RETRATO
Falar do quanto
possa e deveria
Ousando noutro
instante, um sonho a mais
Sem nada que
pudesse em tão banais
Momentos desfrutar
da fantasia,
Eclode dentro da
alma a alegoria
E nisto outros cenários
sem jamais
Moldar o quanto possa
e que ora trais
No vento quando
gera outra agonia,
Necessário vagar
por mil estrelas,
Sabendo quando possa
recebê-las
Num ato mais sutil,
ou mesmo em luz,
Escuto a voz do
vento e nada existe
Somente este cenário
amargo e triste
Retrato que minha
alma reproduz.
MARCOS LOURES
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