terça-feira, 26 de setembro de 2017

Olhar entristecido a dor no peito
O verso sem sentido ou sem caminho
E quando no vazio ora me alinho
O todo se transforma em rude pleito
Jamais pudera crer quando me deito
Nas tramas onde o mundo mais mesquinho
Presume com terror o desalinho
Aonde este cenário foi desfeito,
Restando ao sonhador apenas isto,
O canto pelo qual decerto insisto
Vivendo a solidão e nada mais,
A sorte se derrama noutro rumo
E tanto quanto possa agora assumo
Os erros tantas vezes mais venais.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Espaços percorrendo num segundo,
O velho pensamento não transmite
Tampouco respeitando algum limite
No todo sem sentido eu me aprofundo,
E bebo a solidão, um vagabundo
Apenas noutro tom já se permite
E mesmo quando muito necessite
Procura seu espaço em ledo mundo.
Resumo de um passado inconsequente
A sorte que deveras poderia
Traçar algo maior que a alegoria
Ainda que deveras já se tente
Expressa o quanto resta dentro da alma
E toda esta emoção bem mais me acalma.

domingo, 24 de setembro de 2017

Buscando o céu mais claro em plenitude
Na dimensão suprema de um amor
Aonde se mostrara o redentor
Caminho que deveras não ilude
Sabendo deste tanto quanto pude
Viver em claridade ou no fulgor
Do passo que cerzido em teu calor
Transforma qualquer sonho em atitude.
Vestindo esta expressão que não sonega
A vida tantas vezes rude e cega
Navega entre infinitos mares quando
Vestígios do passado nos tocando
Ou mesmo sem futuro ou sem um cais
Enfrento os mais diversos temporais.

sábado, 23 de setembro de 2017

Percorro em pensamento, chego a ti
E sei do quanto possa acreditando
Num tempo mais suave e mesmo brando
Deixando no passado o que perdi,
O resto se desenha e mesmo aqui
O tanto que pudera desde quando
A vida noutro rumo desabando
Transcende ao quanto quero e não vivi.
Expresso a voz suave de quem ama
E sei da realidade feita em drama
Marcantes ironias ditam medo
E sendo de tal forma o desencanto
Versando sobre o mundo em rude manto
Na luta sempre inútil mal concedo.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Castelo de ilusões ditando o passo
Que tento acreditar e não se faz
Moldando este caminho mais audaz
E nisto se presume qualquer traço
O quanto poderia num compasso
Vencendo o pensamento mais tenaz
E sei da realidade e se desfaz
O quanto sem sentido eu me embaraço.
Resumo cada verso no passado
De quem renunciando em ermo brado
Expressa a solidão que nos afeta
A vida se mostrando em turbulência
Das tantas ilusões leda ciência
Ou mesmo uma vontade, a predileta.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Guaiaca vai vazia, busco estrelas
E sei que na verdade nada vem,
O tempo mais atroz trama o desdém
E as sortes não consigo mais retê-las
O tanto quanto queira e sem vivê-las
As noites são deveras o que têm
Sinais de um novo instante, mas ninguém
Soubesse com firmeza e paz contê-las
A noite se perdendo de tal sorte
Que nada mais pudera num instante
Aonde esta ilusão já se agigante
E nada mais decerto nos conforte
A sorte na verdade não entenda
Tal sonho desenhando em luz a prenda.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Eu sinto o minuano me tocando
E adentro nas coxilhas da esperança
Meu passo neste todo sempre avança
Buscando algum caminho bem mais brando
Tramando o que pudera em contrabando
Vestindo com ternura esta lembrança
A vida se desenha em confiança
E sigo contra todos me afastado.
Na sorte se mostrando esta incerteza
Ainda que se trame sem surpresa
O tempo não recende ao que eu queria
No encanto mais suave em verso manso
O todo que desejo agora alcanço
E deixo para trás esta agonia.