quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

13/12


O barco; jamais quero que se trame
Na mais distante sorte, desde quando
O tempo fora aos poucos desenhando
O tanto que renegue algum ditame,
Vagasse sem saber do ledo enxame
Do canto noutro encanto anunciando
O dia mais amargo e mais infando
Restando o quanto esta alma ora reclame,
Versando sobre o muito que pudera
Apenas noutra face mais sincera
Expresso a solidão que resta em mim,
E todo este momento denuncia
A falta do que fosse fantasia
E a morte se aproxima, em ledo fim.

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