NÃO QUERO ACREDITAR
Não quero acreditar
no que pudera
A sorte desdenhosa
de quem tenta
Vencer a cada
engano esta tormenta
Ainda quando veja
além, a fera,
Marcando com a
farsa que se espera
Negando outro senão,
a vida atenta
Prossegue na
palavra e desalenta
Quem quis uma certeza
mais sincera,
Medonha e caricata
farsa vem
E tanto quanto
houvera diz ninguém
Senão a mesma face condoída
De quem se
desenhara em rudimento
E quando outro cenário,
inútil, tento,
Eu perco pouco a
pouco uma saída.
Marcos Loures
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