INUNDAÇÃO
A presa se
apresenta ora indefesa
E o quanto inda
pudera não restaura
A vida que se
entorna em mordaz aura
Deixando as velhas
cartas sobre a mesa,
Encontro os meus
pedaços pelas ruas
E expresso outro
momento em turbilhão
Vivendo simplesmente
a negação
Enquanto outros
anseios tu cultuas,
Vestindo a falsa
imagem de quem fora
Aquém desta
potência feita em luz,
A sombra noutra
sombra a reproduz,
Expressa esta
tendência sonhadora,
E nada do que eu
fiz pudesse ou traga
A tosca inundação em
louca vaga.
Marcos Loures
Nenhum comentário:
Postar um comentário