sábado, 24 de fevereiro de 2018

24/02

Enquanto a desejasse
Eu sei que na verdade
Ainda em raro enlace
Veria a liberdade,
O quanto maltratasse
E o tempo que se evade
A luta demonstrasse
O tanto quanto enfade.
O preço da esperança
O tempo não traria
Sequer onde se lança
A luz em harmonia
A vida em tal fiança
Jamais se concebia.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

23/02

Ao ledo caminhar,
Pudesse num repente
Trazer o que sonhar
Ou mesmo o quanto tente
Um dia enfrente o mar
E seja impertinente,
Mas quando se notar
Semeie esta semente
Num passo mais audaz
Além do quanto pude
Viver em plena paz
Ousando em plenitude
Do todo ser capaz,
Ainda quando mude.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

22/02

E nelas não se vendo
Sequer o que sei delas
No todo mais horrendo
Ao menos já revelas
O quanto percebendo
Traria em novas telas,
O manto se perdendo
Nas sendas entre as celas.
Eu quero esta mortalha
E nada mais me importa
O tempo se batalha
Na fúria além da porta,
Vagando e me retalha
E nada mais conforta.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

21/02

Viperinas ideias
De quem se fez audaz
E agora em panaceias
O vazio me traz
E sei das vis plateias
Na teia contumaz
As sortes são plebeias
E o mundo mata a paz.
Sentindo esta vergasta
Que enfrento a cada instante
A senda já se gasta
No quanto me adiante
O tempo que se afasta
Da luta degradante.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

20/02

No quanto a cada instante
O verso não teria
A sorte que garante
O tempo a cada dia,
Meu mundo degradante
Na ausente poesia
Vivera fascinante
Em luzes, a harmonia.
O prazo se transforma
E gera sem temor
O quanto em nova forma
Tramasse o raro amor
E nisto o que se informa
Presume sem rancor.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

19/02

E o tempo permanece
Do jeito que viera
E sei que esta noblesse
Virasse a mais austera
Noção que inda se tece
Ou mesmo degenera
Marcando o que se esquece
Na solidão da fera.
Pesando sobre nós
O pouco que tentara
Matando logo após
A luz desta seara
Gerando em turva voz
Apenas nova escara.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

18/02

Gerando com ternura
O tempo após a queda
O sonho em tal brandura
No fim tanto nos seda
Vestígios desta dura
Vontade que envereda
Na trama e na loucura
Que tanto nos depreda.
O fim deste episódio,
O laço trazendo o ódio
E o medo do que vês
A sorte sem talvez
Os louros de outro pódio,
A rude estupidez.