ATÉ SORRIO...
Os passos no vazio
e nada além
Do quanto não quisera,
mas pensara,
A luz que ao mesmo
tempo desampara
Encontra com temor
velho desdém,
E quando na verdade
o que inda vem
Aos poucos
aprofunda a imensa escara,
A parca claridade frágil,
rara,
Expressa o ser após
mesmo ninguém.
E tantos os meus
erros toscos, velhos,
Rasgando num
momento os evangelhos
Apresentando o cálice
vazio,
Andando pelos ermos
me ensimesmo
Retorno ao meu
princípio e (sempre o mesmo)
Ainda me ironizo
e... até sorrio.
Marcos Loures
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