14/11
Ao atingir deveras quem tentasse
Vencer as mais diversas ironias
O todo que no fim tu me trarias
Expressa tão somente a rude face.
O tanto que pudesse e não calasse
No peito em rudes sonhos, alegrias
Cerzindo com temíveis heresias
Gerando tão somente novo impasse.
O verso mais sutil que inda se tente
A vida por si só, impertinente
E o mundo em decadência eu vejo após
Meus erros tão comuns e recorrentes
Ainda quando um sonho ora apresentes
Silente coração já não tem voz.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
terça-feira, 13 de novembro de 2012
13/11
Quantas vezes, vivendo este fracasso
Trazido pela angústia de quem ama
Tramasse renascer após o drama,
Mas sei que na verdade eu me desfaço.
E sigo lentamente em cada traço
A velha sensação que já se aclama
Na rústica emoção em mangue e lama,
Deixando para trás qualquer cansaço.
E simplesmente bebo esta aguardente
Que a vida me trouxera impertinente
Gerando o fim do ciclo em ilusões.
Agora quando o fato tu me expões
Encontro em discordância a realidade
E todo o meu anseio se degrade.
Quantas vezes, vivendo este fracasso
Trazido pela angústia de quem ama
Tramasse renascer após o drama,
Mas sei que na verdade eu me desfaço.
E sigo lentamente em cada traço
A velha sensação que já se aclama
Na rústica emoção em mangue e lama,
Deixando para trás qualquer cansaço.
E simplesmente bebo esta aguardente
Que a vida me trouxera impertinente
Gerando o fim do ciclo em ilusões.
Agora quando o fato tu me expões
Encontro em discordância a realidade
E todo o meu anseio se degrade.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
12/11
Já não acreditasse no que um dia
Pudesse mesmo até trazer a sorte
E sei do que em verdade mal comporte
O todo quanto quis e não teria.
A marca mais ferina se veria
No sonho que esperança não suporte
E cada sensação de amor se aborte
Gerando a mesma face mais sombria.
A noite traduzindo o quanto tento
Seguindo meu caminho desatento
Vencido pelas frágeis ilusões.
Os ermos de minha alma se aprofundam
E tantas sensações agora inundam
O todo que deveras tu me expões.
Já não acreditasse no que um dia
Pudesse mesmo até trazer a sorte
E sei do que em verdade mal comporte
O todo quanto quis e não teria.
A marca mais ferina se veria
No sonho que esperança não suporte
E cada sensação de amor se aborte
Gerando a mesma face mais sombria.
A noite traduzindo o quanto tento
Seguindo meu caminho desatento
Vencido pelas frágeis ilusões.
Os ermos de minha alma se aprofundam
E tantas sensações agora inundam
O todo que deveras tu me expões.
domingo, 11 de novembro de 2012
11/11
Na parte que me cabe deste todo,
Enfrento os temporais e sei do fato
Aonde o quanto pude mal constato
Gerando sem saber de algum denodo,
Apenas aprofundo o velho engodo
E o tempo noutro engano ora retrato
Matando em nascedouro algum regato
Adentro a charqueada e singro o lodo.
Atento ao mais diverso sol que um dia
Trouxesse todo o bem em sincronia,
Porém a solidão tanto vagueia
Marcando com as garras mais profundas
Os sonhos que deveras quando inundas
Traduzes esta vida em torpe teia.
Na parte que me cabe deste todo,
Enfrento os temporais e sei do fato
Aonde o quanto pude mal constato
Gerando sem saber de algum denodo,
Apenas aprofundo o velho engodo
E o tempo noutro engano ora retrato
Matando em nascedouro algum regato
Adentro a charqueada e singro o lodo.
Atento ao mais diverso sol que um dia
Trouxesse todo o bem em sincronia,
Porém a solidão tanto vagueia
Marcando com as garras mais profundas
Os sonhos que deveras quando inundas
Traduzes esta vida em torpe teia.
sábado, 10 de novembro de 2012
10/11
Bastasse ao sonhador algum alento,
E nada dos sentidos se percebe
Ainda quando adentro a velha sebe
Encontro com mais fúria imenso vento.
E quantas vezes mesmo eu busco e tento
Ousando acreditar no que concebe
A vida que em tormentas já se embebe
Matando cada passo, desatento.
A farsa se anuncia e neste tanto
Expressaria apenas desencanto
Ou mesmo a solidão que nos degrade,
Quem dera noutro instante mais feliz,
Acreditar no quanto a vida quis
E ter sob meus olhos, liberdade.
Bastasse ao sonhador algum alento,
E nada dos sentidos se percebe
Ainda quando adentro a velha sebe
Encontro com mais fúria imenso vento.
E quantas vezes mesmo eu busco e tento
Ousando acreditar no que concebe
A vida que em tormentas já se embebe
Matando cada passo, desatento.
A farsa se anuncia e neste tanto
Expressaria apenas desencanto
Ou mesmo a solidão que nos degrade,
Quem dera noutro instante mais feliz,
Acreditar no quanto a vida quis
E ter sob meus olhos, liberdade.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
09/11
O medo dissemina tão somente
O quanto acreditei noutro caminho,
E sei do dia a dia mais daninho
Matando desde já qualquer semente.
A vida na verdade não desmente
E bebe a solidão do ledo espinho,
E nisto o quanto possa em desalinho
Expressa o que deveras mal se sente.
O preço a se pagar já não condiz
E sendo tão somente este infeliz
Farsante morto em luta sem descanso,
A morte se traçando a cada gesto,
Apenas o que tenho e que detesto,
Recende ao quanto em vida atroz alcanço.
O medo dissemina tão somente
O quanto acreditei noutro caminho,
E sei do dia a dia mais daninho
Matando desde já qualquer semente.
A vida na verdade não desmente
E bebe a solidão do ledo espinho,
E nisto o quanto possa em desalinho
Expressa o que deveras mal se sente.
O preço a se pagar já não condiz
E sendo tão somente este infeliz
Farsante morto em luta sem descanso,
A morte se traçando a cada gesto,
Apenas o que tenho e que detesto,
Recende ao quanto em vida atroz alcanço.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
08/11
Amiga, por favor, não mais recorde
Os tempos que jamais verás após
A queda ao envolver em laços, nós
O tanto que moldara neste acorde.
A solidão adentra e já concorde
Com toda esta ironia, em tom atroz,
Repare cada farsa e siga à foz
Dos sonhos onde tudo em dor se aborde.
Desfaço cada tempo no vazio
E sei do quanto possa e desafio
Na sórdida expressão mais solitária.
Amargamente trago em minhas mãos
Os dias que bem sei seriam vãos
Na dura imprevisão, rude e precária.
Amiga, por favor, não mais recorde
Os tempos que jamais verás após
A queda ao envolver em laços, nós
O tanto que moldara neste acorde.
A solidão adentra e já concorde
Com toda esta ironia, em tom atroz,
Repare cada farsa e siga à foz
Dos sonhos onde tudo em dor se aborde.
Desfaço cada tempo no vazio
E sei do quanto possa e desafio
Na sórdida expressão mais solitária.
Amargamente trago em minhas mãos
Os dias que bem sei seriam vãos
Na dura imprevisão, rude e precária.
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