RESQUÍCIOS DA
SAUDADE
Livrando o quanto
possa deste ocaso
Negando qualquer
tom que se desenhe
Enquanto a melodia
me desdenhe
A vida se perdendo
sem mais prazo,
E quando a cada
instante mais me atraso,
Ousando perceber o
quanto empenhe
Meu mundo solitário
desempenhe
O nada quando o
muito negue aprazo.
O rústico cenário ora
interfira
E mesmo quando a
vida em leda mira
Expressa a sensação
da eternidade,
Não possa resvalar
noutra impotência,
Morrendo primavera
e florescência
Cultivo estes resquícios
da saudade...
Marcos Loures
Nenhum comentário:
Postar um comentário