sábado, 13 de outubro de 2012

13/10

Não quero e nem pudesse acreditar
Nos ermos de uma vida sem sentido
E trago cada passo que, duvido,
Pudesse noutro espaço desvendar.

Bebendo cada raio de um luar
Que há tanto se perdera e não divido
Meu canto noutro enredo presumido,
Cansado simplesmente de lutar,

Não tendo outra saída, sigo alheio
Ao quanto poderia e sem receio
Vestindo hipocrisia tão somente

E sinto o que não caiba desde outrora
Vivendo a sensação que me apavora
De um mundo que deveras tanto mente.

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