17/11
Quisera pelo menos um momento
Aonde o tempo trace novo rumo,
E quando no vazio eu me resumo,
O passo sem sentido mesmo tento.
E quantas vezes vendo o violento
Cenário aonde o verso quando esfumo
Trouxesse discordâncias noutro prumo
E bebo o que viria em passo lento.
Não tente acreditar no quanto engana
A vida sem sentido, ou soberana
Mergulhos no passado e sem futuro
O nada que deveras se apresente
Traduz o mais constante e vil presente
E nada do que eu tente, configuro.
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