domingo, 7 de agosto de 2016

07/08

Num único momento em minha vida
Eu pude acrescentar alguma luz
Ao quanto na verdade não conduz
Sequer ao quanto tente uma saída

A luta de tal forma distraída
Expressa o que somente agora pus
Vencendo o meu anseio em rota e cruz
Gerando o quanto resta e não divida.

A sorte se inundando no vazio
O tempo que deveras desafio
Expressaria apenas meu passado,

O tempo não trouxera alguma paz
E sei que na verdade o que se faz
Resulta deste sonho sonegado.

sábado, 6 de agosto de 2016

06/08

A velha sensação não mais pudera
Acrescentar ao menos qualquer tom
Do verso onde tentara em mero dom
Vencer a solidão, cruel e austera.

O canto na verdade não sucumbe
E o todo noutro engodo se apresenta
Tramando a vida rude e mais sangrenta
Dos tantos enganares já se incumbe.

O mundo noutro rumo se esvaíra
E o corte na raiz nada deixara
Senão este vazio na seara
Marcada pelo engodo e por mentira,

A luta se anuncia a cada engano
E sei que solitário ora me dano.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

05/08

O preço a se pagar não valeria
Sequer o quanto quero e se moldasse
Na imensa imprevisão da velha face
Marcando com terror cada agonia,

O verso no final não me traria
Nem mesmo o que em verdade se mostrasse
E quando a solidão deveras grasse
Gerando o quanto a luta ora temia.

Meu tempo sem ter tempo de ser mais
Expressa tais caminhos desiguais
E errático momento se concebe

Versando sobre o nada aonde há tempos
Vencendo tão somente os contratempos
Minha alma se perdendo mal percebe.

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

04/08

Na pálida expressão que se apresenta
A vida noutro caos não mais coubera
E sei do quanto valha cada espera
E noutro delirar vaga tormenta,
A sorte tantas vezes virulenta
A boca sem carinhos desespera
E o tempo se deseja noutra esfera
Enquanto uma esperança me alimenta.
Resisto ao mais voraz pressentimento
E tanto quanto possa ainda tento
Sentir esta alegria que não veio,
Meu mundo não pressente outro segundo
E quando de ilusões ora me inundo
Apenas encontrara este receio.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

03/08

Não quero acreditar no que não seja
Diverso do momento aonde a vida
Pudesse simplesmente resumida
Trazer algo diverso da peleja,

Porquanto o meu caminho sempre esteja
Na face mais sutil e adormecida
Ousando acreditar que esta ferida
Traduza no final o quanto almeja.

Não creio nos enganos corriqueiros
Tampouco noutro sonhos, nos outeiros
A senda já desnuda não trouxesse

Sequer o quanto possa em sonho e prece
Vagar por noites claras ou sutis
Deixando para trás o quanto eu quis.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

02/08

Não quero acreditar no que viera
Trazendo a solidão como se queira
Vencer a mais diversa ou corriqueira
Noção que na verdade destempera.

Grassando sobre a sorte, esta quimera
Que tanto mostraria a verdadeira
Faceta desta sorte em vã ribeira
Mergulho no vazio desta espera.

O medo noutra face se decifra
E sei da solidão a vaga cifra
Que possa me trazer um novo ocaso.

O preço a se pagar não mais teria
Sequer o quanto é rude a fantasia
E o tempo noutro engodo sempre atraso.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

01/08/2016

Aonde a vida traça o que não pude
Viver e mesmo até tentar sentir
O verso no vazio inda há de vir
Marcando com ternura esta atitude

Meu tempo na verdade não me ilude
Apenas se resume e no porvir
O todo se trouxera a presumir
A farsa quando o todo se transmude.

Restando muito pouco do que fomos
Resumo neste engodo e sei dos tomos
Enquanto se tentara esta comédia

Da vida como fosse enciclopédia
E o ciclo se completa no vazio
E o tosco dia a dia desafio.