sábado, 24 de junho de 2017

24/06

Ao momento mais versátil
Outro infausto recomeça
O meu sonho tão retrátil
No vazio já tropeça
Sem ter nada que inda trate-o
O meu canto diz promessa
Réptil solto neste pátio
O que fora não tem pressa.
Jamais quis algum alento
E se pude não queria
Versejando mais atento
Onde queira a fantasia
Expressando o pensamento
Na diversa hipocrisia.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

23/06

Levo os sonhos por aí
E se tento alguma cena
No final me consumi
Quando a sorte fosse plena
O que queira e já perdi
Do passado me condena
E se o fato eu resumi
Quanta vida se serena.
Apresento-me aos senhores
Como fosse um nu bufão
Entre sonhos opressores
Ou momentos que virão
Traduzindo sonhadores
Os meus dias desde então.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

22/06

Eu jamais acreditei
Na verdade sem medida
O que possa e sendo lei
Contraria a própria vida
Tantas vezes mergulhei
Neste mundo sem saída
E se agora desejei
No final nada divida.
O meu passo dita o prazo
E a verdade continua
Noutro ser que quando embaso
Marca as tramas desta lua
Que deveras dita ocaso
Noutro acaso segue nua.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

21/06

O medo não faz parte deste drama?
Quem sabe sendo assim eu até possa
Trazer o quanto fora outrora nossa
Agora já sem dono, a velha chama.
E nada do que tente se reclama
A vida noutro tom jamais adoça
Outra expressão marcante que se apossa
Do velho caminhar em tosca trama.
O peso se pendendo para cá
O todo que decerto morrerá
Na mesma proporção que já nascera,
O fim nos tornando assim equânimes
Quem sabe traduzisse em tons unânimes
A sorte que se fez em mera cera.

terça-feira, 20 de junho de 2017

20/06

Orgástica ilusão de um velho tolo
Que tanto desejou e não tocara
Sequer a pele bela mansa e rara
Ousando ter a morte por consolo.
Acendo outra velinha neste bolo
E a luta no final não se repara
A morte de tocaia já dispara
Gerando no final inútil enrolo.
O caos ou mesmo a festa que trouxeste
Agora se perdera num celeste
Anseio que esta vida sonegasse.
Vencer ou não vencer, o que me importa?
Apenas arrombaste a velha porta
Mostrando esta enrugada e morta face.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

19/06

Repasto onde as rapinas fazem festa
A carne que ofereço, já foi minha
Agora noutra face mais mesquinha
O quanto nada valho ora se atesta.
Apenas o que a vida em vão me empresta
Depois devolverei e em tal daninha
O sonho convertido ora se aninha
E apodrecida sorte tudo empesta.
Não quero uma proposta mais lacônica
Nem mesmo outra versão que fosse crônica
Gestando este imbecil que eu alimento,
No sórdido e vulgar corpo que trago
Ainda vens fazer algum afago,
Porém morro com peito exposto ao vento.

domingo, 18 de junho de 2017

18/06

Meu tempo mesmo atípico persiste
E gera uma inexata forma atroz
Que possa me trazer diversa foz
E nisto outro momento ora consiste,
Já nada mais presume quem insiste
Na paz que nos redima, todos nós,
E trace com certeza o ledo após
O tanto que se fez audaz e triste.
Navego sem certeza de algum porto,
Apenas apresento o desconforto
De quem se fez deveras sonhador.
O tanto que pudera ser mortífero
Somente me trouxera este sonífero
Mantendo sempre igual a velha dor.

sábado, 17 de junho de 2017

17/06

Reparo cada fato em tal constância
Que nada mais pudesse converter
A vida num cenário onde o prazer
Fizesse da esperança sua estância,
Marcando com ternura esta elegância
Que tanto possa ser quanto não ser
Vestindo o meu momento onde o querer
Pudesse simplesmente em militância.
Aplaca-se a verdade e nada vejo
Somente o que pudera e noutro ensejo
O tempo não decore nem perceba,
A luta se deveras não cansasse
Talvez o que hoje fora algum impasse
Expresse uma ilusão que em vão conceba.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

16/06

Outro tempo aonde o templo não traria
Semente que jogaste no valão
E tanto adubaste bem o chão
Que no final geraste poesia.
O verso sem saber de sintonia
Na mágica ou diversa dimensão
Traria noutro tempo os que verão
A glória que jamais se vangloria.
Na lápide estampado o meu retrato
Num epitáfio rude e até vulgar,
O quanto poderia e não resgato
Trazer dentro de mim o velho e o mar,
Quem nasce e bebe sempre do regato
Não pode no oceano se afogar.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

15/06

Eu nunca poderia acreditar
Nas tramas mais diversas que trouxeste
E se possa caminhar ou nada reste
Do que um dia quis apenas navegar,
Na incerteza de poder verter ao mar
O que sinto ser somente mais agreste,
No final de cada verso a se mostrar
Tão somente no vazio se reveste.
A loucura num louvor agora enreda
E se vejo no final a velha queda
Apenas torturando o quanto sonho,
O tanto no vazio se presume
A moça já não traz qualquer perfume
Somente o mesmo passo ora enfadonho.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

14/06

A circense poesia
O non sense certifica
Do que tanto se queria,
Mas no fim não edifica,
A versão que se traria
Mesmo quando em rima rica
No final não deduzia
Nem decerto a queda explica.
Prateada a sorte vejo
Outra tanta desafio
E se bebo num lampejo
Expressão que ora vazio
Coração num velho ensejo
Traduzia o “por um fio”.

terça-feira, 13 de junho de 2017

13/06

Lavrador de uma esperança
Quem me dera ser poeta
Na verdade o que se lança
Noutro tom não se completa
A versão em confiança
Noutra luta tem por meta
O que nada mais alcança
Nem seguindo a velha seta.
Na incerteza da tramoia
Não se faz qualquer ideia
Do que possa e se não boia
Trama a sorte em assembleia
Que tirando esta tipoia
Só se apoia na plateia.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

12/06

Caminhasse toda a vida
Na verdade que entorpece
Quem deveras já duvida
No final nada obedece
Nem sequer a despedida
No caminho trama a prece
De quem risca o que se olvida
Ou tampouco se merece.
Num acréscimo somente
Outro décimo desvendas
E se possa quando mente
Traduzir amor em lendas
O meu canto se apresente
Onde agora diz contendas.

domingo, 11 de junho de 2017

11/06

Nas areias de Ipanema
Ou da praia do Futuro
Novo tempo, velho tema
No final nada asseguro,
Nem sequer alguma algema
Nem mergulho neste escuro
Solidão traça o poema
E no resto, o configuro,
Se eu pudesse ser criança
Centerária fantasia
A verdade que me alcança
Gera em mim tal abasia
O formato da esperança
No final sempre esvazia.

sábado, 10 de junho de 2017

10/06

Ouviria do Ipiranga
O que disse e não se ouviu
Na certeza a velha tanga
Noutro instante diz Brasil,
Da expressão em vão se manga,
Mas se faz cedo gentil,
No quintal colheste a manga
No final nada se viu,
E se peço e não reciclo
O que possa noutro instante
Revivendo cada ciclo
Insistindo doravante;
E se tanto nada vejo,
Onde está meu realejo?

sexta-feira, 9 de junho de 2017

09/06

Ousaria acreditar
Nas histórias que me contas
E se tanto navegar
Entre as frotas que me apontas
Entranhando no teu mar
Conchas vagas luas tontas
E pudesse desejar
Ao que agora me remontas.
A incerteza de quem ama
A malícia de quem preza
A verdade não se trama
Nem tampouco segue ilesa
Destruída pela chama,
Noutro tom já se despreza.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

08/06

Traiçoeira a deusa sigo
Em seus cálidos rancores
E se tanto em vão abrigo
Na verdade tu te pores,
O meu verso onde o consigo
Molda dias multicores
E bebendo este perigo
Vou sorvendo teus rancores.
Na incerteza que deleta
A vontade se recria
O que possa ser poeta
Viva em louca fantasia,
Mas decerto se completa
Ilusões mera utopia.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

07/06

Aflição ou mesmo a farsa
Que se trama a cada engano.
Reforçando o que disfarça
Na expressão quando me dano,
Ou talvez fosse comparsa
Da esperança em tosco plano,
No final a sorte esgarça
O que possa soberano.
Recolhendo cada instante
Noutro tom que não teria
Vejo o quanto se garante
Ou tramasse em fantasia
O que gera num rompante,
Pouso além do que eu queria.

terça-feira, 6 de junho de 2017

06/06

Marco atento do que fomos
Entre somas e mentiras,
Livros velhos, rotos tomos
Que deveras tu retiras,
E se possa quanto fomos
São palavras que prefiras
São matizes, vários cromos
E no fim em nada inspiras.
O meu prazo se acabando
Na candura dos teus passos,
Outros dias dia fosse brando
Em meus sonhos mais devassos,
No final tudo negando
Nem sequer atando os laços.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

05/06

Nada mais se extrairia
Das entranhas, reconheço,
Cada passo a cada dia
Ilusão ditando o preço,
A versão em agonia
Ditaria o que este apreço
No final não me traria
Nem sequer teu endereço.
O venal caminho trama
O que trago e não soubera
A verdade é como a chama
Que deveras destempera
Sendo a farsa o quanto clama
A ilusão, mesmo sincera.

domingo, 4 de junho de 2017

04/06

O que fora e já não é
É melhor do que o não fora,
A certeza dita a fé
Ou talvez a redentora.
Na verdade tento até
A incerteza sonhadora
Que grassasse o mundo à pé,
Mas jamais foi promissora.
No que trago deste insólito
Desejar qual fosse rumo
O meu tempo este monólito
Em palavras eu resumo,
Mas amor seria um bólido
Se pudesse ser mais sólido.

sábado, 3 de junho de 2017

03/06

Apressando o passo quando
Outro expresso também tente
No que seja manso e brando
A verdade improcedente
Tramaria em contrabando
O que agora se consente,
Mas o tempo transmudando
Transudando o quanto mente.
Gira a sorte corte e penas
Explodindo o que permitas
Quando além tu me condenas
As esperas são malditas
E se as vejo mais amenas,
Noutro passo tu me irritas.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

02/06

Meu caminho se apresenta
Onde o tanto não teria
A vontade mais sangrenta
Ou a farta sintonia
Que se tanto a vida tenta
No final não me traria
Nem sequer outra tormenta
Quando gera uma agonia.
O meu passo rumo ao nada
Ao cenário mais nefasto
Outro tanto já se atesta
No que posso ou não se vê
Minha vida nega a festa
E seguindo sem por que
No caminho que me resta
Esperança em vão buquê.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

01/06

Nos caminhos mais diversos
Onde a vida traz a sorte
Que tramasse em novos versos
Expressão que nos conforte
Sigo e busco aonde imersos
Os meus dias vão sem norte
E se possa entre os dispersos
Coletar o que comporte.
Navegando contra a fúria
Das marés que tu me trazes
A versão em tal penúria
Molda dias mais mordazes
E se tento esta lamúria
Na verdade é o quanto fazes.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

31/05

Não rutila esta esperança
Que mutila quem a quer,
O momento não se alcança
Nem se possa ser qualquer
Que gerasse a confiança
E o cenário que vier
Traz a farsa em rude lança.
A mudança não permite
O que tanto se presume
Na verdade este limite
Noutro fato se resume
E se possa ou acredite,
Sinto ao longe teu perfume.

terça-feira, 30 de maio de 2017

30/05

Já não cabe dentro em nós
O que possa reverter
Um cenário sem a voz
Do que desse a conhecer
O que venha logo após
Traduzisse o que o poder
Resumisse num algoz
Ou no nada a se prever.
Não queria o que tu queres
Nem seria ter bom-senso
O que tanto se quiseres
Com certeza vejo extenso
Quando vêm tantas mulheres,
Em teus olhos sempre penso?

segunda-feira, 29 de maio de 2017

29/05

Quando a sorte não se arranja
Nem mortalha me trouxera
A incerteza traz a franja
Deste mar feito em quimera,
A verdade não se esbanja
Nem tampouco destempera
A metade da laranja
Outra parte ora insincera.
Apresento tais escusas
E deveras já repulsas
Quando em vão tu tanto acusas
As certezas são expulsas
E na face feito parva
Sou somente a morta larva.

domingo, 28 de maio de 2017

28/05

A palavra lavra e a lava
Feita em versos a destrói
O que tanto busco e trava
Outra cena se corrói.
A certeza quase escrava
Noutro tempo sempre sói
Traduzir o que se cava
Na versão que o vão constrói.
Constrangendo doravante
O que adendo não se fez
Ou deveras me adiante
Ou se entregue de uma vez
No que possa num instante
Noutro instante nada vês.

sábado, 27 de maio de 2017

27/05

Houve um tempo já sem nexo
Nem servindo de mortalha
A quem tanto trouxe anexo
O caminho que batalha
Procurando o mais complexo
E decerto cada falha
Poderia já perplexo
Transformar qualquer canalha,
Mas o vento não tramasse
O que tanto o vento trama
Na versão que se moldasse
Enfrentando lodo e lama
O caminho em desenlace
Desinforma e gera o drama.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

26/05

Modernismos, ritmos rimos
E bebemos à vontade
E se temos novos limos
Queda feita com saudade
Do que possa e repetimos
Ou do tanto que se invade
Noutros ermos que previmos
Gera a tola tempestade.
Claro como a comoção
Que se fez em tal orgia
Quando a noite foi ao chão
E brotando trouxe o dia,
Da palavra feita em grão
Nada além se percebia.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

25/05

Num só tempo se tentasse
Traduzir o que soubesse
E pudesse noutra face
O caminho que se desse
O meu tempo mergulhasse
Ou deveras numa prece
Do que tanto se orgulhasse
Não traria o que merecesse.
Um jagunço da esperança
Arredio aventureiro
Que se traga enquanto avança
Ou disfarça outro puteiro
Na palavra clara e mansa,
Ou no canto derradeiro.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

24/05

Jamais vejo o quanto quero
E se quero nada peço
Outro tempo mais sincero
Na verdade recomeço
Já sabendo do que espero
Ou se possa não mais meço
O que veja em tom sincero
Navegando onde tropeço.
Lavo os olhos em teus sonhos
E mergulho nos teus mares,
Mas os dias mais medonhos
Que deveras provocares
No final serão bisonhos
Quanto são os vãos sonhares.

terça-feira, 23 de maio de 2017

23/05


Lagos entre afagos vejo
E se possa ser assim
No final nada verdejo
Quando bebo o teu jardim
Desarmado num ensejo
Dentro da alma quando vim
Encontrara este desejo
Que matasse ou fosse assim.
Nada mais pudera quem
Na incerteza recriara
A palavra quando vem
No final nada repara
Ratazana que em desdém
Extorquisse esta seara.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

22/05

Quem se fez outra pessoa
Ou Pessoa já queria
Imagino o que revoa
Nas tramas da poesia
Mergulhando enquanto ecoa
E se vai quando esvazia
Na palavra segue à toa
Quando à tona então se via.
Ouso ter noutro querer
O que pude num repouso
Desejar diverso ser
Ou quem sabe noutro pouso
Mesmo assim o que é prazer,
Com certeza enfim eu ouso.

domingo, 21 de maio de 2017

21/05

No boteco outra cachaça
E na praça o repeteco
Do que pude e não se faça
Nem produza qualquer eco,
O meu mundo quando passa
Na verdade sempre o seco
Aprofundo na chalaça
E decerto sempre peco.
Ouso além do que podia
E teria noutro infausto,
O meu mundo em agonia
És Mefisto, queres Fausto,
Mas o tempo dia a dia
Não traduza outro holocausto.

sábado, 20 de maio de 2017

20/05

Labaredas de uma vida
Já deveras desolada
Outra sorte corroída
Na esperança degradada,
O que tento e não duvida
Que percorra a velha estrada
Noutra farsa presumida
Expressasse o quase nada.
O meu mundo não revela
O que a sorte não mais traz
Acendendo a velha vela
O meu passo mais mordaz
No final a vida atrela
E pudesse enfim a paz.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

19/05

Rudimento ou mesmo além
Do que possa e não tivera
A mortalha quando vem
Com certeza desespera,
Mas no fim “stá tudo bem
Solidão sendo sincera
Traduzisse o que também
Desta vida a vida espera.
Já mergulho em teu encalço
E se possa no porão
Encontrar o cadafalso
Ou fazer do coração
Um cenário bem mais falso,
Mas causa boa impressão.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

18/05

O pecado mora ao lado,
No final tudo está certo,
O caminho desolado,
O meu peito descoberto,
Quanto mais de ti me evado
Mais deveras eu me alerto
Presumindo cada enfado
No que tento ou já deserto.
Rudimentos de uma vida
Tanto quanto se traçasse
A palavra não se olvida
Nem tampouco se expressasse
No cuidar de uma ferida
É que se vê a própria face.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

17/05

Lavo os olhos na promessa
Do que possa acontecer
E se tanto a vida meça
Nada mais posso viver,
A certeza já tropeça
Atropela e passo a ver
O que fora e não confessa
A vontade do querer.
Régio passo em regimento
Reto espaço verso e canto,
Tanto quanto verso e tento
No final não mais garanto
E pudera em elemento
Mais disperso em desencanto.

terça-feira, 16 de maio de 2017

16/05

O meu tempo não veria
O que vejo desde agora
A palavra poesia
No meu cérebro demora
E se tento em novo dia
O que tange e me apavora
No final me sugaria
Sem ter tempo nem ter hora,
Apresento tais escusas
E não restam mais sinais
Que deveras quando abusas
Noutro tom não quero mais
Onde a vida que entrecruzas
Dita rumos tão banais.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

15/05

Tempo dita o que foi tanto
E se tanto fosse o que isto
Representa noutro encanto
Ou deveras já desisto
Do que possa e não garanto,
Mas se espante quando insisto,
Na verdade o que foi pranto
Hoje explano no malquisto.
Capacito meu anseio
No receio do infinito
O meu verso já não veio
Nem tampouco o necessito,
Caminhando sem receio,
Morro enquanto bebo o rito.

domingo, 14 de maio de 2017

14/05

Mais um maio outro qualquer
Entre maios que vivera
Outro tempo se vier
No final já não se tecera
A palavra em tom qualquer
No infinito merecera
O que o verso se puder
Derretesse o sonho em cera.
A versão que em aversão
Dita o fim de cada prazo,
No que traz o coração
Diz do quanto já me atraso
Caminhando em duro chão
Vou em busca deste ocaso.

sábado, 13 de maio de 2017

13/05

Já não visse qualquer luz
Onde a noite se faz nua
E pudesse e não produz
Nem sequer a deusa lua
Caminhando em contraluz
A certeza não cultua
O que tanto se conduz
Envereda nova rua,
A verdade em sobremesa,
O tentáculo se expondo
O que tange em correnteza
Noutro tom tento e respondo
Vagamente sem surpresa
O meu céu fosse redondo.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

12/05

Reunindo minhas provas
O que tento não me espanta
E sei quanto já comprovas
Da verdade que garanta,
A loucura não reprovas
Nem tampouco a fome tanta
Outro corpo ora desovas
Onde a sorte não se encanta.
Vago em noite tenebrosa
Ou quem sabe no canteiro
Imergindo de uma rosa
Novamente um espinheiro,
A gentil e venenosa
Face em tom mais corriqueiro.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

11/05

Já não quero qualquer credo
Nem tampouco alguma luz
A verdade que enveredo
Se transforma em contraluz
E o meu tempo quando o vedo
Não faria à vida jus.
No cenário que degredo
Já degrado o sonho em pus.
Ouso até no mesmo instante
Noutro templo que não fiz,
Quero a sorte fascinante
Ou a luz que contradiz
Já que nada me garante
Que no fim serei feliz...

quarta-feira, 10 de maio de 2017

10/05

Quando reinando este absurdo
Noutro absurdo refletido
Já não posso sendo surdo
Procurar o quanto ouvido
Traduzisse árabe em curdo
Ou talvez já dividido
Meu caminho em vida é burdo.
Nada tenho do que eu queira
Nada quero do que tenho
A palavra derradeira
Traduzisse o desempenho
Desta vida na ladeira
Que traçasse o meu desenho.

terça-feira, 9 de maio de 2017

09/05

O tormento se repete
Quando aumento a minha fé
Na incerteza o canivete
Na esperança o já não é,
A palavra que compete
Vai e volta, qual maré
E o meu tanto se reflete
Na vontade ou na galé.
O que possa carretel
Num novel caminho escuto,
Vago solto pelo céu
E se tento até reluto,
Mas o passo mais cruel,
Expressasse apenas luto.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

08/05

Já não pude acreditar
Nem tampouco deveria
Se esta noite é de luar
Ou somente fantasia,
Colho as frutas do pomar
Onde amor não poderia
Nem sequer imaginar
O que em nós não renascia.
Gestos tais já não contendo
Que se fez aquém do quanto
Na verdade sou remendo
E se possa em desencanto
Pouco a pouco vou vivendo
A expressão do desencanto.

domingo, 7 de maio de 2017

07/05

Já não vejo o que pudera
Noutro instante ser aquém
Do que tanto não se espera
E no fundo: será quem?
O que possa em primavera
Num inverno sempre vem
E condena enquanto gera
Este engodo: ser alguém.
Rudemente a vida mente
E se a mente não se abrisse
O caminho plenamente
Feito em rude e vã tolice
Noutro passo se desmente
E se mostra o que desdisse.

sábado, 6 de maio de 2017

06/05

Roupas velhas na varanda
Nos quintais outro tormento
Vagamente uma ciranda
Traz o quanto não aguento
Do caminho que desanda
Da palavra solta ao vento,
No tocar da velha banda
O meu canto agora invento.
Versos trago do passado
E emendando cada rota
O sonhar que ora degrado
A certeza se amarrota
No que possa consagrado
No cenário além da cota.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

05/05

Mais um dia se retrata
Nas entranhas de quem rege
O momento que resgata
Traduzisse o passo herege
Que deveras se constata
No que possa e não se elege
Com ternura esta bravata
Onde o nada desprotege.
Rudimento do que sou
O que trago não transcende
Ao que pouco me importou
E também do que depende
Verso sobre o quanto vou
Onde o nada agora estende.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

04/05

Brindo ou blindo? Mas protejo.
O final é sempre assim
O que sei ser um lampejo
Explodisse dentro em mim,
Na fornalha o malfazejo
Do que um dia fui jardim,
Outra vez bebendo vejo
Emanando este estopim.
Gloriosa a glosa faz
O que a rosa não faria
Se soubesse mais capaz
O que tanto em rebeldia
Renegasse qualquer paz
Ou matasse dia a dia.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

03/05

Quando a vida fez das suas
Atuavas noutro ramo,
As palavras seguem ruas
E deveras também tramo
Outras deusas seminuas
Onde o resto se o reclamo
Não circula e continuas
Resumindo o que proclamo.
Tramo o fim e recomeço
No que possa sem ter preço
O momento que confesso
O tormento em adereço
Se meu tempo sem progresso
Traduzisse o que mereço.

terça-feira, 2 de maio de 2017

02/05

Jogo feito, mesa exposta
Nas tramoias do meu sonho
E se possa ou mais aposta
A verdade não componho,
Outro tempo se desgosta
Do que tanto ora enfadonho
Gera o verso ou mesmo encosta
A incerteza aonde a ponho.
Lavo o leito deste rio
E me deito no passado,
O que possa e desafio
Atendendo outro chamado
Completando em desvario
O sossego sonegado.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

01/05/2017

O meu passo não tem volta
Nem tampouco novo passo
Vivo e tento sem revolta
Demarcando este compasso
E se tudo busca escolta
Noutro tom já me desfaço
O que possa e não se solta
Trama o velho e rude laço.
Mais um tempo e o tempo dita
O que o tempo não dizia
Da verdade ora maldita
Ou da espúria fantasia
Que releva esta desdita
Mãe que a morte cuida e cria.

domingo, 30 de abril de 2017

30/04

Participo do que há tanto
Não pudera desvendar
Nem sequer se inda garanto
Vida traz algum lugar
Onde o sonho agora espanto
Ou deseje mergulhar
Nas insânias deste encanto
Ou nas ondas deste mar
Resumindo mais um mês
Que termina ou que começa
Tanto quanto se desfez
Na verdade outra promessa
Que deveras quando vês
Expressasse o que não meça.

sábado, 29 de abril de 2017

29/04

Sexo toma esta conversa
No boteco da esperança
Que deveras não dispersa
O que tenta e nunca alcança,
A verdade segue imersa
E se possa, já me cansa
De viver a alma dispersa
No vazio da lembrança.
Arrendando a fantasia
Sem saber do fanatismo,
Que poupasse e poderia
Trazer quanto em paz eu cismo,
No final da penedia
Tão somente imenso abismo.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

28/04

A deidade se esculpira
Nas entranhas do castelo
Onde acendo nova pira
Ou meu canto não revelo,
Sigo sempre o que transpira
A palavra em tal rastelo
Que cultive esta mentira
Quando o sonho em lua atrelo.
Na incerteza deste fato
Outro tanto se perfaz
O meu tempo não constato
Nos anseios de uma paz
Que ficara no retrato
Quando o tempo é mais mordaz.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

27/04

Abro os olhos e te vendo
Noutro tom deste horizonte
O que possa e não entendo
Desviando a velha fonte
Do caminho mais horrendo
Um remendo que me aponte
O cenário se provendo
Onde quis somente a fonte.
Nada tenho e nem teria
Não seria sempre assim,
O começo me traria
A impressão enquanto eu vim
Do final em agonia
Ou do templo morto em mim.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

26/04

Afrodite ali desnuda
Ou quem sabe uma beleza
Tão diversa quão aguda
Expressando sobre a mesa
O que tanto agora ajuda
A vencer a correnteza
No final a sorte muda
E se molda mais ilesa.
Bebo em goles o que a vida
De repente não me traga,
A esperança desprendida
Do caminho em leda vaga
Resumisse esta perdida
Sensação que não me afaga.

terça-feira, 25 de abril de 2017

25/04

Jamais pude coerência
Nem seria tanto assim
O que possa numa essência
Carregar dentro de mim
E se é mera coincidência
Tanto é bom quanto ruim,
O que falta é paciência
Que adubasse este jardim.
Bebo um pouco ou mesmo até
O que nunca beberia
Se tivesse ao menos fé
Ou pudesse em novo dia
Caminhar, vencer maré
Renovada fantasia.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

24/04

Cada verso que se faça
Cada farsa que ora verso
No final somente a traça
Traça um sonho mais diverso
Em diverso encanto enlaça
O que passa e desconverso,
A verdade sendo escassa
No final sigo submerso.
Poderia ou tanto faz
Ou não queira nunca mais
O que a vida traz audaz
Ou deveras se me trais
No caminho o que me traz
Noutro engodo transformais.

domingo, 23 de abril de 2017

23/04

Reparando o que promete
Ser diverso do que tenho,
A palavra é canivete
Esperança: um vão desenho
No cenário me compete
Muito além do que eu convenho
Traduzindo o bem, repete
Novo passo enquanto empenho.
O parceiro deste tanto
Noutro parto se veria
O caminho que garanto
Traduzisse poesia,
Mas no caos se me agiganto
A verdade não se cria.

sábado, 22 de abril de 2017

22/04

Um apelo simplesmente
Ou na incerta companhia
O que possa, num repente
Traduzir esta agonia
O meu mudo se apresente
No final nada teria
Nem sequer o que pressente
Noite calma ou tão sombria.
No passado ou no futuro
Tanto faz e tanto fez
O que possa eu asseguro
Traduzindo estupidez
Maltratando em solo duro
Dentro da alma esta aridez.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

21/04


Eu não quero nem saber
Do que possa noutro fato
Esta vida ao bel prazer
Que deveras já constato
Navegando sem querer
Onde o sonho eu não resgato
Poderia conceber
A esperança em fino trato
Mas no fundo o prato está
No vazio da esperança
Que desvendo qual maná
Que este instante não alcança
A verdade moldará
O que tento e ora me cansa.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

20/04

Nas verdades absolutas,
As mentiras encobertas
Quando vais e até relutas
Por debaixo das cobertas
As mulheres santas, putas
Sensações tantas despertas
Em tramoias, tramas, grutas
Entre pernas semiabertas.
Não seria de bom-tom
Nesta vera hipocrisia
Procurar o velho dom


Onde nada encontraria,
Cada marca de batom,
Eu garanto: é poesia...

quarta-feira, 19 de abril de 2017

19/04

Já não cabe uma certeza
Do que trago ou mais reparo
O meu mundo sobre a mesa
O cenário tanto raro,
O caminho onde a surpresa
Traduzisse além do faro,
E a palavra segue ilesa,
Mas no fundo é despreparo.
Reclamando o que não veio
Nem tampouco hoje viria
Onde bebo o que permeio
Com ternura e fantasia,
Na verdade dita um meio
Que jamais sonegaria.

terça-feira, 18 de abril de 2017

18/04

Beberia mais um gole.
Com certeza outra garrafa,
A vileza que me engole
No final a sorte abafa,
A palavra que console
Pouco a pouco não se safa
Do que queira e não assole
Com firmeza a vida grafa.
Apressando esta promessa
Que diversa recomeça
Mal meu passo segue em vão,
Dos que possa conceber
O que dê algum prazer
Restaurasse o mesmo não.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

17/04

Nas paredes do meu quarto
Deste verso sonegado
O que possa e não reparto,
Gira logo em meu passado
E se tente o que comparto
No vazio ora me evado
E bebendo até já fato
Com certeza outro engradado.
Nada mais se poderia
Nem tampouco ou quase nada,
A vereda em fantasia
Muito mais abandonada,
Já não tendo serventia,
Resta apenas vã cartada.

domingo, 16 de abril de 2017

16/04

Não que seja deste jeito
Ou deveras de outro modo,
O que possa e não aceito,
Noutra face eu acomodo,
Meu caminho contrafeito
No cenário onde eu açodo
O veneno noutro pleito,
Tento até quanto incomodo.
Se o meu verso for tentáculo
O que possa transgredir
Não queria este espetáculo,
Vida tanto a repartir,
O que mate cada oraculo
Também mata o meu porvir?

sábado, 15 de abril de 2017

15/04

Outra vida que se veja
Na palavra quando a nego
E se tanto de bandeja
Meu caminho sigo cego,
Na certeza onde a peleja
Procurasse o que carrego
Quando além não se deseja
Nem sequer o que ora entrego.
Apresento em cada nome
O que possa e me conforme,
A verdade já consome
O meu sonho em coliforme
E se vença sede ou fome,
Ou deveras me deforme.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

14/04

Já não cabe qualquer sonho
Onde o tempo não traria
Nem sequer o que proponho
Em luar e melodia,
Noutro tempo o mais risonho
Emoldura a fantasia
Que deveras recomponho
No que possa de tal forma
Desejar ou ter nas mãos
O caminho se deforma
E transforma rudes grãos
Onde o pouco se transforma
Nestes fatos; tolos. Vãos.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

13/04

Já não cabe qualquer tom
Nem coubera o quanto fiz
A verdade dita o bom
Corta o bem pela raiz?
O meu tempo noutro dom,
O cenário por um triz
Molda sempre o que em neon
Trouxe a lua que mais quis.
Novamente pirilampo
Onde o tanto que descampo
Geraria outra semente,
A palavra não mais ceva
A verdade dita a treva
E o caminho em vão se mente.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

12/04

Quando quis a primavera
Meu canteiro apodrecido
Noutro tom em leda esfera
E meu passo destruído,
O que tanto destempera
Gera apenas neste olvido
O que tanto degenera
E marcasse o que duvido,
Minha vida não pertence
A quem tanto não quisesse
A verdade se convence
Do que tanto fora e tece
O momento onde me esvaio
De vagar e de soslaio.

terça-feira, 11 de abril de 2017

11/04

Não queria o que mais vejo
Sem sentido ou sem razão
Ouso até neste desejo
Que tramasse em solidão
O meu velho realejo
Outro sonho em procissão
Na palavra que desejo
Ouço a voz do coração.
E tanta monotonia
Sem saber de uma arritmia
Já não cabe no meu peito,
O que faço ou pouco importe
Dita ao fundo o velho corte
Que não quero, nem aceito.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

10/04

A palavra que redime
O momento que se entoa
A certeza mais sublime
Caminhando enquanto ecoa,
O meu passo se deprime
Na expressão que segue à toa
Ou talvez o quanto estime
Lembra o meu café, a broa.
O palácio dos enganos
Outros tantos desumanos
Atos ditam heresias
São diversos elementos
Tantas vezes virulentos
Que decerto ora recrias.

domingo, 9 de abril de 2017

09/04

Poderia acreditar
No que tanto quero e tento
O momento sem vagar
Outro vão discernimento
Do que pude em desamar
E em verdade eu alimento
Com o quanto a navegar
Sem saber do quanto invento.
Invertendo este sentido
Sentimento exposto e rude
No que possa ora me olvido
E talvez já nada mude
O momento presumido
Traz de volta a juventude?

sábado, 8 de abril de 2017

08/04

Mais um tempo que se visse
Noutra face tão igual
O que possa esta tolice
Ser apenas ritual,
Cada sonho se desdisse
Noutro rumo, o que é fatal,
Guardo o tempo em tal mesmice
Empaturro esse embornal.
Navegando contra a fúria
Do que fora minha luta
E jamais tanta lamúria
Onde a sorte fosse bruta
E no fim a mesma incúria
Dominando esta labuta.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

07/04

Na reforma a forma feita
Se eu pudesse não seria
O que tanto não se aceita
Nem tampouco alegoria,
A palavra contrafeita
Nova seita ou ironia?
Do universo a mais aceita
Relegasse a fantasia.
Sangue exposto no jornal
Amputada a velha sorte
Que traduz ou bem ou mal
O que possa e nos aborte
Neste mesmo ritual
Que decerto nos conforte.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

06/04

Não pudesse acreditar
E gerar o que era ação
Onde quis ter o meu mar,
Proibiu navegação,
E se tanto quis voar
Este céu adentra o chão
Bebo a mera sensação
De quem pode se negar.
Regras tantas onde tento
O meu verso em alimento
Poderia e não sacia,
O que falta, de repente,
No final já não se sente
Qualquer tom em poesia.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

05/04/


Jogo as mãos onde pudera
Traduzir o que se queira
Na verdade mais sincera
Ou na sorte derradeira,
O meu passo noutra esfera
A palavra corriqueira
O que tanto destempera
Na verdade sempre inteira
Redondilhas onde um dia
Bem pudera o que teria
E não tendo nada resta,
Nem sequer a morte à vista
O meu tempo quando avista
Se prepara para a festa.

terça-feira, 4 de abril de 2017

04/04

Se é soneto ou se não é
Se me traz o quanto leva
O caminho dita a fé,
Porém vejo em mim a treva.
Não queria na maré
Onda forte em grande leva
Coração seguindo à pé
Solidão colhe o que ceva.
O meu tempo em temporal
O teu tempo atemporal
No final, a mesma sina.
Que deveras determina
Minas quando piso em vão
Meus amores quando os teço
No final cada tropeço
Gera enfim outra explosão.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

03/04

Onde faço o que não fiz
E não quis saber do quando
Noutro tanto fui feliz,
Mas agora me negando
O passado; geratriz,
Do caminho desabando
No que fora em tal matiz
Outro tom traumatizando.
Criptas, sonhos e veredas
Onde tanto me concedas
E no fundo nada vejo,
Sei apenas do que importa,
Solidão batendo à porta
Abortando este desejo.

domingo, 2 de abril de 2017

02/04

Respirando o mesmo espaço
Onde o tanto não se faz
O que tento- e sou tenaz-
Na verdade ora desfaço.
E se possa sigo lasso
Ou quem dera ser em paz,
Mas no fundo tão audaz
Quando sou decerto escasso.
Vejo apenas novas penas
E se agora me condenas
Resumindo o que tentasse
Nada mais se colheria
A não ser o velho dia,
Mas em nobre ou rude face.

sábado, 1 de abril de 2017

01/04


Meus caminhos; reconheço
E na verdade os sei de cor,
Seja a sorte bem maior
Do que enfim quero ou mereço,
Mapeando este tropeço
Derramando o meu suor,
Por um mundo bem melhor
Só me falta este endereço.
Na verdade o que se visse
Gera mais uma tolice
Outro passo rumo ao nada,
Galgo sortes inexatas
E deveras me maltratas,
Isso traz já nova alçada.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Eu quero e te desejo desde quando
Meu tempo se perdera inutilmente
E vago sempre além do que apresente
O tempo noutro rumo devorando
O quanto poderia e sei nefando
O que inda me rondasse a leda mente
E sei do solo exposto e sem semente
No tanto tantas vezes se moldando
Reparos que esta vida nos permita
A voz quando se torna mais aflita
O caos e o vandalismo se traduzem
Nos erros que pudera cometer
Ousando acreditar nalgum prazer
Enquanto falsos lumes mal reluzem.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Brotando dentre nós rara ternura,
Pousando na esperança mais sutil,
O verso se moldando já previu
O quanto desta sorte em paz procura,
A vida muitas vezes na amargura
Traduz o quanto quis fosse gentil
E neste caminhar o que se viu
Traçando cada passo em vã loucura
Resumo todo fato num momento
E sei do quanto possa e mesmo tento
Vencer os meus antigos dissabores
Ousando acreditar no que teria
Não fosse a minha vida tão vazia
Marcando o dia a dia em tais terrores.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Encontro agora a chave do segredo,
E possa mergulhar sem mais temor
Nas tramas delicadas de um amor
E nisto todo o sonho ora concedo
Vivendo esta esperança noutro enredo
O tempo se moldara em rara cor
Ausento do caminho a decompor
E sei do quanto pude em tal degredo,
Resumo o meu passado no vazio
E bebo o quanto ousando desafio
Marcando a ferro e fogo o dia a dia
Não tendo solução, apenas vejo
O tanto quanto fora este lampejo
Marcando em tempestade o que viria.

terça-feira, 28 de março de 2017

No amor que se fez mais belo cenário
Durante tanto tempo procurando
Apenas num instante bem mais brando
O rumo muitas vezes necessário
O velho caminhante temerário
Trazendo o que pudera noutro bando
Marcante sensação se demarcando
O todo que pudera solidário
Somente me aproximo do final
E sei do mesmo instante marginal
Do qual a vida trama o meu auguro,
E sei que na verdade o que se traça
Expressa a solidão e na fumaça
Encontro o mesmo céu já tão escuro.

segunda-feira, 27 de março de 2017

E nada do que eu quis se realiza,
Nem mesmo este momento desde agora
A sorte sem carinho desancora
E nega nem que seja única brisa,
A senda mais atroz já se divisa
E bebo cada passo que apavora
Negando o quanto a vida ora aflora
Marcando o que jamais me suaviza,
Vestígios de outros dias do passado
Agora o que permita trago ao lado
Do tanto quanto é rude o meu anseio,
Permito novamente o que se estende
E a vida no final jamais entende
E nesta solidão, sonhos rodeio.

domingo, 26 de março de 2017

Porém as esperanças se perdendo
Deixando para trás felicidade
A luta se moldando insanidade
E o canto sem saber de um dividendo
Meu passo se tornara um vão remendo
E a noite renegando a claridade
Apenas o vazio se degrade
E nisto nem meu sonho mais entendo.
Vagando sem sentido em noite sórdida
Palavra com certeza sempre mórbida
A súplica traduz o fim do jogo
Não pude e nem tentara ser feliz
O mundo em contrassenso traz e diz
Da espúria sensação do ledo rogo.

sábado, 25 de março de 2017

Em pensamento; amigo, ela foi minha,
Ausente dos meus braços desde quando
O tempo noutro infausto mergulhando
Trouxesse a solidão e aquém se alinha
A vida na esperança que continha
O mundo noutro tanto desabando
O dia mais audaz rude e nefando
Palavra que a jamais vida adivinha
Esqueço cada engano e sigo além
Do todo que pudera e sempre vem
Marcando com ternura esta expressão,
A luta sem proveito, outro momento
E sei do quanto possa e mesmo tento
Ousando noutra nova dimensão.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Eu vejo as belas pernas; rijas, firmes
E sei que na verdade poderia
A noite se esbaldar na fantasia
Trazendo o que deveras reafirmes
Vagando sobre o nada não confirmes
Ou traces com temor a hipocrisia
Mudando num instante a sintonia
Ainda que deveras nada afirmes
E sei do quanto pude em cada engano
Ousando desvendar diverso plano
Marcando com a voz em plenitude
O todo que se molda e me convenha
Trazendo da esperança a contrassenha
Deveras no final me desilude.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Bebendo uma cachaça no boteco
Ousando acreditar no que viera
A sorte mais diversa em longa espera
A voz em ressonância traz este eco,
E sei que na verdade tanto peco
E moldo a solidão em rude esfera,
Mas tanto quanto a vida foi sincera
Queria de um prazer o repeteco,
E sei que no final nada me estende
A mão que poderia e se pretende
Servir como se fosse um novo apoio,
Vasculho cada palmo deste chão
E bebo mesmo a dor da solidão
Trazendo em minha sorte um ledo arroio.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Quem fora caçador agora é caça
E sendo de tal forma o dia a dia
Ainda quando o sonho se faria
O resto na verdade sempre passa
Ousando acreditar no que esfumaça
A sorte noutro tom, hipocrisia
A morte se trazendo onde anuncia
E o meu destino em vão a vida traça
Restando muito pouco ou quase nada
O vértice do sonho noutra alçada
Presume o fim de tudo, simplesmente.
Apenas resumindo no fastio
O tanto quanto possa e desafio,
Somente sei que a vida apenas mente.

terça-feira, 21 de março de 2017

No fogo que queimou minha esperança
Jamais eu poderia crer no quanto
A vida se desenha e não garanto
Sequer o todo quando a sorte avança
Presumo do passado tal mudança
E sinto esta presença qual quebranto
Trazendo na verdade o velho manto
Marcando com temor a confiança.
A luta na verdade poderia
Moldar algo maior que esta ousadia
Gerando o que tentara desde quando
Meu verso no vazio se entorpece
E sei da solidão e nisto tece
Meu mundo pouco a pouco desabando.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Às vezes me pegando de surpresa
Vencido pelo tempo em inconstância
A vida se moldando em tal estância
A luta se desfaz de cada presa,
E sei da poesia quando ilesa
A sorte noutra rara discrepância
Tramando o raro engodo desde infância
Ou mesmo desvendando a correnteza.
Não pude e nem tentara ser melhor
Embora saiba mesmo já de cor
Caminhos variados se apresentam
E bebo cada gota do que reste
Ainda que se mostre mais agreste
O dia aonde os tempos atormentam.

domingo, 19 de março de 2017

Destino preparando cada troça
Já nada mais permite ao sonhador
Apenas desvendar a imensa dor
E nisto cada passo que destroça
A vida poderia ser tão nossa
Num átimo o mergulho em tal temor
Vagando sem destino a se compor
Na sorte que a verdade agora endossa.
Vertentes tão diversas e sombrias
E nelas outras tantas desafias
Tentando acreditar em novo rumo,
E sei do quanto outrora houvera na alma
E tanto que se veja ora me acalma
E nisto se traduz o que consumo.

sábado, 18 de março de 2017

Quebrada há tanto tempo esta aliança
Não pude e nem tentara melhor sorte
Somente o que se mostra noutro aporte
Enquanto sem carinho, a vida avança
Mergulho no vazio e sem fiança
A vida não trazendo o que conforte
Vislumbro deste sonho a simples morte
Enquanto a minha voz ao fim se lança
Não tendo melhor rumo desde quando
O todo no silêncio se formando
Não deixa nem detalhes nem promessas
E sei quanto pudesse ser bem mais
Que apenas versos frágeis e banais
E nisto novo mundo recomeças

sexta-feira, 17 de março de 2017

Perfuma mesmo longe, o teu momento
Aonde pude ver a insensatez
Do sonho enquanto o todo que tu vês
Traduz o quanto quero e já me alento,
Buscando mansamente o que fomento
Marcando cada passo logo crês
No tanto desenhado em rara tez
Vagando sem sequer qualquer tormento.
Vivesse a plenitude junto a ti
Sabendo da verdade em frenesi
E o tanto que se mostra noutro passo,
A luta se desenha e agora eu traço
O mundo que sonhei, mas que perdi
Da sordidez marcando cada espaço.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Amigo o quê fazer se eu gosto dela?
somente acreditando num instante
Aonde toda sorte se garante
E a própria poesia se revela,
O tempo novamente agora sela
O todo que buscara, fascinante
E mesmo quando vejo e me adiante
O passo na verdade molda a tela
E vejo em cada olhar rara beleza
Da sorte que se espalha sobre a mesa
O mundo se anuncia mais feliz,
E dela me aproximo mansamente
O tanto quanto a quero se apresente
No encanto que deveras sempre quis.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Depois, virando o rosto, nada mais
Pudesse nos trazer felicidade
O tanto que se ganhe, não agrade
E noutro caminhar tu já te esvais
As lutas entre enganos são fatais
E vejo bem distante da cidade
O quanto poderia em claridade
Trazer momentos bons e racionais,
Agora não podendo mais sentir
O que inda merecesse a redimir
Meu passo sem saber do que me espera
A luta se desenha no vazio
E sei do quanto busque e desafio
Marcando o dia a dia a voz austera.

terça-feira, 14 de março de 2017

Às vezes incendeia intensamente
A fúria que se fez além de tudo
E nisto com certeza se eu me mudo
A vida se mostrara ou mesmo tente.
Ousando acreditar noutra vertente
O tanto quanto possa e já me iludo
Sentindo cada vento, mas, contudo
O todo não se fez, morrendo ausente.
Negando o quanto tenho e não viria
Tentando acreditar na fantasia
Gerada pelo incenso de minha alma,
A rude sensação se demonstrando
O tempo se anuncia desde quando
Nem mesmo a fantasia já me acalma.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Porém ela não quer viver comigo,
E sei do quanto a vida sem amor
Expressa o que pudera em tal horror
Gerando este temor que não persigo,
Imprevisível passo tão antigo,
O curto caminhar encena a dor
E nada mais pudera te propor
Senão este cenário em desabrigo.
Vestígios de uma sorte sem sentido
O todo noutro caos se transformando
Meu mundo tantas vezes mais infando
O corte se anuncia e não me olvido
Do tempo que vivera solitário
E sei deste tormento, atroz, diário.

domingo, 12 de março de 2017

Da brita da esperança faço a casa,
E sei que no final nada teria
Além da costumeira alegoria
E nisto o meu caminho ora se embasa
A sorte noutro instante se defasa
E gera apenas leda teoria
Marcando com terror o dia a dia
O passo sem sentido algum me atrasa.
Vertentes tão diversas da esperança
O tanto quanto quero não se alcança
E traça o desafeto aonde possa
Trazer uma alegria sem tal troça
Vencendo o que vivesse em tom feroz
Calando do temor a turva voz.

sábado, 11 de março de 2017

Da vida que se deu em vaga luz
O todo se anuncia sem destino,
E como um pirilampo o desatino
Embora fragilmente; ora conduz
E gera a sensação por onde eu pus
O medo que deveras mal domino
E sei do medo enquanto desafino
Tentando acreditar no que propus.
Navego sobre os mares mais distantes
E sei do quanto possa e não garantes
Resumos de outros tantos e deveras
Ainda que pudesse nada esperas
Somente o desafeto, ou mesmo o rude
Cenário que incerteza não transmude.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Apenas carregando este receio
De um tempo em temporais e nada além
Do quanto na verdade sei que vem
Ou mesmo no passado ainda veio
Um sonho, tão somente um devaneio,
A luta se moldando em tal desdém
E sei da fantasia que convém
Embora nada tenha e siga alheio,
Vestígios de uma sorte sem sentido,
O tanto quanto quero e não duvido
Presume uma mudança mais sutil
Meu cálice quebrado sobre o chão
Aonde simplesmente uma emoção
Trouxera o quanto possa e não se viu.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Aguardo um telegrama, ou mesmo carta
O tempo não permite novo rumo,
E sei do quanto possa e já resumo
Enquanto a própria sorte se descarta
Palavra sem sentido e mesmo farta
A sorte se moldando em raro sumo,
E bebo o que pudesse e se me esfumo,
Ainda sem proveito o sonho parta.
Gerando o quanto tenho de outro tempo
O mundo se anuncia em contratempo
Vencido caminheiro da alameda
Distante dos meus ritos costumeiros
Pudessem meus momentos derradeiros
Enquanto a poesia, a paz conceda.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Decerto noutra tenda faz a sorte
Voltando o seu olhar para o passado
O tempo aonde tanto ora me evado
Traduz o quanto pude e me conforte,
Gerando no insensato este suporte
Grassando sobre as sendas do almejado
Caminho que se fez tão desolado
E nisto já pudera ser mais forte,
Prenunciando o quanto resta em mim,
O mundo reaviva o amargo fim
E trama contra todos e em verdade
O quanto me restara não agrade
Nem mesmo poderia ser diverso
Marcando em dissonância cada verso.

terça-feira, 7 de março de 2017

Restando este vazio, e tanto anseio
Jamais pudesse ser além do quanto
O sonho noutro intento não garanto
E sei do quanto possa e nunca veio,
A vida se presume num esteio
E sei do meu tormento e neste encanto
O todo que pressinto traz o canto
Enquanto o fim se expressa em tom alheio.
Reparos que pudera noutro fato,
A vida num instante já constato
E bebo do marcante delirar,
Não quero noutro rumo me perder,
Pudesse com certeza ora prever
O tanto quanto pude desejar.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Pensei que ela voltasse, foi em vão,
O tanto quanto a quero e nada vem
Somente a mesma face de um desdém
Em volta desta turva solidão
O verso se aproxima e sei não
Traduz o quanto a vida já contém
Do errático caminho sem ninguém
Mudando com certeza esta estação.
Restando muito pouco ou mesmo nada
A vida não pudera ser alçada
Jogado sobre as rocas, meu navio
Apenas a semente em solo espúrio
A cada novo encanto outro perjúrio
E o todo no final resta sombrio.

domingo, 5 de março de 2017

Depois do carnaval ou logo após
O tanto que pudera ser diverso
Meu mundo se aproxima e me disperso
Tentando refazer o mundo em nós
O tempo se anuncia e sei do atroz
Cenário para o qual insano eu verso
E quando noutro tom já desconverso
Ninguém mais ouviria a minha voz,
Certeza de momentos mais suaves
E nada do que possa agora agraves
Ousando noutro tanto que não veio,
Restando do meu sonho em fantasia
O tanto quanto possa e não teria
Apenas compensando este receio.

sábado, 4 de março de 2017

De novo eu possa enfim olhar p’ra trás
E ver o que pensara e não viesse,
A vida noutro rumo não esquece
Do todo que deveras já não faz,
O rústico cenário nega a paz
E sei do quanto amargue a velha messe
Embora cada passo não expresse
O verso mais feliz e mais audaz,
Não tendo muita coisa por dizer
O tanto se anuncia sem prazer
E o vento dissipando esta esperança
Meu passo sem sentido e direção
A noite se moldando em solidão
Enquanto no vazio o passo avança.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Faz tempo que saiu e não voltando
O sonho se resume no vazio
O tempo que deveras desafio
Pudera ser suave e mesmo brando,
Mas sei deste cenário onde nefando
O mundo se desenha mais sombrio,
E bebo a solidão em desvario
Ou mesmo cada engodo sonegando.
Vestígios de uma vida sem proveito
E sei que no final mais nada aceito
Somente esta certeza sem sentido,
O tanto quanto a luta se desenha
Vagando noutro tempo aonde venha
Transtorno que decerto agora olvido.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Quem sabe ela trazendo em meu outono
Alguma claridade e mesmo o sonho,
Resumo do que tanto decomponho
E sei do quanto possa e me abandono,
No todo desejado, nada abono
E bebo a solidão em ar medonho
O verso se mostrara mais tristonho
A vida traduzindo um cão sem dono.
O vértice se volta para baixo
O tempo no vazio agora encaixo
E vivo a solidão e nada mais
Cadenciando o passo no que possa
Trazer esta emoção diversa e nossa
Vestígios entre tantos vendavais.

quarta-feira, 1 de março de 2017

A moça diz que um dia vai voltar,
Embora saiba bem de cada engano
Aonde com certeza ora me dano
Vagando enquanto pude desenhar
Apenas o caminho, devagar
Progresso tantas vezes soberano
E sei do quanto eu viva enquanto explano
O sonho tão diverso a se buscar,
Não tento outra verdade nem percebo
O amor que se desenha qual placebo
Trazendo falsos guizos, ritos vagos,
A podridão das águas destes lagos
O mundo noutro tom ditando o fim
Minha alma sem sentido algum, motim.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

28/02

Apenas reclamasse do que o fato
Presume neste flato a sorte atenta
A luta em excrescência sempre tenta
Ousar no que decerto ora constato.
Eructando também o que retrato
Não deixa que se veja além tormenta
E sei do que deveras me atormenta
No prazo muito aquém deste contato.
É claro que tu trazes neste olhar
A bela fantasia afrodisíaca,
Porém na farsa atroz quase maníaca
A sonda não permite ora encontrar
Além desta sofrível impressão,
A boca sempre fétida: emoção?

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

27/02

O custo a se cobrar de uma existência
Propõe no fim da vida outra arrogância
E nada do que trago desde infância
Explica na verdade esta exigência.

Nesta fictícia sorte uma clemência
Justificando enfim a militância
Que tanto se presume em rude estancia
Marcando com terror e virulência.

Nefasta solução dita a masmorra
E quando outra impressão fita e socorra
A senda se refaz em raro brilho,

E quando a voz deveras necessita
Uma alma canibal e troglodita
Traduz o caminhar e nele eu trilho.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

26/02

Palavra que se molda alternativa
A tantas e dispersas ilusões
Cardápio que traduza podridões
Enquanto tão somente eu sobreviva.
A vida tem que ser mais criativa
E nisto com certeza tu te expões
Ousando acreditar nas dimensões
Diversas do que a sorte ora cultiva.
A luta se mostrara sempre trágica
Penetro na verdade que autofágica
Não mostra novo enredo e nem permite
O todo que se quer sequer se exponha
Na falta do que possa em voz bisonha
Chegando com certeza ao vão limite.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

25/02

Cadáveres jogados pela rua,
A velha sensação de impunidade
E o todo devolvendo p’ra cidade
O deus que a multidão tola cultua.
A moça desejada e sempre nua
O corpo se transpira em umidade,
E o vento noutro rumo quando invade
Expressa a maravilha ou também sua.
Não quero o que pudera ser aquém,
Mas sei quando no fim o tempo vem
Expressa o fim de tudo, e sou banal.
O velho carcomido pela vida
Ou mesmo a diabética ferida
No encontro imbecilmente sensual.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

24/02

São décadas e décadas, milênios,
Os tempos determinam mutações
E nelas outras tantas quando expões
Olhares imbecis dos quase gênios.
Apresentando a farsa de outra etapa
Que gera sobre o nada o mesmo nada
E trama a cada luta a desejada
Vontade que decerto nunca escapa.
Escarpas e montanhas, rocas, pedras,
E sei que no final em desalento
O passo que pudera e mesmo invento
Traduz o que deveras tanto medras.
Gerindo a vida como um pandemônio
Carrego dentro da alma o meu demônio.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

23/02

Já não mais se apresenta a vida quando
Meu tempo se redime da passagem
Que a vida me trouxera qual miragem
Do todo no vazio se entranhando.
O prazo noutro senso se acabando
Amor quando se fez dos sonhos, pajem,
Apenas no vazio uma estalagem
De um modo que pudera contrastando.
O vértice se aponta para baixo
E o passo noutro instante mal encaixo
Resulto deste insulto, vida e morte.
No fato conhecido ou mesmo até
No quanto se percebe por quem éjavascript:void(0)
O topo que deveras não conforte.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

22/02/2017

Hermética paisagem , pensamento,
Que tanto nos maltrata ou acalenta,
A senda mais suave ou violenta
O dia quase louco, intenso e lento.
No quanto novamente o passo eu tento
A vida noutra face se apresenta
Vagando quanto possa e não se inventa
A solução que trame o salvamento.
O peso de uma luta sem porvir,
O gosto sem sentido a resumir
O tétrico caminho que ora faço,
E sei que não pudera ser diverso
Vestindo o quanto cabe, eu desconverso,
E sigo o mesmo passo, manso ou lasso.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Que um dia ainda tento e não descanso,
Embora na verdade nada veja
O tanto quanto queira na peleja
Ousando o que se faça bem mais manso,
Trazendo o que pudera e não me canso,
Vagando sobre a sorte que lateja
Presumo o dia a dia e se assim seja
O verso traz do todo o ledo ranço,
Restando no presente o que passara
A sorte se anuncia em tal seara
Vacante coração ditando o fim,
Percebo o fim do jogo e sei que agora
Apenas solidão tanto devora
O pouco que inda resta vivo em mim.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Sumindo pelas ruas, eu te juro
Não pude mais sentir qualquer afeto
Do tempo muitas vezes que completo
Aonde na verdade me torturo,
O todo traduzindo o mesmo apuro
E nisto o quanto vejo e me repleto
Do sonho que se fez o predileto
Saltando com firmeza além do muro,
Vestindo a minha sorte em liberdade,
Ousando ter comigo a claridade
Que possa nos trazer em firme passo
O tanto que se queira num instante
O mundo se moldando fascinante
Trazendo o que em verdade busco e traço.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Tomando todo o palco, amanhecer,
Aonde quis o sol que não viera
Espero redenção de primavera
Embora quase nada eu possa ver,
A luta se desenha e sem saber
Apenas o que tentem desespera
Uma alma sem sentido destempera
Ousando nas entranhas do querer.
Versando sobre o fato enquanto pude
Trazer esta verdade mesmo rude,
Gerando no vazio o quanto queira,
A porta se emperrando, solidão,
O verso se mostrando desde então
Na forma mais audaz e corriqueira.

9

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Apenas o que vejo em tom cinzento
O mundo se aproxima em tempestade
E vejo o quanto possa e desagrade
Embora um novo passo, ainda tento,
Resulto do que um dia desatento
Gerasse no vazio esta verdade
A luta se moldando ansiedade
E num instante aquém eu me arrebento.
Vivesse tão somente o que eu anseio
E sei do meu cenário quando veio
Tornando a minha vida mais suave,
Meu verso sem sentido e sem razão
A sorte se mostrando desde então
Sem nada que, decerto, o sonho agrave.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Nas altas madrugadas te procuro,
E sei que não virás, mas mesmo assim,
Traçando o quanto resta dentro em mim,
O tempo muitas vezes mais escuro,
Ausento do que possa e não perduro
Na trama mais dorida, e sei que enfim
O todo se traçando em tal motim,
A luta se desenha em solo duro,
Apuros costumeiros de quem sabe
O tanto onde se esconde de repente
Bem antes que este mundo ora desabe
O mundo traz da sorte outra semente
E sei do meu silêncio que não cabe
No velho coração, audaz, demente...

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Mostrando suas garras com terror
O verso não traria o lenitivo
E sei do quanto tente e mesmo vivo
À margem do que fosse um grande amor.
Um tempo noutro fato a se compor
O vento sem saber porquanto crivo
Meu mundo deste sonho em tom altivo
Buscando no jardim a morta flor,
Não posso acreditar no quanto insiste
A vida se moldara bem mais triste
Do todo que pudera noutro engodo
Viceja uma alegria, mesmo falsa
E sei da sensação que se realça
Mostrando tão somente o velho lodo.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

A deusa que se fez rainha e traga
A sólida expressão em magnitude
Do quanto na verdade sempre pude
Vagar onde a esperança também vaga,
Espero o que pudesse noutra plaga
E sei do meu caminho e se me ilude
A vida noutro tempo, em amplitude
Diversa do que tanto o tempo apaga.
Reúno meus escombros, sou escória
A luta sem saída, merencória
As tramas onde possa resumir
O fato mais diverso do que tente
E sei do meu caminho imprevidente
Marcando com terror o meu porvir.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Escravo desta imensa estupidez
Que nada mais pudera hoje conter
A vida se transcorre ao bel prazer
E cada novo passo se desfez,
Ousando acreditar no quanto crês
E tanto quanto trago em tal poder,
A sorte num momento possa ver
Além do que inda resta, insensatez.
Navego sem saber do que viera
A noite se aproxima e quem me dera
Pudesse numa lua imensa e clara
Ousar acreditar, mas noutra esfera
A velha solidão, turva quimera
A cada novo instante se declara.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Espinho que se encrava na garganta
A voz já tão distante de quem ame,
Ainda quando a vida traz ditame
Diverso do que possa e nos garanta
A sorte majestosa tudo espanta
A luta se proclama e feito enxame
Meu mundo em poesia não reclame
Da parte que me cabe e sempre encanta.
Navego contra todas as tormentas
E sei do quanto a vida mesmo inventas
Tramando nova dita onde não há
Sequer outra esperança e desde já
A porta se entreabrira num segundo
Tomando em ilusão diverso mundo.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Do amor um bandoleiro sem destino,
Vagando pelos sonhos e desertos,
Os rumos mesmo quando estão abertos
Traduzem o que possa em sol a pino,
O todo que tentara não domino
Os olhos em momentos mais despertos
Meus últimos segredos descobertos
O todo noutro prazo determino,
Invisto cada passo no que possa
Trazendo a solidão, decerto nossa
Resulto desta luta sem saber
Do quanto poderia em tom sincero
Vestígios do meu canto não mais quero
E sei do que pudera hoje perder.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Agora estão pra sempre noutro passo
Os olhos sem sentido no horizonte
E mesmo quando a sorte já me aponte
O verdadeiro rumo em paz eu traço,
O luto que se mostre no cansaço,
A vida traduzindo a velha fonte
O quanto da esperança ora desponte
Estreita com certeza cada laço.
Meu tempo noutro tanto se perdendo
Ou mesmo num cenário em dividendo
Marcando com terror a voz sombria,
A luta sem proveito e o mesmo tom,
Matando da esperança qualquer dom,
Deixando no passado uma alegria.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Projetos que eu tivera e não soubera
Apenas contornar ou promover
A sorte que traduza algum prazer
Pousando novamente em primavera,
Vagando sem saber do que me espera
A luta noutro tempo a me envolver
E sei do quanto pude mesmo crer,
No todo que trouxesse a luz sincera,
Errático cometa eu sei do fato
E quando no vazio me constato
Presumo o meu instante derradeiro,
No tanto que se faz felicidade
No rumo quando trama a liberdade
O todo aonde possa e já me esgueiro.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Naufraga a mais sutil felicidade
Na falta de total paz dentro em mim,
E sei do quanto possa sendo assim
O todo quando muito desagrade,
Rondando a mais distante claridade
Ousando qualquer flor neste jardim,
Vagando do princípio até o fim,
A luz que iluminasse esta cidade,
Vestindo a solidão que tanto pude
Ainda quando sigo o passo rude
Mergulho neste rolo compressor
E sei do quanto tente noutro instante
A via que encontrara não garante
Caminhos mais seguros para o amor.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Do quanto tive outrora riso e brilho
No todo se propaga o já não ser,
Apenas possa crer no amanhecer
Diverso do que tento e mesmo trilho,
A vida se renega em estribilho
E o tempo não pudera conhecer
O rumo que perdera sem prazer
E nisto cada sonho um empecilho.
Vestígios de outras eras que coleto,
O sonho poderia ser completo
E o tanto quanto quis não mais trouxesse
A luta de tal forma sem sentido
Ousando no que possa e não duvido
Tramando a solidão em leda messe.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Deste amor que arrasou o quarteirão
Apenas leve marca no passado,
O verso noutro tom elaborado,
Agora se imagina a solidão,
O tanto que pudera sei em vão
E o canto quando muito tento e brado
O passo que se fez equilibrado
O mundo perde toda esta noção
E tento adivinhar o quanto veio
Ousando noutro tanto onde rodeio
Resumos de momentos desiguais
Os olhos emolduram cada cena
E sei do que deveras me envenena
Em ritos tão diversos e banais.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Caricatura, apenas, o que vejo
Daquilo que pudera ser diverso
E tanto quanto possa desconverso
Vivendo a sensação deste lampejo,
A sorte que transcende onde pelejo
O mundo sobre o qual somente verso
E tramo o meu sentido mais disperso
Sabendo deste sonho em azulejo.
Restando quase nada do que possa
Trazer esta expressão sem mais a troça
E ver esta razão que nos domina,
A senda mais perfeita, mais sublime,
O canto que deveras nos redime
A luta se traduz em fonte, em mina.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

De tanto te esperar, chuva, tempesta,
Jogado pelas ruas, indigente,
A vida noutro tempo também sente
O tanto quanto tenho e o que me resta
Não vejo e nem pudera em rude fresta
O verso tanta vez imprevidente
A luta sem sentido se apresente
E beba do que possa em luz funesta,
Vestígios do meu mundo sempre em vão
Olhando para além sem direção
Meu tempo se presume solitário,
O verso se anuncia noutra forma
E todo o meu caminho se deforma
No quanto fora o sonho, necessário.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Mas nada mais consigo quando luto
E vejo o fim do jogo e nada além
O fato mais audaz que a vida tem
Expressa o quanto possa e nem escuto,
Vencido caminheiro ousando em luto
Vagando sem sentido num desdém
Que possa me trazer o mesmo alguém
Que tanto não desejo e até reluto.
Vestígios do passado agora voltam
As ondas neste mar já se revoltam
E busco após naufrágio algum aporte
Que possa traduzir felicidade
Ou mesmo que deveras tanto agrade
Ousando na palavra que conforte.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Saudade pelo menos, lenitivo
Trazendo o teu sabor, mesmo distante
O quanto deste sonho não garante
Sequer a minha sorte em tal motivo
Sabendo que somente sobrevivo
E tento cada passo doravante
A senda que julgara fascinante
Tramando o quanto agora já me privo
Não pude e não tivera outro momento
Senão este cenário que ora invento
Gerando a solidão em tom sombrio,
E sei do meu caminho rumo a ti
E tanto quanto possa eu percebi
O mundo quando em paz ora o desfio.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Envolto pelos braços do vazio
O todo que pudera não viera
Grassando na minha alma a primavera
O tanto quanto quero desafio,
E sei da solidão em ledo rio
Bebendo da esperança esta quimera
Ousando acreditar no quanto espera
A morte se aproxima e não desvio.
Vencido pelo ocaso da esperança
Bradando com a fúria costumeira
A vida noutro instante já me alcança
E traça a solidão enquanto esgueira
Vertendo em cada fato esta alegria
Que aos poucos noutro rumo em paz teria.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O quanto que eu sonhara; imprevidente
Gerando novo tempo em face falsa
A luta na verdade não realça
O todo que deveras a alma sente
O tempo se mostrando penitente
Minha alma da esperança vai descalça
E tenta atravessar, mas perde a balsa
E o fim a cada instante se apresente,
Não posso e nem teria a menor chance
De ver o quanto a vida nos resume
Ao tanto que pudera em vago ardume
E nisto a voz ao nada agora lance
O tempo se perdendo sem razão
As horas mortas rondam solidão.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Há tempos que eu perdi qualquer vergonha
E sei que sem pudores nada tenho,
Apenas o que possa num desenho
Ditando o quanto esta alma vaga sonha,
A senda se adentrando ora enfadonha
O verso noutro engodo quando venho
E sei que na verdade eu já desdenho
O todo quando pude e não me oponha.
Jamais acreditei no quanto veio
E sei do meu momento em tal receio
Vagando sem sentido, sem um norte,
Ainda que se tente noutro instante
A vida com certeza não garante
Sequer o que pudera e me conforte.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Convites esquecidos sobre a mesa
Jogadas velhas cartas, duro engano
E o tempo que pudera soberano
Apenas se moldando em vil surpresa,
A sorte se traduz a cada presa
E sei que no final sempre me dano,
Vestígios deste mundo em roto plano
Insano caminhar em correnteza.
Jamais pudera ter outro sentido
O verso muitas vezes resumido
No tempo sem proveito e sem razão
O mundo se aproxima do seu fim,
E tudo o quanto possa dentro em mim
Da dita sem juízo, uma expressão.

7

domingo, 29 de janeiro de 2017

Apelos que eu já fiz sem ter resposta,
Ousando acreditar em novo dia,
A sorte com certeza poderia
Trazer esta verdade assim exposta,
No quanto a fantasia nos desgosta
A luta se mostrara mais vazia
Do todo que se molda e não veria,
Perdendo desde já qualquer aposta,
A frase se perdendo ora sem rumo,
Aos poucos no vazio me acostumo
E bebo o meu passado inebriante,
Dourando cada passo verso ao mundo
E tramo todo canto e me aprofundo
No sonho que este espaço ora garante.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Longínquo e quase seco, arcano sonho,
Marcando com as garras afiadas
As sortes noutras rotas desenhadas
E o tanto quanto possa e não componho.
Apresentando o todo que proponho
As lutas invadindo tais estradas
Por vezes desejando as caminhadas
Além do quanto vejo em tom risonho,
Negar o meu anseio noutra queda
A senda no vazio se envereda
E traz a dor de quem jamais se vira,
Presente na minha alma este vazio
O verso noutro fato desafio,
E lanço a minha voz buscando a lira.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Que toma todo o céu. Felicidade,
Proteja-nos da dor que sempre vem
Após algum momento onde o desdém
Deveras traz o quanto nos degrade,
Vestígios do caminho em liberdade
Ou mesmo noutra face o que inda tem
Pudesse transmitir o raro bem
Gerando dentro em nós a claridade,
Ousando acreditar no que viria
Mergulho neste instante em poesia
E sigo cada rastro que deixaste.
O amor se faz da vida a mais firme haste
Embora com certeza fragilize
E não suporte mesmo algum deslize.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Não deixa e determina a juventude
Que esta alma cultivara em cada afeto,
O tanto que pudera e não completo,
A sorte na verdade desilude,
Matando o quanto vive e nada mude
O rumo desenhado, predileto
O verso que pudesse em tom discreto
E o manto demarcando esta atitude.
Não vejo e não teria melhor sorte
Sequer o quanto pude ora conforte
O velho coração de quem sofrendo
Presume novo tempo em tal vagar,
Tentando tão somente acreditar
No quanto se desenha em dividendo.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Encontra a maravilha noutro instante
E bebe a sensação que se aproxima
Da sorte a me envolver em manso clima
Enquanto o novo tempo me garante,
Vencido sonhador, nada adiante
O todo se rendendo em leve estima
Gerando o quanto pude e não suprima
A luta que se mostre fascinante.
Bebendo cada gole da esperança
A sorte sem limites sempre avança
E trama este cenário vivo em nós
O tempo não pudera ser diverso
E sei da maravilha deste verso
E tanta fantasia eu vejo após.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Voltando novamente a ser quem era
A sorte revelando em nova luz
O quanto na verdade nos conduz
Gerando dentro da alma a primavera.
Não pude e nem teria esta quimera
Ousando caminhar onde me pus,
Somente a sensação que se produz
Expressa a maravilha quando gera,
O tempo noutro instante se proclama
E sei do quanto pude em rara chama
Vagando entre tormentos e temores,
Pudesse ser assim o quanto tento
Vencer o mais amargo sentimento
Deixando para trás os dissabores.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Depois de ter vencido o vasto mar,
Aonde nada possa me impedir
Do sonho que pudera dividir
Ou mesmo noutro instante procurar
Resquícios do caminho a se mostrar
E nisto cada sorte no porvir
Tramando o que em verdade possa vir
E trace noutro tom velho luar,
O amor que se perdera noutro instante
Agora novamente se agigante
E doravante tome por inteiro
O tanto quanto quero e poderia
Ousar além de toda a fantasia
E nisto com ternura eu já me inteiro.

domingo, 22 de janeiro de 2017

O velho navegante sem destino
Depois de tanto tempo em solidão
Vagando pelas sendas do senão
Encontra o quanto pude e me fascino,
No todo quando vejo e desatino
Os ermos de meu próprio coração
E os dias com ternura moldarão
O todo que em verdade mal domino.
Apenas o momento ora enaltece
E mesmo quando possa em reza e prece
O todo se adivinha em quase nada,
O mundo onde antegozo diz do tanto
Caminho sem sentido não garanto
Sequer o quanto possa e já se evada.

8

sábado, 21 de janeiro de 2017

Procura nos teus braços este alento
Que tantas vezes busco, inutilmente
O tanto quanto possa ou mesmo tente
Expressa a sensação de um tempo atento,
Ousando no que vague o pensamento,
Rondando cada fase em minha mente,
O mundo quando fora impertinente
Agora noutro instante seu fomento,
Levando a melhor sorte sobre o quanto
Pudesse desenhar e se garanto
O verso se apresenta em fonte tal
Que o mundo mesmo sendo desigual
Olhando para dentro do cenário
Marcando com seu sonho, o imaginário.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Um gosto de alegria que não cessa.
Um tempo mais feliz quando pudesse
Viver este caminho aonde tece
A vida noutro rumo, em vã promessa
E o passo novamente recomeça
Ousando mesmo quando já se esquece
E tenta acreditar na fútil messe
Enquanto o tempo insano em vão se expressa.
Não pude e nem teria menor chance
Do quanto na verdade ao fim se lance
Vencido caminheiro do passado,
Meu verso se perdendo de tal forma
Que nada neste intento nos transforma
E o vento no vazio, desenhado.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A força que ameniza a dor nos trame
Um dia mais suave em mansidão
O tanto diz dos sonhos que verão
A sorte desenhada em tal ditame,
O quanto deste amor, num claro exame
Transcende em fervorosa sensação
Do tempo mais suave, na estação
Dos sonhos onde tudo; em paz, exclame.
Jogando sobre as pedras ondas tais
Que mostrem violentos temporais
Dos quais o nosso amor vira bonança,
Apenas o que possa em tom feliz
Deixando para trás o quanto quis
Olhando e percebendo o quanto alcança.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Sorriso, um bom sinal, tal poder traça
Na vida de quem busca pelo menos
Momentos mais tranquilos e serenos
Enquanto o mundo trama a sorte escassa,
Vagando sobre o mar em luz que abraça
Cenários entre tantos, raros, plenos
Os dias com certeza mais amenos,
A sorte se moldando em paz se faça.
Gerando o que pudera noutro instante
O quanto se aproxima nos garante
Do muito que se quis ou se perdeu
Resgato meu anseio mais audaz
E sei que na verdade o quanto traz
A vida noutro rumo, em apogeu.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

E mostra o quanto é bom querer-se bem
Durante os mais diversos temporais,
Os olhos procurando muito mais
Sabendo quanto a vida nos convém,
Bebendo a sensação que sempre vem
Marcando os dias como desiguais
Momentos entre tantos, tão banais
Ousando no que possa e sei que tem,
Apenas esperança e nada trace
Mostrando na verdade a dura face
Do tempo sem sentido e sem promessa
O tanto quanto pude ser assim,
O mundo desenhando dentro em mim
A vida que pudera e recomeça.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Apenas o que trago neste instante
Expressa esta vontade de não ser
Somente o que pudera ainda ter
Ou mesmo alguma luta deslumbrante
O passo que deveras adiante
A farsa que se dera a conhecer
O mundo noutro tom pudesse crer
E sei que no final nada garante.
A grama que tocada por rocio
Expressa o sonho calmo e tão macio
De um velho caminheiro em vida vã,
Ousando acreditar que novo sol
Surgisse dominando este arrebol
Nas tramas tão divinas da manhã.

domingo, 15 de janeiro de 2017

A velha solidão me devorando
Depois de tanto tempo quase em vão,
Alçando o que pudesse em sedução
Vivendo o quanto pude e desde quando.
Meu tempo noutro caos se revelando
E os ermos sem sentido ou dimensão
Levando para além da multidão
O passo que se dera em contrabando,
Apenas o que sinto e mal disfarço
Expressa o meu cantar que mesmo esparso
Talvez já me permita qualquer sonho,
No vago deste instante mais cruel
Ainda que se tente em carrossel
Somente em desafeto me proponho.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Não posso alimentar esta loucura
Que tanto nos maltrata e ora se impõe
O quanto em fantasia decompõe
A vida noutro instante me tortura.
Gerando tão somente esta amargura
E o fato que deveras já se opõe
Ao todo noutro instante onde repõe
A farsa que tramasse em noite escura.
Celeiro de emoções diversas trago
No peito quando o mesmo em cada afago
Apenas eclodisse em ironia.
O tempo não me trouxe e nem traria
O sonho de viver o que permita
A sorte sem temores, mais bonita.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

13/01

Não quero e nem pudera ter nas mãos
Apenas a vontade de sonhar
Sabendo o quanto custa a se cevar
Diversos e tão áridos, vis chãos,
A morte prematura destes grãos
Os olhos procurando algum lugar
Aonde o sonho possa estacionar
E penetrar decerto nestes vãos.
Meu mundo se traísse noutro instante
O todo quantas vezes fascinante
E o fim desta palavra em tom sombrio,
Apenas represento o fim de tudo
E quando noutro rumo ora me iludo
Somente o já sabido ora recrio.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

O preço a se pagar se mostraria
Diverso do que tento e não consigo,
O tanto quanto possa ser amigo
Não deixa que se veja esta heresia,
A vida procurando nova via
E sabe do final em desabrigo,
Tentando acreditar no quanto abrigo
Marcando com sorriso a fantasia.
Meu tempo se esvaíra e pouco a pouco
O quanto me restara diz tampouco
Do tempo e da esperança sem futuro.
Nas traças corroendo cada fato,
Apresentando a morte onde constato
Persisto tão somente este inseguro.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Nem sei o quanto valho, mas prevejo
Somente o fim da festa em mansos braços,
E quando os olhos seguem, mesmo lassos
Encontro nos teus olhos meu desejo.
Vestígios de um caminho onde o lampejo
Da vida em plena vida dita traços
E sei dos meus momentos onde os laços
Pudessem constatar um novo ensejo.
Navego contra tudo e contra o todo
E sei que no final um mero engodo
Traria novamente esta loucura,
A senda mais distante que se visse
O amor que ora evasivo, uma mesmice,
Que a vida sem saber teima e procura.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Jamais pude saber do que tentasse
Quem vaga sobre o vão de uma esperança
E sei do quanto possa e a vida lança
Mudando a cada instante a sua face,
Ainda que meu mundo permutasse
As horas não teriam a lembrança
Do verso sem sentido em aliança
Marcado pelo tempo que espreitasse.
Não quero e nem devesse ter ainda
A fonte com a qual a vida blinda
Ou gera o descaminho, mas persiste,
Só posso te dizer que sigo em vão
Buscando na incerteza a direção
Que deixe o coração bem menos triste.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Por vezes imagino qualquer fato
Que possa me trazer algum alento
Após o quanto quero e mesmo invento
Ausente caminhar onde o maltrato,
Meu tempo novamente não retrato
E sei do dia a dia em vago intento
E quando na verdade o sentimento
Expressa o que pudesse e não relato,
Vacância me trazendo uma saudade
De um tempo aonde houvera o que me invade
E torna a minha vida sem sentido,
O prazo delimita o fim do jogo
E todo o caminhar transita em rogo
Traçando o que eu tentara, mas me olvido.

domingo, 8 de janeiro de 2017

A paz em que me moldas logo trama
A senda desejada este Eldorado
Aonde se pudera do passado
Viver além do quanto rende em drama
O passo noutro tanto já reclama
O verso que se tenta desejado
Por erros de um momento aonde evado
Moldando este cenário em lodo e lama,
Não tento acreditar no que não pude
E sei do passo audaz e mesmo rude
De quem se fez além do que se veja
O todo sem sentido e sem proveito
O rumo que deveras mais aceito
Vencendo com certeza esta peleja.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Eu quero teu carinho e sempre atento
Ao rumo que procuras noite e dia,
A sorte quando muito poderia
Trazer o quanto quero e me alimento
Do vértice dos sonhos, num momento
Aonde reina em nós esta utopia
Que possa nos trazer em alegria
O mundo num anseio em provimento.
Negar o quanto vejo do passado
Ousando noutro tom, maravilhado,
Astuciosamente bebo a sorte
De ter ora somente quem pudera
Apascentar em mim a rude fera
Que traz a todo instante, medo e morte.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

O quanto nós gostamos de um alguém
Que possa nos trazer felicidade
E mesmo que se veja a liberdade
O amor aprisionando, raro bem,
Relembro cada fato e o que ora vem
Transcende ao quanto possa e mesmo brade
Vencido caminheiro em claridade
Não posso suportar nenhum desdém,
Apenas a verdade nos liberta
A sorte se moldando bem mais certa
Do todo que procure em vão caminho
Reúno meus fantasmas, sigo em frente
E sei do quanto possa e nada mente
Somente sou deveras mais mesquinho.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

05/01

A amizade demonstra por sinais
O quanto desta vida pode ter
Cerzindo com ternura amanhecer
Trazendo a noite inteira em divinais,
Vestígios de outros tempos desiguais
O louco caminhar, entorpecer
A vida num momento a se tecer
Transforma cada rumo aonde esvais.
Legados de outras eras? Nada além
Do pouco que em verdade nos convém
Trazendo esta esperança mais gentil,
Num êxtase somente se afigura
A luta com total glória e ternura
Deixando para trás o que não viu.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Banhando cada passo em claridade,
Ousando acreditar no que viesse
Trazendo com certeza bela messe
Que aos poucos sem temor a vida invade.
Presumo muito além da mera grade
O todo que talvez mesmo pudesse
Após a tempestade que se tece
O tempo com total variedade,
Vasculho cada canto e nada vejo
O amor que tanto quis já malfazejo
Expressa este azulejo em tom mais fosco
E sei do quanto teime e nada venha,
Apenas a verdade que contenha
O passo sem sentido, ausente e tosco.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Teus olhos que me guiam; luz intensa
Pousando no horizonte deste amor,
O sonho se moldando um refletor
A cada novo instante mais compensa,
Viver mesmo que seja frágil; tensa
A luta tem que ter o vencedor
E possa da maneira como for
Sentir em tuas mãos a recompensa
Do fato que presume eternidade,
Vicejo cada instante aonde brade
Vestígios de uma vida sem sentido.
Meu mundo não teria qualquer chance
E nada quando pude ora me alcance
Senão mesmo cenário já perdido.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Garantem caminhadas mais tranquilas
E vivem dentro da alma de quem sonha,
Ainda que a verdade ora enfadonha
Traduz o quanto enganas e vacilas,
As hordas desenhando vagas filas
E a luta se transcende tão medonha,
No quanto a poesia me proponha
Ousando noutro instante tu desfilas
Os sentimentos rudes ou sinceros
E sei dos meus anseios rumos feros
E bebo deste todo quando a luta
Deseja cada passo noutro anseio,
E brindo com meu passo ao quanto veio
E nada deste engodo já reluta.

domingo, 1 de janeiro de 2017

01/01

Teus braços como raios envolventes
Tocando a minha pele em tom diverso
Ousando acreditar neste universo
E nisto o tanto em luz que agora sentes,
Diamantino encanto que apresentes
Traduz este sentido enquanto verso
Traçando noutro passo mais disperso
O que também decerto não desmentes.
Resulto deste todo e me pergunto
Aonde poderia se em conjunto
Apenas visto o medo e nada mais,
Segredo as esperanças mais sutis
E tento acreditar no quanto quis
E sei não voltaria aqui, jamais.