sábado, 2 de junho de 2018

21

No inverno de minha alma nada vejo
Somente o quanto resta de um passado
E quando no vazio ocaso eu brado
Apenas sem sentido o quanto almejo,

Olhando para além, o sertanejo
Imaginando um rico e flóreo prado
Relembra o quanto quis e derrotado,
Aprende com a dor quando dardejo,

Jogado sobre as pedras, rotas asas
Um anjo se derrota e quando atrasas
Percebes o cadáver se esvaindo,

E o quanto poderia ser diverso
Expressa a solidão de cada verso
E o tempo mais audaz, agora findo.

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