FARSAS
Das tantas velhas farsas
desfraldadas
Em nome de Senhores
e de escravos,
A cada novo engano,
toscos cravos,
Entraves entre
feras disfarçadas,
Usando apodrecidas,
vãs escadas,
Momentos mais temíveis,
ventos bravos,
Milhões multiplicados
em centavos,
Vendetas,
visionários, vis manadas.
E assim caminha a
tola humanidade
Enquanto o dia a
dia mais degrade
Espera a salvação que
não virá,
A fome representa
outra riqueza,
E a fonte inesgotável
em tal vileza
Outro cordeiro; ao
fim, imolará.
MARCOS LOURES
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