sexta-feira, 13 de julho de 2018

Não pude e não viesse após o fato
Tentar a solução e nada vira
A sorte se transforma e sei que a lira
Apenas no vazio não constato,

E sei do meu caminho mais ingrato
Ainda que pudesse e já prefira
Ousando o quanto resta e não se vira
Senão cada momento eu sei e trato

Ainda que pudesse ser assim,
Meu mundo se desenha dentro em mim
E o peso do passado não moldasse

Sequer o que viera e não teria
O canto na verdade em agonia
Gestando dentro da alma algum impasse.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Ainda que pudesse ter no olhar
O mais diverso rumo e nada além
Depois do que tentasse o quanto vem
Marcando com temor o seu rumar,

Vencesse cada passo a divagar
E nisto se desenha em tal desdém
O mundo segue sempre o que inda tem
E trama com ternura a se moldar,

A luta sem saber o que virá
Desmembra o meu caminho e desde já
O passo se moldasse e sem saber

O quanto na verdade não teria
E vejo a cada passo a fantasia
Marcando o que pudesse em tal prazer.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

A turba se aproxima em tom venal,
Escórias, párias, vermes, tais insetos
E os dias entre tantos desafetos
A morte se desenha sempre igual,

Ao presumir enfim o meu final,
Os ermos destas súcias em abjetos
Momentos onde possam incompletos
Caminhos em diverso ritual.

Apenas nada trago e não veria
A luta sem saber da fantasia
E o medo se desenha em mero nada,

À sombra do que possa se tramar
O quanto quero e custo a imaginar
Trazendo o que deveras já se evada.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Matando o quanto resta dentro em mim,
Jazigo da esperança nada traz
Semeio o que pudera mais audaz
E vejo no caminho o ledo fim,

Ainda que pudesse sei que vim
Moldando este cenário, imensa paz,
Vestindo o meu delírio que mordaz
Trouxera da esperança este estopim.

Ausento dos meus dias e em verdade
O passo sem firmeza já degrade
Mesquinhos olhos dizem do abandono,

E o tempo sem sentido nem razão,
Os dias entre os vários me trarão
Apenas o que agora desabono.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

O mundo a se render inexorável
Marcasse com temor o que não veio,
Pousando noutro engodo em devaneio
O tempo se mostrara deplorável,

O quanto se anuncia em memorável
Vagar traçando o mundo onde permeio
Pousando no final busco em recreio
Terreno que pudesse ser arável,

Escândalos diversos, tramas mortas
E quando esta esperança enfim abortas
Mergulho no infinito sem saber

Do prazo que deveras determina
Moldando com temor a velha sina
Marcada por imenso desprazer.
O mundo a se render inexorável
Marcasse com temor o que não veio,
Pousando noutro engodo em devaneio
O tempo se mostrara deplorável,

O quanto se anuncia em memorável
Vagar traçando o mundo onde permeio
Pousando no final busco em recreio
Terreno que pudesse ser arável,

Escândalos diversos, tramas mortas
E quando esta esperança enfim abortas
Mergulho no infinito sem saber

Do prazo que deveras determina
Moldando com temor a velha sina
Marcada por imenso desprazer.
O mundo a se render inexorável
Marcasse com temor o que não veio,
Pousando noutro engodo em devaneio
O tempo se mostrara deplorável,

O quanto se anuncia em memorável
Vagar traçando o mundo onde permeio
Pousando no final busco em recreio
Terreno que pudesse ser arável,

Escândalos diversos, tramas mortas
E quando esta esperança enfim abortas
Mergulho no infinito sem saber

Do prazo que deveras determina
Moldando com temor a velha sina
Marcada por imenso desprazer.