DIAS RUDES E VENAIS
Ainda quando falo
da saudade
De quem não mais se
fez notada enquanto
A vida se moldara
em desencanto,
Trazendo ao dia a
dia a cela, a grade.
Não quero o que em
verdade tanto agrade
Tampouco viveria
qualquer canto
E sei desta ilusão e
não garanto
Sequer o sonho
feito em liberdade,
Pousando noutro
verso, o beijo aquém
Do medo e da
verdade quando vem
Sinceridade dita
este jamais.
Pousando certamente
em meus umbrais
Uma esperança irônica
em desdém
Expressa dias rudes
e venais...
Marcos Loures
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