terça-feira, 23 de janeiro de 2018

23/01

O amor que leva ao sonho
Elevasse meus anseios
Na beleza quando ponho
Meu olhar sobre teus seios,
O caminho mais risonho,
Minha vida em tantos veios
E os tormentos onde enfronho
Outros tempos, devaneios.
Nada mais pudesse ver
Onde o quanto se fizera
No caminho a se perder
A verdade traz a esfera
Do meu mundo a conceber
O que tanto degenera.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

22/01

Senão desenho esparso
Nada mais do que carrego
No meu mundo e mal disfarço
Outro tempo ora sonego,
Nestas chuvas, fim de março,
O caminho segue cego
Amarrando este cadarço
Queda certa, isto não nego.
Vejo apenas o que um dia
Noutro tom já se veria
Ou servisse de abandono,
O meu canto se aproxima
Da verdade em leda rima,
Onde tanto em dor me abono.

domingo, 21 de janeiro de 2018

21/01

E o passo na verdade
Não se dera por inteiro
E se possa e já degrade
O meu canto garimpeiro
Procurando o quanto agrade
Outro tempo corriqueiro
No final o sonho evade
E destrói o timoneiro.
Vago aquém do que pudera
Ou percebo em tom solene
O que a sorte destempera
E deveras concatene
Ao gerar a primavera
Que esperança nos condene.

sábado, 20 de janeiro de 2018

20/01

Diverso do que vejo
Ou mesmo tentaria
A luz deste desejo
Jamais em ardentia
Traçasse novo ensejo
Marcando em fantasia
O quanto ora prevejo
E nada se faria.
O todo noutro canto,
Resumo de uma vida,
Agora sem encanto
Ou tanto percebida
Nas ânsias que o quebranto
Aos poucos dilapida.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

19/01

Qualquer alento possa
Traçar a solução
Que um dia já foi nossa
E agora traz o não,
Vencendo não se apossa
Da vera dimensão
Da sorte que destroça
O fim deste verão.
O medo não tramasse
O quanto trama o medo,
O todo em desenlace
O sonho em arremedo,
A sorte me embarace
Enquanto ao sol me cedo.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

18/01

Não sei sequer se os dias
Aonde eu tentei ter
Além das agonias
Quem sabe algum prazer,
Diversas ironias,
O todo a se perder
Enquanto o que recrias
Jamais me fez querer.
O vago de um instante
O tempo noutro rumo,
O quanto se garante
Do ledo e vão resumo
Gerando doravante
Apenas mero fumo.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

17/01


Assíduo passageiro
De um tempo sem descanso
Enquanto por inteiro
Sozinho, nada alcanço,
Vagando o derradeiro
Caminho em ledo ranço,
Procuro algum luzeiro
E enfim ao vão me lanço.
Ordenas tua vida
Conforme me condenas
E sei da já perdida
Estrada em noites plenas
E tanto se duvida
Da sorte em rudes penas.