OUTRO CASTELO
DESTRUÍDO
A morte, sem mistérios,
desnudada,
Rondando a minha
porta neste instante
Aos poucos
adentrando já garante
Após a redenção,
eterno nada.
Quem dera acreditar
noutra alvorada,
Mas antes que
deveras se levante
A ponte quando
possa além, adiante,
Traçar o refazer de
alguma estrada,
Porém na mesma ausência
de onde vim,
Percebo claramente
o quanto o fim
Transcende ao meu
engodo mais dorido,
O féretro, consolo
e leito eterno,
Negando Paraíso ou
mesmo Inferno,
E nisso outro
castelo destruído...
Marcos Loures
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