sábado, 21 de abril de 2018

21/04

Não queria acreditar
E nem mesmo em pura tese
Onde a sorte se despreze
Ou mudando de lugar,
Quando o tempo sempre pese
Na vontade de lutar,
E se pude caminhar
Muito além quando em paz reze.
Nada tive e nem teria
Quem viceja em alegria
Amortalha o dia a dia
Noutro ponto o reticente
Delirar a vida sente
Onde tente ou poderia.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

20/04

Vicejando dentro da alma
O que pude e não viesse
A loucura gera o trauma
Ou talvez resuma a prece
No que tanto agora acalma
Ou redime em nova messe
No cenário aonde a calma,
Com certeza vagas tece,
O prazer do maremoto
Num momento onde remoto
Poderia ser sutil,
Apresento esta logística
A figura outrora mística,
Noutro tom se resumiu.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

19/04

Coagulas cada instante
E gerasse muito além
Do que a vida não contém
Ou deveras me garante,
Caminheiro tão arfante
Noutra cena traz alguém
Mergulhando aonde vem
O que cedo se levantam,
Sem vestígios do passado
Meu momento sem futuro,
O cenário; mal evado
E no fim nada asseguro,
Sendo assim o desejado
Encontrando o mesmo muro.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

18/04

Esperança sem juízo
Nas vertentes deste sonho
Afluente que componho
Num momento mais preciso,
Se deveras necrotizo
O cenário onde é medonho
O meu passo tão bisonho
Já não traz qualquer aviso,
Resumindo todo fato
No tormento onde desato
E não gere mais a sorte,
Quem pudera acreditar
Toma logo o seu lugar
Sem mais nada que o conforte.

terça-feira, 17 de abril de 2018

17/04

Tocado pelo frio em pleno inverno
O peito de um poeta sem cuidado,
Há tanto noutro engano mergulhado
Sabendo do que queira mais eterno,
E sei do caminhar aonde externo
O verso que pudera lapidado
No sonho quando feito em rude brado,
Ou mesmo num cenário calmo e terno.
O preço a se pagar já não condiz
Com todo o quanto possa e mais não quis
Vivendo sobre a sorte viperina,
A luta se anuncia sem respaldo
E quando a fantasia; assim, desfraldo
Apenas o vazio me domina.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

16/04

Eu me espalho agora pela vida,
E sei do quanto possa noutro instante
Ainda quando a luta se adiante
A sorte noutro passo, resumida,
E nada do que tente além duvida
Do encanto que viera em radiante
Momento que hoje sinto degradante
No todo quando pude e ora me espante.
Restando quem soubesse o verso enquanto
Apenas solidão tenho e garanto
Escrevo meu caminho em linhas tortas,
Os dias já não tendo paralelos,
Anseios de cenários bem mais belos
Enquanto este vazio agora exortas,

domingo, 15 de abril de 2018

15/04

Cansado de viver em desengano,
Sem ter sequer um rumo onde pudera
Viver a solução e não se espera
Senão a mesma face em cada plano,
Esgoto o dia a dia e me ufano
De ter no coração a sorte fera
E busco no caminho, nova esfera
Perdendo o que deveras tanto engano,
Regrando cada passo, nada vem
Somente o que tentara quando alguém
Tramando novo instante o sonegasse,
Meu rústico momento se anuncia
Inócua e sem sentido fantasia
Moldando com certeza o mesmo impasse.