sexta-feira, 17 de novembro de 2017

17/11

A luz em plenitude traz o brilho
De um tempo que jamais eu concebi
E vendo tal reflexo vivo em ti
Expresso o quanto queira e ali palmilho.
Porém nesta ilusão fosse andarilho
E quando percebesse o quanto ali
Errático momento não mais vi
Senão cada tormento em estribilho.
Estrelas que trouxeste, na verdade,
O tempo se moldara e quanto eu nade
Encontre no teu mar outras estrelas.
E seja de tal forma a sorte imensa
Que quando cada passo me convença
Das sortes que pudesse recolhê-las.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

16/11

Aonde a solidão mostrasse as garras
E nelas outras tantas ironias,
Enquanto na verdade nada crias
Apenas nos vazios já te agarras.
E sei que na certeza das amarras
Os olhos perpetrassem novos dias
Marcando com ternura tais magias
Enquanto do passado ora me varras.
Os medos acumulo a cada não,
E sei dos meus anseios e temores,
Agora se prepara em negação
Cenário aonde um dia tu te fores,
E deste; novos termos ditarão
O quanto se traduz em grises flores.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

15/11

Eu vejo em meu caminho o descaminho
Traçado pelos erros de uma vida,
Já tanto desta forma corroída
Trazendo dentro da alma somente espinho.
O canto que pudesse – passarinho-
O rumo numa estrada sem saída
A luta noutra face discernida
E o velho caminhar duro e mesquinho.
Resulto deste imbróglio e na verdade
O todo que pudesse insanidade
Marcando a ferro e fogo sem temor.
Legados da existência mais sutil
Que o tempo noutro instante não previu
E seja como queiras o que for.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

14/11

Enquanto a solidão domina a cena
E tento de tal forma navegar
Ousando acreditar que o imenso mar
Entrasse dentro da alma tão pequena.
O tempo com certeza me condena
E o pranto nada faz senão salgar
A vida em velhos erros mergulhar
E nisto a sorte fosse mais amena.
O pendular cenário se apresenta
E vendo o que decerto é qual tormenta
Que alenta quem buscasse a mansidão,
Meu passo no vazio se alucina
E a porta que se abrira, dita a sina
Marcando outros momentos que virão.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

13/11

Singrando cada passo em luz tranquila
Aonde o meu caminho pude crer
Talvez inda gerasse o amanhecer
Enquanto a solidão teima e desfila.
O passo sem certeza ora vacila
E tenta adivinhar algum poder
No quanto poderia mais saber
E nisto se reflete o que destila.
O manto já puído pela vida
O prazo que termina a cada dia,
Apenas na verdade me traria
A história há tanto tempo decidida,
Enquanto desejasse a poesia
Talvez inda restasse uma saída.

domingo, 12 de novembro de 2017

12/11

Nos veios que me levem ao pleno encanto
Das tramas onde a vida seduzira,
Poética expressão em sol e lira,
O verso se desnuda em claro canto.
Porém quando em verdade me adianto,
A sorte se transforma e a terra gira
Marcando com terror o que prefira,
E nisto se embrenhando em dor e pranto.
Negando o que se visse ou se tentasse.
Recebo como fosse algum repasse
O corte que trouxeste em cada engano,
O vento assobiando na janela
O amor que na verdade não revela
O medo traz o fim e assim me dano.

sábado, 11 de novembro de 2017

11/11

Deveras para o sonho mergulhasse
Quem trama novo tempo e nada teme,
Ao menos a verdade seja o leme
Que leve para além de algum impasse.
O quanto da incerteza demonstrasse
O mundo aonde o verso agora algeme
Quem possa acreditar enquanto extreme
O passo noutro ocaso que marcasse.
Deméritos do prazo que se esgota?
A vida se repete em vã derrota
E a rota quando a perco não mais vejo,
Sou mero passageiro do vazio
Que tanto quanto possa desafio
O tempo noutro intento, noutro ensejo.