sábado, 23 de junho de 2018

Atribulado enredo em caos e medo,
Expresso o dia a dia de tal forma
E quando no final tanto deforma
Marcando com ternura o quanto é ledo

E o passo noutro rumo enfim concedo
Vestindo o meu cenário e traz por norma
O canto que deveras nos transforma
E dita o meu momento em teu degredo,

Angustiosamente o preço trama
E deixa no passado além do drama
A chama que pudera ser imensa,

O engano se aproxima deste enfado
E quando no final já me degrado
Nem mesmo uma alegria recompensa.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Vivendo tanto quanto pôde outrora
Meu passo molda o caos gerando além
Em desvario apenas sei que vem
O quanto tento e mesmo segue, aflora,

Perdura dentro da alma o que decora
E o passo traz decerto algum desdém
E vejo após o caos o quanto tem
Na luta mais diversa que apavora.

E rondo com ternura outro momento
Depois do que pudera e me atormento
Gerando tão somente a solidão,

Errático cenário se moldando
E nisto cada passo fora brando
Morrendo sem sentido ou direção.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Assombros entre enganos e fantoches
Apenas cada espectro traz em si
O quanto na verdade já perdi,
E sei do quanto enfim tanto deboches,

Ser gauche e perceber o fim do prazo,
A luta não termina e sigo só
Meu passo se desenha em ledo pó
E o todo se traçando neste ocaso,

Vagando sem sentido ou mesmo um porto,
Acode-me o final em rude história
A lua desejada, merencória
O olhar imaginário, semimorto,

E o vândalo caminho entre tempestas
Gerando o que deveras tu não gestas.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Por toda e qualquer parte do cenário
Um ato repetido, a cena igual,
O manto se desenha em ritual
E o tempo muitas vezes solitário,

Ainda que isto fosse necessário
A fossa se aproxima e no final
O corte se derrama e sei venal
O bote noutro engano, temerário.

Escassas noites dizem do que trago
E bebo da esperança o sonho vago,
Matando qualquer sombra que inda reste,

O tanto que pudera ser celeste
No fundo se desenha mais agreste
E traça no meu mundo imenso estrago.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Planetas e satélites, anéis
Aonde em siderais caminhos trace
O vasto delirar gerando impasse
Em rumos tão diversos e cruéis.

Vagando nos astrais em carrosséis
O mundo se transforma e nesta face
O quanto poderia e se tramasse
Vencendo os ermos sonhos meros féis.

O preço a se pagar embute este ágio
E o quanto se cobrasse no pedágio
Dos sonhos sem sentido e sem razão,

Mergulho nos espaços e presumo
Apenas o que tanto já sem rumo
Meus olhos com certeza não verão.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Banhando com dourado cada passo
Que tento após o caos e nada veio
Somente o que pudera em devaneio,
Marcando o meu cenário em descompasso,

E quando noutro rumo me embaraço
Ausento da verdade e me rodeio
Das ânsias mais diversas e permeio
Meu verso com temor a cada traço.

Jogado pelos cantos desta casa,
A cena pouco a pouco se defasa
E marca o que pudera sendo assim,

Meu mundo no cenário em raro tédio
A morte provocando em seu assédio
O quanto se resume agora em fim.

domingo, 17 de junho de 2018

Pavor que aprofundasse cada instante
E nada mais tramasse senão isto,
E quando no final tento e desisto
Apenas o vazio se garante,

No tanto que pudera doravante
Ainda sem remédio em vão insisto
E bebo do infinito onde malquisto
Meu passo na verdade se adiante,

Mortalhas que tecera, dia a dia,
E o tanto quanto quero e não teria
Esconde dentro da alma este não ser,

E quantas vezes roto caminheiro
Buscando o seu descanso derradeiro
Fazendo em funeral raro prazer.