao ver-me simples verme perambulo
Nas tramas desta teia que teceste
Entulho simplesmente eu dissimulo
E sei do quanto o mundo trouxe neste
Momento em tão diversa face, a lama
Que o peito simplesmente em dor exclama.
Esgoto em face espúria eu sigo aquém
Do tanto que deveras quis um dia,
Vestígios desta farsa que traria
A morte que decerto inda a detém.
O quanto me restara, sei tão bem
E o preço se traduz em agonia,
A sorte na verdade moldaria
O mesmo delirar quando convém.
Ao ver-me simples verme perambulo
Nas tramas desta teia que teceste
Entulho simplesmente eu dissimulo
E sei do quanto o mundo trouxe neste
Momento em tão diversa face, a lama
Que o peito simplesmente em dor exclama.
domingo, 4 de novembro de 2012
04/11
Infecta realidade em podridão
A carne decomposta, uma alma breve
Ainda quando o sonho além se atreve
Explode sem sentido e sem razão.
Herética vertente dita o vão
E nisto o meu canteiro agora ceve
Rondando cada noite o frio em neve
Semente que serei no árido chão.
Carcaça simplesmente e nada mais,
Voltando ao mesmo pó etéreo cais.
Navego pelas ânsias de quem tente
A amarga fantasia que traduz
Essencialmente o quanto quis em luz
E a vida renegasse amargamente.
Infecta realidade em podridão
A carne decomposta, uma alma breve
Ainda quando o sonho além se atreve
Explode sem sentido e sem razão.
Herética vertente dita o vão
E nisto o meu canteiro agora ceve
Rondando cada noite o frio em neve
Semente que serei no árido chão.
Carcaça simplesmente e nada mais,
Voltando ao mesmo pó etéreo cais.
Navego pelas ânsias de quem tente
A amarga fantasia que traduz
Essencialmente o quanto quis em luz
E a vida renegasse amargamente.
sábado, 3 de novembro de 2012
03/11
Infante coração procura além
Do quanto ainda resta em meu quintal
Quarando esta esperança num varal
Sabendo que deveras nada vem,
Somente o pesadelo e com desdém
O risco se desenha em ritual
O corpo desta deusa, sensual,
Porém ao despertar não há ninguém.
Nesta opressão diversa e mesmo atroz
Já não se escutaria a nossa voz
E o preço a se pagar gerasse o fim,
Dos elementos todos quero apenas
O quanto na verdade me serenas,
Mas vejo o quanto possa além festim.
Infante coração procura além
Do quanto ainda resta em meu quintal
Quarando esta esperança num varal
Sabendo que deveras nada vem,
Somente o pesadelo e com desdém
O risco se desenha em ritual
O corpo desta deusa, sensual,
Porém ao despertar não há ninguém.
Nesta opressão diversa e mesmo atroz
Já não se escutaria a nossa voz
E o preço a se pagar gerasse o fim,
Dos elementos todos quero apenas
O quanto na verdade me serenas,
Mas vejo o quanto possa além festim.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
02/11
Nos tantos dissabores que sentira
Sem ter sequer um tempo aonde possa
Traçar o que deveras dita a troça
E nisto reviver cada mentira.
O passo noutro tanto se interfira
Ainda quando a luta fosse nossa
A morte na verdade já se apossa
Do peso que o tormento traz em mira.
Amanso o coração mesmo volátil,
A sensação que fora do contrátil
Anseio feito em rústica vertente.
Meu canto que pudera ser homérico
Agora noutro tom estratosférico
Somente este final em dor pressente.
Nos tantos dissabores que sentira
Sem ter sequer um tempo aonde possa
Traçar o que deveras dita a troça
E nisto reviver cada mentira.
O passo noutro tanto se interfira
Ainda quando a luta fosse nossa
A morte na verdade já se apossa
Do peso que o tormento traz em mira.
Amanso o coração mesmo volátil,
A sensação que fora do contrátil
Anseio feito em rústica vertente.
Meu canto que pudera ser homérico
Agora noutro tom estratosférico
Somente este final em dor pressente.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
1
No espaço vagamente vejo a face
Da lua que desnuda em esperança
Trazendo em cada fase esta fiança
Moldando o quanto a vida sempre trace.
Ousando acreditar e sem impasse
Mergulho no sentido em confiança
Tramando tão somente na lembrança
O quanto se tentara em desenlace.
Vestígios de uma luta que, incessante
Apenas desdenhara o quanto espante
No rústico momento em agonia.
Agora ao ver a dama em noite, nua,
Minha alma com certeza além flutua
E cerzi do passado um raro dia.
No espaço vagamente vejo a face
Da lua que desnuda em esperança
Trazendo em cada fase esta fiança
Moldando o quanto a vida sempre trace.
Ousando acreditar e sem impasse
Mergulho no sentido em confiança
Tramando tão somente na lembrança
O quanto se tentara em desenlace.
Vestígios de uma luta que, incessante
Apenas desdenhara o quanto espante
No rústico momento em agonia.
Agora ao ver a dama em noite, nua,
Minha alma com certeza além flutua
E cerzi do passado um raro dia.
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