Aprendo com meus erros, mas insisto
E vejo após o nada outro desenho
Do mundo aonde além do quanto tenho
O tempo se anuncia tão mal visto,
Apenas poderia e já desisto
O canto se demonstra em ledo empenho,
O marco traduzindo e não mais venho
Vagando sem sentido além do tempo
A cada novo engodo um contratempo
A vida em contraponto me sonega
A sorte desdenhosa e quase cega
Invento qualquer porto e nada vem,
Somente o mesmo olhar, velho desdém...
sábado, 7 de maio de 2022
sexta-feira, 6 de maio de 2022
Urdindo uma saída onde não há
Sequer imaginei qualquer momento
E sei por quantas vezes teimo e tento
Vencer e ter nas mãos este maná.
Errático caminho moldará
Apenas o temor e o sofrimento,
Mas sei e se persisto além e atento
O tempo na verdade negará.
O caos dentro de mim, ocaso e queda
Aonde o passo envolto inda se enreda
Nas teias de um passado tenebroso,
E o pânico tomando toda a cena
E nisto a solidão feroz se acena
Num rumo sem sentido ou pedregoso.
Sequer imaginei qualquer momento
E sei por quantas vezes teimo e tento
Vencer e ter nas mãos este maná.
Errático caminho moldará
Apenas o temor e o sofrimento,
Mas sei e se persisto além e atento
O tempo na verdade negará.
O caos dentro de mim, ocaso e queda
Aonde o passo envolto inda se enreda
Nas teias de um passado tenebroso,
E o pânico tomando toda a cena
E nisto a solidão feroz se acena
Num rumo sem sentido ou pedregoso.
quinta-feira, 5 de maio de 2022
A liberdade é sonho e nada mais,
Ainda que pudesse me rondar
Aos poucos noutro rumo a me entregar
Errando em atos frívolos, banais,
E sei dos dias tanto desiguais
Quais fases de uma vida até lunar,
Ausente dos meus olhos no embrenhar
Imensos e diversos matagais.
Apenas poderia crer no fato
De um tempo onde em verdade não constato
Sequer a menor sombra da ilusão
E ao sonegar meu passo sem sentido
O quanto se demonstra não duvido
Expressa os dias turvos que virão.
Ainda que pudesse me rondar
Aos poucos noutro rumo a me entregar
Errando em atos frívolos, banais,
E sei dos dias tanto desiguais
Quais fases de uma vida até lunar,
Ausente dos meus olhos no embrenhar
Imensos e diversos matagais.
Apenas poderia crer no fato
De um tempo onde em verdade não constato
Sequer a menor sombra da ilusão
E ao sonegar meu passo sem sentido
O quanto se demonstra não duvido
Expressa os dias turvos que virão.
quarta-feira, 4 de maio de 2022
Falar de amor em tempos tão bicudos
Aonde uma esperança não habita,
Por quanto esta ilusão eu sei finita
Os passos seguem vagos, cegos, mudos.
Não pude acreditar noutros momentos
Diversos do que a vida traz em si,
E o quanto deste rumo já perdi
Tramando tão somente os desalentos,
Vencido pelo infausto corriqueiro
E o cântico desdenha qualquer luz
Ainda que pudesse, trago a cruz
E nela em todo engodo ora me inteiro
Dos erros de quem tenta novo passo
E sei do meu caminho turvo e escasso.
Aonde uma esperança não habita,
Por quanto esta ilusão eu sei finita
Os passos seguem vagos, cegos, mudos.
Não pude acreditar noutros momentos
Diversos do que a vida traz em si,
E o quanto deste rumo já perdi
Tramando tão somente os desalentos,
Vencido pelo infausto corriqueiro
E o cântico desdenha qualquer luz
Ainda que pudesse, trago a cruz
E nela em todo engodo ora me inteiro
Dos erros de quem tenta novo passo
E sei do meu caminho turvo e escasso.
terça-feira, 3 de maio de 2022
Já nada poderia se tentasse
Vencer as minhas dores inerentes
E quantas vezes vês e mesmo tentes
Após sentir na pele o ledo impasse,
Vagar sem ter sequer onde ancorasse
Nos ermos mais doridos, indigentes
Caminhos tantas vezes prepotentes
Aonde a vida inteira se mostrasse.
Resumos de outras eras, de outros dias
E neles mal percebes, tocarias
Com toda a tua fúria inigualável
Num incessante sonho sem porvir
O quanto poderia se sentir
Jamais se mostraria mais tragável.
Vencer as minhas dores inerentes
E quantas vezes vês e mesmo tentes
Após sentir na pele o ledo impasse,
Vagar sem ter sequer onde ancorasse
Nos ermos mais doridos, indigentes
Caminhos tantas vezes prepotentes
Aonde a vida inteira se mostrasse.
Resumos de outras eras, de outros dias
E neles mal percebes, tocarias
Com toda a tua fúria inigualável
Num incessante sonho sem porvir
O quanto poderia se sentir
Jamais se mostraria mais tragável.
segunda-feira, 2 de maio de 2022
Verdeja em nosso peito, a liberdade,
Quarando nossas roupas no varal
Dos sonhos estampados na saudade
Que ronda a nossa casa em vendaval.
Aval que procurara no passado
Insônias provocadas pela ausência
De quem andara sempre lado a lado
E agora me deixou. Vã penitência.
Não quero estar liberto, pois cativo
Do sonho mais feliz que eu pude ter.
Apenas, tão somente sobrevivo
Distante deste amor, vou sem prazer.
Maldita liberdade que verdeja,
Em lágrimas meu peito, assim goteja...
Quarando nossas roupas no varal
Dos sonhos estampados na saudade
Que ronda a nossa casa em vendaval.
Aval que procurara no passado
Insônias provocadas pela ausência
De quem andara sempre lado a lado
E agora me deixou. Vã penitência.
Não quero estar liberto, pois cativo
Do sonho mais feliz que eu pude ter.
Apenas, tão somente sobrevivo
Distante deste amor, vou sem prazer.
Maldita liberdade que verdeja,
Em lágrimas meu peito, assim goteja...
domingo, 1 de maio de 2022
Enquanto amor deveras me desperta
Relembro desta rua abandonada
Deixada no passado, vã deserta
Aos braços da saudade malfadada.
Janela há tanto tempo descerrada
Impede que eu consiga penetrar
Nos braços da princesa imaginada
Jogada num terrível lupanar
A rua aonde amor, frágil, nasceu
Agora se transforma em simples beco
A voz que tantas vezes se perdeu
Distante não produz sequer mais eco.
Quem dera se eu tivesse um canto amável,
Tornando o nosso solo mais arável.
Relembro desta rua abandonada
Deixada no passado, vã deserta
Aos braços da saudade malfadada.
Janela há tanto tempo descerrada
Impede que eu consiga penetrar
Nos braços da princesa imaginada
Jogada num terrível lupanar
A rua aonde amor, frágil, nasceu
Agora se transforma em simples beco
A voz que tantas vezes se perdeu
Distante não produz sequer mais eco.
Quem dera se eu tivesse um canto amável,
Tornando o nosso solo mais arável.
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