sábado, 16 de dezembro de 2017

16/12

Queria mais que o tempo me trouxera
A vida nos permite uma ilusão
E mesmo contra a vaga dimensão
O sonho se desenha além da fera
A sorte que pudesse ser sincera
O medo não deixando o dia em vão
Meus olhos noutro ponto fixarão
E toda a fantasia que se espera.
Porém quando a verdade já se expõe
Mostrando o descaminho que a compõe
Não resta quase nada do passado,
Meu tempo se desenha em tal temor
E nada do que possa um grande amor
Deixando este cenário desolado.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

15/12

A sorte rapineira não permite
Que tanta fantasia sobreviva,
Palavra quando pode, mais ativa
A dor ultrapassando algum limite,
Quem deva caminhar já não evite
A queda mesmo quando esta alma altiva
Procura uma saída e mesmo viva
Ao menos o que resta e delimite.
O verso mais audaz, a noite escura,
O tanto da esperança se procura
E nada mais vislumbro neste enredo
E vejo o quanto é rude o meu caminho
Por vezes num cenário mais mesquinho
Apenas o que tento e mal concedo.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

14/12

Nem mesmo que destrua ancoradouro,
A sorte não presume o que se estende
E tanto quanto possa não depende
Do que vivesse em paz, raro tesouro,
Apenas no vazio se me douro
Encontro o quanto a vida não compreende
E sei deste momento e não desvende
A sorte desde novo nascedouro,
Restauro cada instante e sei após
O tanto que mergulho em leda foz
Ousando acreditar num bem supremo
Jamais eu tentaria nova sorte
Ainda quando a vida me conforte
Sozinho todo o vento agora temo.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

13/12


O barco; jamais quero que se trame
Na mais distante sorte, desde quando
O tempo fora aos poucos desenhando
O tanto que renegue algum ditame,
Vagasse sem saber do ledo enxame
Do canto noutro encanto anunciando
O dia mais amargo e mais infando
Restando o quanto esta alma ora reclame,
Versando sobre o muito que pudera
Apenas noutra face mais sincera
Expresso a solidão que resta em mim,
E todo este momento denuncia
A falta do que fosse fantasia
E a morte se aproxima, em ledo fim.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

12/12


Contigo caminhando sem destino
Tramando qualquer sonho mais diverso
E quando na verdade me disperso
Ao mesmo tempo tento e mal domino
O tanto que desejo e me alucino
Ousando na esperança de algum verso
E quando me aproximo, desconverso
Sabendo do que possa em desatino,
Cabendo dentro da alma esta esperança
A voz já no vazio ora se lança
E trama o que pudera ser além
Do pouco quando resta uma lembrança
Da vida que tentara em confiança
E sei quando em verdade nada vem.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

11/12



O todo não se prende num detalhe
Apenas o que possa acreditar
O tanto quanto bebo do luar
Ainda que deveras longe espalhe
O rumo sem saber qualquer entalhe
O tempo noutro encanto a se moldar
A vida se presume num vagar
E sei que embora venha sempre falhe.
Acesa esta esperança, um raro lume
Marcando cada passo que presume
A rara liberdade mais distante
O tempo tantas vezes não garante
Sequer algum alento ou mesmo até
O quanto poderia e não viera
Ousando acreditar na primavera
E nisto resumindo a minha fé.

domingo, 10 de dezembro de 2017

10/12


Roubando o quanto o sonho trouxe em vão
Marcando com terror o dia a dia
A sorte com certeza não traria
Sequer o que buscara em solução
O prazo determina desde então
A luta se mostrando hipocrisia
O verso nesta tarde mais sombria
Expressa o quanto resta em solidão
Navego por momentos que não tive
Caminho onde deveras nunca estive
E sei que meu final já se aproxima
A face deturpada da esperança
Aos poucos no vazio ora me lança
E trama a insensatez de um rude clima.

sábado, 9 de dezembro de 2017

09/12

Deságuam nesta foz os sofrimentos
E vivo solitário e sem caminho
O tempo se moldara mais mesquinho
E os olhos seguem mesmo desatentos
Resumo o que pudesse nos intentos
Diversos maltratando agora o ninho
E sei do quanto tento mais sozinho
Vencendo a tempestade em rudes ventos,
Restauro vez em quando uma esperança
Sabendo que o vazio sempre avança
Matando o quanto resta na minha alma,
Apenas desenhando esta incerteza
Lutando contra a fúria em correnteza
Nem mesmo esta ilusão inda me acalma.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

08/12

Caminhos que a saudade mal traçara
Deixando no passado esta emoção
E sei dos dias turvos que verão
A senda mais atroz jamais tão clara
O manto destroçado se prepara
E sigo nesta imensa solidão,
Vagando por tão grande imensidão
Rasgando a sensação que desampara.
Versasse sobre o tempo e nada mais
Os dias entre tantos temporais
E o vento ronda a sorte e dita o fim,
Marcando o dia a dia em tom venal
A luta se mostrara desigual
Matando o quanto resta dentro em mim.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

07/12

Tanto cabe sonhar com outros dias,
Que possam me trazer felicidade
E sei do quanto a vida não agrade
Ou mesmo a solidão que me trarias
Versando sobre as horas mais sombrias
Buscando inutilmente a claridade
Meu canto se perdendo em tempestade
E nisto as horas tantas negarias,
Reúno cada frase num compêndio
Tramando simplesmente o mesmo incêndio
Que neste vil tormento se anuncia
A sorte delicada e sem motivo
O dia que somente sobrevivo
Tentando acreditar na poesia.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

06/12

O quanto de desejo se apresenta
Vencendo os meus temores, tão somente
E sei da imensidão que se pressente
Deixando para trás qualquer tormenta,
O mundo na verdade violenta
E nega com certeza esta semente
Matando o quanto possa rudemente
Na face mais atroz, dura e sangrenta
O verso não traduz o tempo amargo
E sei aonde o todo agora largo
Tramando a fantasia que trará
O sonho mais feliz quando me invade
Negando a turbulência, a tempestade
Que vejo anunciada desde já.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

05/12


Sei que ao meu coração cabe escolher
O tanto quanto pude ou desejasse
A vida se trazendo sem impasse
Moldando qualquer forma de prazer
Apenas a verdade possa ver
O todo que deveras mesmo trace
O rumo quando muito face a face
Moldando na verdade o bem querer,
Restauro meu momento mais feliz
E tendo do meu lado o que ora fiz,
Vestindo este emoção sem mais segredo
O corte cicatriza noutro instante
E o mundo na verdade me garante
O marco que traduz o quanto cedo.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

04/12

Amor vai adentrando sem perguntas
E sei do que domina cada passo,
As horas quando o sonho eu não desfaço
Palavras que anuncias; sempre juntas
E nesta maravilha em tom supremo
O quanto na verdade se moldara
Vagando pela noite imensa e clara
O mundo se mostrara e nada temo,
Acordes se espalhando pelos céus
Os olhos imergindo no teu colo,
E sei do que devoras e me assolo
Tramando no silêncio raros véus
E bebo o privilégio de ser teu
Sabendo deste amor, meu apogeu.

domingo, 3 de dezembro de 2017

03/12


Tomadas por procelas e tempestas
As sendas onde outrora quis bonança
A vida no vazio ora se lança
E neste emaranhado, tanto infestas
Gerando com terror as mais funestas
Vontades reduzindo a confiança
Mergulho no que possa e tanto avança
A vida noutro rumo, meras frestas.
Esqueço o meu momento mais feliz
E vejo tão somente o quanto eu quis
Depois da imensidão da insensatez
Meu passo tão somente se reduz
Ao quanto se perdera sem a luz
Distando do que agora sei que vês.

sábado, 2 de dezembro de 2017

02/12

Nada do que possa e nos condene
Gestando a solidão enquanto aprume
Meu passo noutro tom, mesmo perfume
Da sorte que deveras nunca acene,
Ainda que pudesse e me envenene
Segredo com ternura ou com ardume,
A vida se perdera em rude lume
E nisto tão somente a luta encene,
Acrescentando um pouco ou quase nada
A sombra noutra sombra desenhada
Reflete a luz da lua que não veio,
Somente o quanto pude acreditar
Tramasse o ledo raio de um luar
Gestado sem temor ou sem receio.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

01/12

Jamais imaginasse qualquer sorte
Diversa da que trazes no momento
E sei do quanto possa e mesmo tento
Ousando acreditar no que suporte
O verso noutro tom desfia e corte
O medo que deveras desalento
E o todo que torture o pensamento,
Transfere o meu anseio em ledo norte.
Reparo cada farsa e dela vejo
Sementes de um passado agora morto,
O prazo se traduz a cada ensejo
E trama no final um novo aborto,
Apresentando o rude e malfazejo
Cenário abandonado de outro porto.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

30/11

Aprisionando o sonho no vazio
Esculturaste o conto mais cruel,
E sendo o meu destino sempre ao léu
Meu canto do não ser tento e recrio.
O prazo se mostrara mais sombrio
E o gesto noutro rude carretel
Tramasse solta sorte em turvo céu,
Enquanto perco além o fino fio.
O gesto não traria alguma luz
E o peso quando muito nunca expus
Enveredando o passo no infinito,
E sendo sempre assim, mero e simplório,
Meu mundo se transforma em ledo empório
Matando o que deveras necessito.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

29/11

A imagem destrutiva de um passado
Apenas entre penhas destroçando
O que deveras fora um dia brando
E agora trago na alma, em rude fado.
O passo se traduz no que degrado
E sei do meu momento desde quando
O prazo se aproxima e delegando
O todo noutro tom já demarcado.
Eu quero o que não podes me trazer,
Talvez pudesse mesmo recolher
As sobras do que fomos noutro ensejo.
Porém já denegrido pela luta
Que tanto noutro tom não mais reluta
O preço a se pagar; com juros, vejo.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

28/11

Jogada nalgum canto desta sala
A faca que afiaste com teu canto,
Marcando o quanto quero e não garanto
E nisto a palavra me avassala.
O tempo não se parte nem se cala,
O medo não gerasse novo espanto
E sei desta emoção e sem quebranto
O passo noutro tom em luzes fala.
O manto discernido em mero brilho
O pranto que derramas, não palmilho,
E o prazo determina o fim do jogo.
Aonde se pensara ser ardil,
O mundo noutro instante se reviu
E deste ledo sonho morto o fogo.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

27/11

E tudo se transforma e nada crias
Apenas o que tramas noutro sonho
Expressaria um passo que proponho
Em ares mais suaves e alegrias.
O resto se aproxima em ironias
E tanto quanto eu possa me componho
Ousando neste toque em paz, risonho,
E nele as novas luzes, novos dias.
O medo não traria alguma sorte
A quem noutro caminho não comporte
Sequer a solidão que se tramasse,
Vacante coração agora expressa
A luta que deveras recomeça
E nisto oferecesse esta outra face.

domingo, 26 de novembro de 2017

26/11

Apenas o cordeiro em sacrifício
Traçasse outro caminho que não vês
E dele cada passo, estupidez
Tramada pelo insano e rude Ofício,
A queda no terrível precipício
A morte desregrada: insensatez.
E o tanto que perdera noutra vez
Marcasse o quanto reste em rude vício,
Meu tempo se desaba neste instante
E o todo quando muito não garante
Sequer a menor sombra do futuro,
Espero tão somente o que não veio
E deste imenso passo em devaneio
Apenas outro tanto, ora inseguro.

sábado, 25 de novembro de 2017

25/11


Bisonho e caricato mundo eu vejo
Desnudo em face rude e tão cruel,
Aonde se deseja sigo ao léu
E em torpes ilusões somente o pejo.
O marco noutro rumo sem desejo,
O manto noutro tom, gestando o véu
E dele o que tramaste traz o fel
Matando com terror o ledo ensejo.
Não pude e nem tentara de tal forma
Viver o que deveras não se forma
Senão na estupidez da mente humana.
Volúpia traduzisse o que viera
Marcando com nevasca a primavera,
Enquanto a solidão já nos profana.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

24/11

Insuportável cena que se assiste
Vestindo esta ilusão que não comporte
Sequer o quanto veja em leda sorte
E o manto se restaura ou mero chiste?
Não quero o deveras já persiste
E marque com terror o quanto aporte,
Negando esta expressão que geste um norte
Diverso do que trago, bem mais triste.
No vento se dispersa a luta e o sonho,
E o prazo na verdade decomponho
Bebendo a podridão que tu me deste,
O todo se traçasse neste enfado
E quando pouco a pouco me degrado,
Restasse tão somente o solo agreste.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

23/11

Não posso mais negociar o sonho.
Quem dera se a verdade se mostrasse
Desnuda e nos moldasse em clara face
O quanto noutro tom tento e reponho.
Vencendo este cenário tão bisonho
A luta contra a fúria se tramasse
Versando sobre o todo que tocasse
O mundo que deveras recomponho.
Não pude e nem queria ver o credo
Jogado pelos cantos e enveredo
O rumo mais sutil, porém mais claro.
E quando me aproximo desta omissa
Falácia que regesse o culto, a missa,
Minha ira contra os vendilhões; declaro.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

22/11

No todo se preserva alguma luz
Que possa sem saber de reticência
Tramar o quanto fora em evidência
O todo que deveras nos seduz.
O manto se apresenta e se faz jus
Ao sonho que tramasse outra ingerência
Da vida com ternura e paciência
Traçando noutro enredo o quanto pus.
Mergulho nos teus braços e procuro
Vencer os meus anseios corriqueiros
Os olhos procurando neste escuro
Os cantos mais sutis e verdadeiros,
Porém num tempo rude amargo e duro,
Apenas novo estio em meus canteiros.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

21/11

Errático cometa se apresenta
Na face mais audaz de quem tentara
Vencer a solidão desta seara
E o verso noutro passo, diz tormenta,
O quanto minha vida em mais sedenta
Versão se desenhasse e se escancara
Matando o quanto fosse em noite clara
A lua que deveras sonho alenta.
O manto já desnudo em argentinos
Brilhos sobre a deusa esculturada
Na face mais sutil e desejada,
Momentos tão diversos. Desatinos?
Apenas o que resta dentro da alma
Expressa esta emoção que enfim me acalma.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

20/11

O todo pelo qual tanto redime
A senda sem sequer saber do quanto
O tempo que deveras mal garanto
No fim somente queira o que ora estime.
Nem quando a vida fosse mais sublime
O mundo noutro espaço gera espanto
E o verso se traçando onde me encanto
E na verdade o sonho agora oprime.
Vacantes rotas dizem do futuro
E nada que inda possa configuro,
Mostrando paulatina e lentamente,
O vento se moldara de tal forma
Que enquanto esta verdade nos transforma
O tempo noutra face já desmente.

domingo, 19 de novembro de 2017

19/11

Restando dentro em mim o que se fez
Em lúcida expressão num passo lento
Ou mesmo o quanto queira em movimento
Gerando no final a insensatez,
A vida se traduz em acidez
E nisto outro cenário também tento
Marcando pouco a pouco em desalento
O que deveras tentas e não vês,
A marca da pantera, o corte fundo
O verso aonde o sonho, vagabundo,
Expressaria mais que mero ocaso.
O risco se aproxima e me domina
Negando da expressão diversa mina
Matando o que pudera em vão descaso.

sábado, 18 de novembro de 2017

18/11

E trama outro desenho multicor
A esmeraldina e lúdica esperança
Enquanto no futuro o sonho avança
Sem nada mais deveras decompor,
O quanto deste instante diz louvor
Ou mesmo restaurasse tal lembrança
Traçando com ternura a confiança
De um novo tempo em sonho redentor.
Embora a vida trague tantos erros
Nos sonhos permaneço em meus desterros
Galgando qualquer tom que me impregnasse
E nisto quando a sorte enfim alcanço
Encontro nos teus braços o remanso
Que tanto vida afora eu desejasse.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

17/11

A luz em plenitude traz o brilho
De um tempo que jamais eu concebi
E vendo tal reflexo vivo em ti
Expresso o quanto queira e ali palmilho.
Porém nesta ilusão fosse andarilho
E quando percebesse o quanto ali
Errático momento não mais vi
Senão cada tormento em estribilho.
Estrelas que trouxeste, na verdade,
O tempo se moldara e quanto eu nade
Encontre no teu mar outras estrelas.
E seja de tal forma a sorte imensa
Que quando cada passo me convença
Das sortes que pudesse recolhê-las.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

16/11

Aonde a solidão mostrasse as garras
E nelas outras tantas ironias,
Enquanto na verdade nada crias
Apenas nos vazios já te agarras.
E sei que na certeza das amarras
Os olhos perpetrassem novos dias
Marcando com ternura tais magias
Enquanto do passado ora me varras.
Os medos acumulo a cada não,
E sei dos meus anseios e temores,
Agora se prepara em negação
Cenário aonde um dia tu te fores,
E deste; novos termos ditarão
O quanto se traduz em grises flores.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

15/11

Eu vejo em meu caminho o descaminho
Traçado pelos erros de uma vida,
Já tanto desta forma corroída
Trazendo dentro da alma somente espinho.
O canto que pudesse – passarinho-
O rumo numa estrada sem saída
A luta noutra face discernida
E o velho caminhar duro e mesquinho.
Resulto deste imbróglio e na verdade
O todo que pudesse insanidade
Marcando a ferro e fogo sem temor.
Legados da existência mais sutil
Que o tempo noutro instante não previu
E seja como queiras o que for.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

14/11

Enquanto a solidão domina a cena
E tento de tal forma navegar
Ousando acreditar que o imenso mar
Entrasse dentro da alma tão pequena.
O tempo com certeza me condena
E o pranto nada faz senão salgar
A vida em velhos erros mergulhar
E nisto a sorte fosse mais amena.
O pendular cenário se apresenta
E vendo o que decerto é qual tormenta
Que alenta quem buscasse a mansidão,
Meu passo no vazio se alucina
E a porta que se abrira, dita a sina
Marcando outros momentos que virão.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

13/11

Singrando cada passo em luz tranquila
Aonde o meu caminho pude crer
Talvez inda gerasse o amanhecer
Enquanto a solidão teima e desfila.
O passo sem certeza ora vacila
E tenta adivinhar algum poder
No quanto poderia mais saber
E nisto se reflete o que destila.
O manto já puído pela vida
O prazo que termina a cada dia,
Apenas na verdade me traria
A história há tanto tempo decidida,
Enquanto desejasse a poesia
Talvez inda restasse uma saída.

domingo, 12 de novembro de 2017

12/11

Nos veios que me levem ao pleno encanto
Das tramas onde a vida seduzira,
Poética expressão em sol e lira,
O verso se desnuda em claro canto.
Porém quando em verdade me adianto,
A sorte se transforma e a terra gira
Marcando com terror o que prefira,
E nisto se embrenhando em dor e pranto.
Negando o que se visse ou se tentasse.
Recebo como fosse algum repasse
O corte que trouxeste em cada engano,
O vento assobiando na janela
O amor que na verdade não revela
O medo traz o fim e assim me dano.

sábado, 11 de novembro de 2017

11/11

Deveras para o sonho mergulhasse
Quem trama novo tempo e nada teme,
Ao menos a verdade seja o leme
Que leve para além de algum impasse.
O quanto da incerteza demonstrasse
O mundo aonde o verso agora algeme
Quem possa acreditar enquanto extreme
O passo noutro ocaso que marcasse.
Deméritos do prazo que se esgota?
A vida se repete em vã derrota
E a rota quando a perco não mais vejo,
Sou mero passageiro do vazio
Que tanto quanto possa desafio
O tempo noutro intento, noutro ensejo.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

10/11

Aprendo a liberdade ou pelo menos
Tentasse acompanhar cada momento
Aonde na verdade o que alimento
Tramasse dias claros e serenos.
Porém ao mergulhar em tais venenos
O verso se tornara o meu tormento,
Ainda quando muito o que fomento
Expressaria sonhos tão pequenos.
O vértice transforma cada instante
No quanto na verdade me agigante
Ou mesmo na ilusão da pequenez
Restasse tão calado dentro em mim,
Marcando com certeza o quanto, enfim,
Agora noutra cena se desfez.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

09/11

Resvalo à eternidade quando creio
Nas tramas que me trazes, na emoção
De um dia após tormentas, migração
Marcando cada sonho em turvo veio.
O prazo que termina e não anseio,
O gesto se moldara em eclosão
E os tempos que em verdade não virão
Deixando meu caminho em devaneio.
Ocasionando a queda de quem ama,
A luta se desenha em tosca rama
E o pranto delineia o quanto resta
O verso que inaudito ora vertesse
Aquém do que deveras merecesse
Fugindo pelo sonho em leda fresta.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

08/11

Palavra mais sincera embora trace
O passo tão sofrível da esperança
Enquanto no final apenas cansa
Expressa a solidão em nova face,
O medo tantas vezes nos enlace
E geste a correnteza nunca mansa,
Marcando com temor cada aliança
Deixando para trás o que negasse.
Aumentam-se deveras os meus medos
E sei dos caminhares onde ledos
Os prazos determinam o que trago,
No peito enamorado e sem proveito
Apenas o que tento e não aceito
Expressaria o sonho rude e vago.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

07/11


Resposta procurada há tantos anos
Em meio aos temporais que me trouxeste,
O quanto na verdade não se ateste
Ou mesmo se mostrasse em desenganos.
O vértice dos erros em profanos
Cenários traduzindo o solo agreste,
O prazo quando muito e não vieste
Mudasse no final meus velhos planos.
Restando muito pouco ou quase nada,
A luta noutra face desenhada
E a morte sem sentido e sem razão,
Na ponta afiada do punhal,
Na luta por momento em que afinal
Encontre a mais perfeita direção.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

06/11

No quanto o pleno amor seja qual lenda
Que além já se perdera e não trouxera
Sequer o menor sol em primavera,
Matando o caminhar que ao nada estenda.
O prazo determina esta contenda
E nela se transforma o sonho em fera,
O passo noutro tom se recupera
E o mundo novamente se desvenda,
O cântico em louvor, ou mesmo a dor,
Reveses de uma vida e como for
Apenas desejasse alguma luz,
A morte se aproxima e de tocaia
Ao menos novo encanto gere e traia
No corte aonde o medo o reproduz.

domingo, 5 de novembro de 2017

05/11

A sorte aonde a vida tu destróis
Gerasse noutro encanto alguma luz,
Mas quando esta vontade reproduz
Esqueço do passado e seus faróis.
O tempo noutro tom, nada constróis
E vês a solidão que levo em cruz
Marcada pela insânia onde me pus
Tentando acreditar em novos sóis.
E somos o que tento e não mais vejo,
Apenas o cenário de um desejo
Sem ritmo, sem certeza, sem ninguém.
O preço a se pagar gera o que um dia
Tramasse com ternura o quanto havia
E agora na verdade, nada tem.

sábado, 4 de novembro de 2017

04/11

De crer nesta alegria que foi nossa
E agora se perdera ora sem rumo,
O prazo aonde o todo agora esfumo
A luta na verdade nos destroça.
Remando contra o quanto jamais possa
Ousando sem sentido o que consumo,
Tocando na esperança e dela o sumo
Explode no final e gera a fossa.
Arcaicas luzes trago no meu peito
E quando na verdade o fim aceito,
Apenas se derrama em tom sombrio,
O medo noutro passo se apresente
E o verso tanto quanto impertinente
Eclode num anseio, em desafio.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

03/11

O quanto na verdade o fim de tudo
Expressa a mais temível, caricata,
Noção do que deveras me maltrata
Enquanto noutro tempo eu só me iludo.
O manto se desfaz e nada mudo,
Somente a mesma tez que vejo ingrata
E sendo esta ilusão o quanto trata
A voz em velho espaço, tartamudo.
O canto se mostrara em solilóquio.
De Minas mergulhasse em plena Tóquio
Tentando ver apenas o que um dia
Gerasse a sensação que não provoque-o
Da sorte que deveras já se adia
Na luta sem sentido. Em ironia...

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

02/11


Sentir a mansidão em luz e paz
É tudo o quanto basta, e mesmo assim,
O tanto que quisesse traz enfim
O mundo tão diverso e mais mordaz.
Sentido que pudera se desfaz
E gera dentro da alma este estopim,
Das esperanças vejo algum motim
E o preço a se pagar resta fugaz.
O luto noutro tom se emerge e trama
A vida sem saber além do drama
Configurando o fim desta emoção,
A farsa se traçando de tal forma
O quanto poderia se deforma
E gera no final, vã sensação.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

1/11


Procuro algum caminho aonde eu veja
Além da mesma face de um passado
Há tanto pelo tempo abandonado
Ou mesmo noutro tom inda lampeja,
A sorte se decide na peleja
Aonde em ilusão mero soldado
O verso que deveras tento e brado
No fim nada mais possa nem deseja.
O rude camponês, velha seara,
A vida noutro tom me desampara
Enquanto esta esperança é gestação
E nela tanto tente vida ou morte,
Porém neste momento já se aborte
Tornando o meu caminho atroz e vão.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

31/10

Não mais suportaria ver além
Do tanto que se escuta após o fim
Meu mundo tramitando dentro em mim
O cândido momento nunca vem,
O prazo não ajuda e sou ninguém
O pântano que trazes, de onde eu vim,
Marcando em consonância diz que sim
E o verso se apresenta em tal desdém.
O canto sem encanto, o verso rude,
O mantra que deveras desilude
E a tétrica figura da esperança
Deveras tão puída e macilenta
Enquanto noutro passo ainda tenta
A vida no infortúnio ora se lança.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

30/10

Jamais se percebera qualquer sonho
E nada do que vejo se traduza
Na sorte mesmo sendo tão confusa
Tramando o que decerto decomponho.
O prazo determina o ser medonho,
A luta na verdade tanto abusa
E sei da solidão sem mais escusa
Vagando noutro tom onde me enfronho.
Resvalo nos meus erros corriqueiros
E mato com certeza meus janeiros
Trazendo no verão, meu vago outono,
Fazendo do passado esta estação
Aonde encontraria a dimensão
Exata deste passo que abandono.

domingo, 29 de outubro de 2017

29/10

Nas tramas que teceste a cada engano
Os sonhos entremeiam luzes, trevas
E quando além do passo tu me levas
Eu com certeza sigo em ar profano,
O tempo noutro tempo não explano
E sei que na incerteza quando nevas
Matasse sem porquês as velhas cevas
E nelas o vazio soberano.
Angustiadamente a vida dita
A farsa que a tornasse mais aflita
E nisto se credita o medo ao passo,
No quanto sem sentido algum caminho,
Apenas sei que irei seguir sozinho,
Enquanto noutro rumo o fim eu traço.

sábado, 28 de outubro de 2017

28/10

O medo não traria novo encanto
A quem se fez apenas vã figura
A luta na verdade se perdura
E gera tão somente o quanto espanto,
Meu passo se transforma em cada canto
E beijo a boca rude que assegura
A sorte mais amarga e sem ternura,
Matando o que cerzisse em claro manto.
A voz de um tempo aonde uma ilusão
Reinasse sem temores, hoje em vão,
Apenas retratasse este momento
E nada mais conduza a minha sorte
O quanto noutro tom não me conforte
Expressa o que deveras hoje eu tento.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

27/10

Não quero mais saber dos meus anseios
Tampouco do que pude noutra sorte,
A vida se traduz além da morte?
São tantos os caminhos, fartos veios?
Somente desenhando em tons diversos
Os versos que tentasse noutro instante
Encanto quanto muito se garante
Na franca imprevisão dos universos.
Versando sobre o fato consumado,
Olhando no horizonte que desnudas,
As faces mais atrozes, pontiagudas
E o sonho pelo tempo degradado.
Meu mundo se transforma num repente
E o fato noutro tom já se apresente.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

26/10

Não tento acrescentar sequer um til
Ao todo que disseste no passado,
O tempo noutro canto sonegado
O verso na versão que não se ouviu.
Um eco do jamais serás gentil
O todo que deveras já degrado,
Num antro tantas vezes delegado
Ao quanto poderia ou se previu.
Não quero e nem teria melhor sorte
Se o fato mais sublime não presuma
O quanto da verdade fosse alguma.
A parte que me cabe não comporte
O todo quanto o quis em minhas mãos
Marcando com temor os dias vãos.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

25/10

Perdoe cada farsa que me trazes
E geras outra história, mesmo mote
E quando no final nada se note
A vida renegada em vagas frases.
Utópica estação quando vorazes
As tramas entre as quais o que denote
Expressa a solução, dita o calote
E mata com teus sonhos mais mordazes.
Apenas poderia picardia
Quem sabe noutro tom já se veria
Vergastas em sorrisos e temores.
Aonde nada sou jamais serias,
Tentando acreditar nas fantasias
Seguindo de tal forma aonde fores.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

24/10

O tempo sem ter tempo de sonhar
Expressa o contratempo mais feroz
Do quanto poderia haver em nós
Sem rumo sem sentido e sem lugar,
Meu verso no vazio a se formar
O término ditando o ser o algoz
Do senso repartido em viva voz
Ou mesmo do que possa imaginar.
Resumos de outros sumos entre vãos
Os olhos nos cenários tramam nãos
E bebem cada gota da esperança
Que tanto num anseio não viria
Gerando noutro seio a poesia
Que ao mar já se receio ora se lança.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

23/10

Repentista tão somente
Sertanejo violeiro
Que no tempo se atormente
Ou dos sonhos, jardineiro,
Madrigais como semente
Um momento derradeiro
Quanto mais a vida mente
Noutro passo, vou inteiro.
O meu peito trovador
Busca rimas no teu canto
E se mostra o farto amor,
No final me desencanto,
Mas que seja como for,
Pelo menos por enquanto...

domingo, 22 de outubro de 2017

22/10

Não queria de tal sorte
No que tento ser poeta.
No meu canto se comporte
Como fosse a mais completa
Fantasia quando aporte
A verdade predileta
Ou deveras noutro norte
O meu mundo se repleta.
Navegante do vazio
Timoneiro da ilusão,
O meu tempo desafio
Outro rumo, outra estação
Do meu mar vislumbro o rio
Deste inverno o teu verão.

sábado, 21 de outubro de 2017

21/10

Levaria muitos anos
Com certeza além da vida
Onde dias mais insanos
Traduzissem a ferida
Que tramasse novos planos
E decerto não duvida
Quem procura entre os enganos
A incerteza a ser medida
Planos novos, velhos dias
O caminho não termina
E se tanto te querias
A palavra trame a sina
E das sendas mais sombrias
A palavra me domina.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

20/10

Sendo assim a vida siga
Vendo apenas o que trace
Noutro tempo mais amiga
Remodela a sua face,
Ou tampouco desabriga
Ou quem sabe se mostrasse
Na esperança mais antiga
Do que gere tanto impasse.
No meu tempo aonde pude
Neste sonho, uma morada,
Onde está tal juventude
Pelo tempo abandonada?
O que sobra desilude
Representa agora o nada.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

19/10

Quando a sorte fosse minha
Ou talvez qualquer momento
Onde a vida já se alinha
E tramando em manso vento,
Arribando uma andorinha
Que pudera sem lamento
Traduzir onde se aninha
Tanto amor que agora tento.
No final nada levando
Do que a sorte já me traz
O que possa ser mais brando
No caminho mais audaz
No final se revelando
Onde perco a minha paz.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

18/10


Apresente qualquer fato
Que pudesse noutro instante
Traduzir o que constato
Demonstrar o quanto espante
O cenário onde retrato
O meu mundo delirante
E se veja num regato
O oceano fascinante.
Versando sobre o luar
Catuleio uma emoção
Que pudesse desenhar
Desde já meu coração
Nesta sorte a se moldar
Sertaneja sensação.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

17/10

São diversos os legados
E os momentos que trouxeste
Onde os dias sonegados
Onde o tempo nada ateste,
Cada verso vira um teste
Entre espaços desenhados
Nos meus olhos este agreste
Que recende aos tons nublados.
Vejo apenas entrementes
O que tanto agora sentes
E não queres, na verdade.
O meu tempo se percebe
No vazio desta sebe
Ou no tempo que se brade.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

16/10

Aprendendo com tal fato
Ou talvez até tentando
Descobrir o que retrato
Noutro tempo, mesmo brando,
A incerteza que constato
Quantas vezes entranhando
No prazer onde o maltrato
Apresenta em contrabando.
Incitando cada canto
Ao que encanta e nos domina
Solidão segue e me espanto
Procurando em nova sina,
O que fora e não é tanto,
Mas, decerto, me alucina.

domingo, 15 de outubro de 2017

15/10

Nada mais se vendo após
O que possa ser diverso
Mergulhando em ledos nós
Ouso crer neste disperso
Caminhar aonde a foz
Resumisse cada verso
E gerasse o mais feroz
Delirar deste universo.
Cada passo nova farsa
Cada farsa, novo encalhe
O meu mundo se disfarça
No que possa e até batalhe
Com certeza a luta esgarça,
Onde a vida se retalhe.

sábado, 14 de outubro de 2017

14/10

Vou no ritmo da ilusão
Nas entranhas deste sonho,
Se meu tempo fora em vão
Novo passo recomponho,
E mergulho o coração
Neste tempo que proponho,
Onde quis transformação
Vejo o passo onde me enfronho.
Praguejaste contra a vida
Tantas vezes solitária,
Mas a sorte se divida
Treva sobre luminária
Incerteza presumida,
Mas deveras necessária...

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

13/10

Nada mais pudera quem
Noutro sonho se perdendo
Trouxe a vida em tal desdém,
Tão somente algum remendo,
E se possa em dividendo
Traduzir o que não vem,
Noutro rumo percebendo
O caminho e sigo aquém.
Jamais tente discernir
O que a vida me trouxesse
Vejo então no que há de vir
Muito além de rude messe,
E o cenário a permitir
O que nada mais se esquece.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

12/10

Neste corpo sensual
Desta deusa, uma sirena
Sol e mar, delírio e sal,
A vontade que envenena
A certeza ilude. Plena.
O que possa bem ou mal
Na verdade me condena
Num momento sem igual.
Noite lua, sol e mar
Atraído pelo canto
Neste encanto mergulhasse,
E se busco e tento tanto
A verdade noutra face
Mesmo que redunde em pranto,
Sonho, apenas? Já bastasse...

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

11/10

Quantas eras eu pudera
Apresentar em um segundo?
Quando em volta me aprofundo
A certeza não sincera.
O caminho sem espera
O vagar de um velho mundo
Coração que, vagabundo,
Refazes em primavera.
Não queria qualquer traço
Do que tanto creio e faço
No vazio que se deu.
Mergulhando onde laço
Emoção que agora grasso
Tem no nada um apogeu.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

10/10/17


Eu não mais deveria crer no acaso,
Porém a vida segue sem respostas
E tendo as nossas faces tão expostas
O pouco que me trazes, tanto aprazo.
O verso sem o qual já me defaso
As ondas invadindo nossas costas
Incerto do que tanto queres, gostas.
Apenas prosseguir rumo ao ocaso...
Jamais imaginasse qualquer prisma
Aonde a solidão diversa cisma
E tenta além do caos tão costumeiro.
Meu tempo se perdera entre esperanças
E quando no vazio tu me lanças
Cultivo em plena neve meu canteiro.
10/10/17


Eu não mais deveria crer no acaso,
Porém a vida segue sem respostas
E tendo as nossas faces tão expostas
O pouco que me trazes, tanto aprazo.
O verso sem o qual já me defaso
As ondas invadindo nossas costas
Incerto do que tanto queres, gostas.
Apenas prosseguir rumo ao ocaso...
Jamais imaginasse qualquer prisma
Aonde a solidão diversa cisma
E tenta além do caos tão costumeiro.
Meu tempo se perdera entre esperanças
E quando no vazio tu me lanças
Cultivo em plena neve meu canteiro.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

E junto a ti vencer as amplidões
Vagando pela incerta maravilha
De um tempo aonde a sorte já palmilha
E o todo noutro rumo já propões
Viceja muito além das dimensões
Nas quais cada instante rege a trilha
E sei do quanto possa e mesmo brilha
A sorte em tantas vagas emoções
Não tendo noutro passo o desencanto
Apenas calmaria hoje garanto
E bebo esta verdade mais sutil,
Meu verso se transcende ao quanto pude
Vivendo a tão diversa juventude
E nisto outro momento em paz se viu.

domingo, 8 de outubro de 2017

Quem dera flutuar, alçar espaços,
Depois de cada instante mais disperso
E sei da sensação na qual eu verso
Deixando para trás momentos lassos,
Vencido por anseios e cansaços
O tanto que se fez ora perverso
O mundo sem saber do mais diverso
Sentido noutros cantos mais escassos
Reprovo cada engodo ou mesmo até
A sorte sem saber sequer da fé
E nisto se desenha a insensatez
Meu mundo traz o sonho que completa
A vida tão vazia de um poeta
Que agora noutro engodo se desfez.

sábado, 7 de outubro de 2017

A cada novo verso me alucino
Sabendo de tal sorte mais constante
Aonde se pudera doravante
Viver este momento em desatino,
Vencendo os dissabores do destino
Encontro o dia manso e fascinante
E sei do que deveras se garante
Traçando cada sonho de um menino,
Audaciosamente quero a paz
E sei que tanto amor enquanto traz
O olhar em raro brilho, intensamente,
E sei do quanto pude desenhar
Do sol que no arrebol vem devagar
Gerando o que buscara e mesmo alente.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Um sentimento enorme, firme e denso
Gerasse novo passo no infinito
E sei da sorte quando necessito
Do tempo aonde o todo recompenso
E sendo na verdade tão imenso
O sonho desenhado em belo rito,
Tramando neste sonho mais bonito
Num nobre sentimento mais intenso,
Cravando com firmeza esta vontade
Que possa nos trazer a claridade
Depois de tanto tempo em rude espera
A vida se propõe a ser além
Do quanto noutro rumo sempre vem
E nisto novo sonho toca e gera.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Não sabes, mas somente vivo agora
O todo que pudera imaginar
E sei do tanto quanto é bom amar
Ainda que a saudade me devora
Seguindo com firmeza o quanto aflora
Desta alma num momento a se moldar,
Encontro tão somente este lugar
Aonde esta alegria viva ancora
E nada que pudesse ser diverso
Do quanto em emoção igual eu verso
Tentando ter teus lábios junto a mim,
Depois de tanto tempo solitário
O mundo muda o velho itinerário
E traz o quanto quero e busco, enfim.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

O quanto que eu te quero! Amor imenso;
E sei dos meus anseios junto a ti
Vivendo o que deveras mereci
No tanto mergulhando sempre penso
E vejo o que deveras já compenso
No canto desenhado desde aqui
Pousando novamente eu me perdi
E sei desta emoção e me convenço,
Não tento outro caminho, sendo teu
A senda se desenha e mereceu
A flórea maravilha que se faz
Ousando acreditar num sentimento
Que possa me mostrar enquanto tento
O passo com certeza mais audaz.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Exala em fantasia, um doce aroma
E trama com certeza novo dia
E sei do quanto possa e deveria
Enquanto esta emoção já tudo toma,
Não quero ser apenas mera soma,
O amor que agora vês se permitia
Pousar na mais diversa alegoria
E nisto uma tristeza sempre doma,
Realces cada intensa claridade
E beba o que tanto agora agrade
Rompendo qualquer medo ou mesmo tédio,
Vacante sensação que agora sinto
O olhar se desenhando em raro instinto
Fazendo na esperança um belo assédio.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Amor sempre presente, embora trace
Diversa sensação a quem se veja
Na luta mais atroz, rude peleja
Ou mesmo num temido desenlace,
A sorte de tal forma se mostrasse
E o quanto da esperança ora lateja
Numa alma tão sublime quanto andeja
Mostrando a cada instante nova face.
Espero tão somente o que viera
Na senda da sublime primavera
Que agora não se vê, morta e sem brilho,
Apenas desejando ser feliz,
Já nada deste todo a vida diz
E no vazio aquém do sonho eu trilho.

domingo, 1 de outubro de 2017

Olhando para os lados vejo um vulto
E tento acreditar ser tal presença
Do amor que na verdade nos compensa,
E traz como se fosse algum indulto,
E sei que na verdade este tumulto
Presume o que se tenta em sorte imensa
Diversa sensação diz esperança
No tanto deste encanto feito em culto,
Navego por teus mares, sei portanto
Do todo que decerto ora garanto
Vestindo esta diversa dimensão,
Do todo sem temores, sendo nosso
E disto com certeza agora eu posso
Tramar os dias mansos que virão.

sábado, 30 de setembro de 2017

Carrego o tempo inteiro esta bagagem
Que encanto desenhara no passado
E mesmo quando agora já me evado
O marco se desenha em nova aragem
O verso anunciando outra paisagem
E nisto cada passo é meu legado
O vento nos tocando no imenso prado
E sinto o quanto possa em tal visagem,
Verdugo da esperança o desamor
Deixando para trás a fina flor
Do sonho mais voraz, e nada resta
Senão a mesma face aonde um dia
O tanto quanto quis não se veria
Somente uma ilusão adentra a fresta.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Imagem deslumbrante trago agora
De um tempo que pudesse ser bem mais
Que meras fantasias tão banais
Enquanto a solidão já nos devora
O passo sem sentido me apavora
E sigo mesmo enquanto em temporais
A vida se desenha em desiguais
Caminhos onde o nada tanto ancora.
Resumo cada verso em atitude
E sei da solidão que desilude
Ou mesmo da sanguínea sensação
Do término de um sonho, do abandono
E quanto desta sorte agora adono
Marcando os dias mansos que virão.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Embora não te veja junto a mim.
Durante tanto tempo procurara
A sorte que deveras sei tão rara
O mundo em desafeto, o torpe fim,
A lenta caminhada diz que enfim
O todo se aproxima e se prepara
Enquanto esta emoção já se escancara
Trazendo a poesia em meu jardim,
Na flor que irradiasse tanto brilho
O sonho sem impasse que palmilho
E nisto um andarilho traz o tanto
Que possa e sendo a vida mais sutil
O canto com certeza amor ouviu
E nisto novo tempo em paz garanto.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Rondando vai ao léu e não se cansa
Do tanto que pudera em carrossel
Gerando da esperança o rude véu
E mesmo quando a sorte fora mansa
Gestando com firmeza esta fiança
Que a vida nos traduz em sonho e mel
O passo se transforma e seu papel
Apenas tentaria e não alcança
A luta sem sentido e sem promessa
A sorte noutra senda recomeça
E trama a dor que possa dentro em mim
Viver a sensação agora rude
Deixando o quanto veja e desilude
Marcando em tal temor o ledo fim.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Olhar entristecido a dor no peito
O verso sem sentido ou sem caminho
E quando no vazio ora me alinho
O todo se transforma em rude pleito
Jamais pudera crer quando me deito
Nas tramas onde o mundo mais mesquinho
Presume com terror o desalinho
Aonde este cenário foi desfeito,
Restando ao sonhador apenas isto,
O canto pelo qual decerto insisto
Vivendo a solidão e nada mais,
A sorte se derrama noutro rumo
E tanto quanto possa agora assumo
Os erros tantas vezes mais venais.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Espaços percorrendo num segundo,
O velho pensamento não transmite
Tampouco respeitando algum limite
No todo sem sentido eu me aprofundo,
E bebo a solidão, um vagabundo
Apenas noutro tom já se permite
E mesmo quando muito necessite
Procura seu espaço em ledo mundo.
Resumo de um passado inconsequente
A sorte que deveras poderia
Traçar algo maior que a alegoria
Ainda que deveras já se tente
Expressa o quanto resta dentro da alma
E toda esta emoção bem mais me acalma.

domingo, 24 de setembro de 2017

Buscando o céu mais claro em plenitude
Na dimensão suprema de um amor
Aonde se mostrara o redentor
Caminho que deveras não ilude
Sabendo deste tanto quanto pude
Viver em claridade ou no fulgor
Do passo que cerzido em teu calor
Transforma qualquer sonho em atitude.
Vestindo esta expressão que não sonega
A vida tantas vezes rude e cega
Navega entre infinitos mares quando
Vestígios do passado nos tocando
Ou mesmo sem futuro ou sem um cais
Enfrento os mais diversos temporais.

sábado, 23 de setembro de 2017

Percorro em pensamento, chego a ti
E sei do quanto possa acreditando
Num tempo mais suave e mesmo brando
Deixando no passado o que perdi,
O resto se desenha e mesmo aqui
O tanto que pudera desde quando
A vida noutro rumo desabando
Transcende ao quanto quero e não vivi.
Expresso a voz suave de quem ama
E sei da realidade feita em drama
Marcantes ironias ditam medo
E sendo de tal forma o desencanto
Versando sobre o mundo em rude manto
Na luta sempre inútil mal concedo.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Castelo de ilusões ditando o passo
Que tento acreditar e não se faz
Moldando este caminho mais audaz
E nisto se presume qualquer traço
O quanto poderia num compasso
Vencendo o pensamento mais tenaz
E sei da realidade e se desfaz
O quanto sem sentido eu me embaraço.
Resumo cada verso no passado
De quem renunciando em ermo brado
Expressa a solidão que nos afeta
A vida se mostrando em turbulência
Das tantas ilusões leda ciência
Ou mesmo uma vontade, a predileta.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Guaiaca vai vazia, busco estrelas
E sei que na verdade nada vem,
O tempo mais atroz trama o desdém
E as sortes não consigo mais retê-las
O tanto quanto queira e sem vivê-las
As noites são deveras o que têm
Sinais de um novo instante, mas ninguém
Soubesse com firmeza e paz contê-las
A noite se perdendo de tal sorte
Que nada mais pudera num instante
Aonde esta ilusão já se agigante
E nada mais decerto nos conforte
A sorte na verdade não entenda
Tal sonho desenhando em luz a prenda.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Eu sinto o minuano me tocando
E adentro nas coxilhas da esperança
Meu passo neste todo sempre avança
Buscando algum caminho bem mais brando
Tramando o que pudera em contrabando
Vestindo com ternura esta lembrança
A vida se desenha em confiança
E sigo contra todos me afastado.
Na sorte se mostrando esta incerteza
Ainda que se trame sem surpresa
O tempo não recende ao que eu queria
No encanto mais suave em verso manso
O todo que desejo agora alcanço
E deixo para trás esta agonia.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Às vezes ao olhar o teu retrato
Eu vejo a minha face refletida
Tu és toda a razão da amarga vida
E nisto outro vazio em mim constato,
Pudesse ter nas mãos sobejo fato
E sei da luta tanto presumida
Na farsa que presume a despedida
E nisto outro momento mal resgato.
Veiculo cada verso ao que pudera
Gerando falsamente a primavera
E tento acreditar no que não veio
Olhando de soslaio sigo em frente
Ainda que deveras mesmo tente
Vencer o quanto possa em tal anseio.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

No quanto eu te desejo, imensamente
O manto que recobre esta esperança
Aos poucos com certeza nos alcança
E nada nem a vida mais desmente
O tempo se mostrara mais presente
E nisto se desenha a confiança
A voz noutro cenário já se lança
E veste o que se tenta plenamente.
Resisto ao quanto pude e não viera
Tentando na verdade contra a fera
Que apenas se desenha em luta atroz,
Grassando noutro rumo desde quando
O sonho novamente deformando
Calando da alegria a mansa voz.

domingo, 17 de setembro de 2017

Talvez seja difícil conceber
O tanto que se queira noutro rumo,
E quando no vazio ora me esfumo
Percebo o tão difícil do querer.
Ousando acreditar neste poder
Que tento noutro instante e se resumo
Bebendo da esperança todo o sumo,
Tentando na verdade sempre ser
A rima sem temores, nova estima
O tanto quanto venha e nos redima
Dos ermos do passado sem ninguém
O verso se traduz em plena dor
Matando o quanto fora redentor
E agora na verdade nada vem.

sábado, 16 de setembro de 2017

O quanto que eu te quero e nada vês
Senão a mesma face do passado
Aonde o tempo fora derrotado
Na mais diversa e rude insensatez
O tempo quando muito se desfez
Gerando o que pudera noutro brado
E desta sensação enquanto evado
O todo perde a rara lucidez.
Mergulho nos anseios de um caminho
Que fora na verdade onde me alinho
Ousando acreditar em novo tempo,
A vida se traduz enquanto encampo
A luz quando se expressa em raro campo
Matando o quanto houvera em contratempo.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

E a dor deste vazio inda se vendo
Enquanto no passado houvera o brilho
Do sonho que deveras tento e trilho
Deixando para trás um mundo horrendo
E sei do quanto possa e já desvendo
O todo que anuncia e ora palmilho
Vagando sobre o quanto em empecilho
Traduza o meu caminho qual remendo.
Espero pelo menos outro instante
E a vida na certeza se garante
Gestando o quanto quero e mais procuro,
Presumo a soberana fantasia
E nisto o meu amor se moldaria
Deixando para trás o tempo escuro.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Beleza aonde a vida não se traga
Moldando novamente novo passo,
Vivendo tão somente o que ora traço
Gerando esta verdade feita adaga
Viceja esta esperança em cada plaga
E vejo o quanto possa e não desfaço
Meu mundo se prevendo em raro espaço
Enquanto o coração aquém divaga,
Diversa sensação traduz o efeito
Do tanto quanto queira e mesmo aceito
Vestindo a imensidão de cada verso
Resumo no que tanto poderia
A sorte sem saber de rebeldia
E nos teus braços sigo agora imerso.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Tristeza não permite mais que eu veja
Além da solidão a dor que emana
A voz quando se mostra mais insana
E nisto se anuncia a vã peleja,
O tempo na verdade sempre seja
O todo que decerto em voz humana
Gerasse esta palavra soberana
Enquanto esta esperança ora dardeja
Já nada mais tivesse além do quanto
Pudera noutro tanto e já garanto
Vestígios de um anseio que se trame
Deixando para trás o quanto é rude
O mundo que deveras desilude
Ousando no vazio qual ditame.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Tomando toda casa, a sala, o quarto
A luz que irradiaste num momento
Traduz o que em verdade sempre tento
E deixo para trás o que descarto,
O amor que se mostrara como um parto
Trazendo para nós o manso alento
Vivendo o que decerto ora fomento
Transcende ao quanto queira e já comparto.
Negando meus engodos do passado
O verso noutro tom elaborado
Eras diversas mostram desenganos,
Os dias são deveras mais insanos
Na ausência de quem possa tanto amar
Buscando na incerteza este lugar.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

O amor que nos transforma e nos embala
Gerando este momento mais sutil
O tempo na verdade se sentiu
Ousado tendo a sorte qual vassala
Bebendo toda a luz em rara gala
O quanto poderia ser gentil
Transita no caminho onde se ouviu
A voz em harmonia, nova escala.
Tramita no horizonte a bela lua
A deusa que imagino agora nua
Expressa esta emoção e sei tão minha,
A luta sem sentido deixo além
E trago esta esperança que contém
O tanto quanto a paz em nós se aninha.

domingo, 10 de setembro de 2017

Não deixe que se perca num segundo
A vida que sonhamos, toda nossa
E sei do quanto a sorte já se apossa
Do manto que moldara amor profundo
Resumo cada verso onde me inundo
Da imensidão vencendo a velha troça
A sorte tão diversa da que possa
Trazer o coração atroz e imundo,
Resumo em novos tempos, todo o sonho
Que possa e na verdade recomponho
Meu tempo em claridade, mais liberto,
Destarte sem temor ou mesmo tédio
No nosso amor encontro este remédio
E para a minha vida ora desperta.

sábado, 9 de setembro de 2017

Que viva intensamente esta ternura
Da sorte sem temor, rara beleza
A vida se mostrando na incerteza
Diversa da que tanto me tortura
Ainda que pudesse em amargura
Ousar na solidão, não sou tal presa
E sei do quanto possa a correnteza
Tramando novo instante com brandura,
Ocasionando em mim tal alegria
Que o tempo noutro instante me traria
Ousadamente vejo o quanto espero
Do amor que na verdade nos domina
Na senda mais suave e cristalina
Aonde o mundo fora, outrora, austero.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Amor que não permita a derrocada
Dos sonhos mais felizes que eu pudesse
Vivendo com certeza esta benesse
Deixando para trás o mesmo nada,
A luta noutra sorte anunciada
Vereda que em verdades entorpece
Gerando o quanto a vida me oferece
Regendo com ternura a velha estrada.
Depois do que se nega vejo em frente
O tanto quanto pude e mais contente
Jamais imaginasse outro momento,
Embora seja amargo, vez em quando,
O tanto de esperança me tomando
Trazendo o quanto busco e mesmo invento.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Além do corriqueiro, muito espero
Do vento que nos toca e seja manso
O verso quando muito sempre alcanço
O mundo que pudera mesmo fero
Gestando dentro da alma o quanto quero
E vejo nos teus braços o remanso
Que tanto poderia e não canso
De ser além do todo o que venero.
Marcantes ilusões dominam tudo,
E sei que na verdade nada mudo
Ou mesmo a juventude que se fora
Numa alma sem sentido ou sensatez
O tanto noutro engodo se desfez
Buscando uma palavra redentora.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

O quanto eu te desejo e já propus
Vagando pelas noites solitárias
Ainda que se vejam necessárias
Tentando no infinito a calma luz,
Agora se em verdade nos conduz
As horas entre tantas procelárias
As raras ilusões são luminárias
Distantes do cenário que eu compus.
Vivendo por viver e nada além
Do todo que deveras me convém
Anunciando o sonho onde mergulho,
Ocasiões diversas, riso farto
E cada novo enredo que comparto
Trazendo tanto amor quanto me orgulho.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Não temo mais sequer os vendavais,
Nem mesmo o que pudesse maltratar
Quem tanto desejara o farto amar
E nisto a sensação em tais cristais,
E sei da solidão e seus punhais
A morte muitas vezes a rondar
O todo que pudera desenhar
Cerzindo esta esperança e muito mais,
Vestígios de outra sorte, lentamente
A vida noutro fato se apresente
Rondando cada instante mais sutil,
Meu verso se anuncia desta forma
E bebo a solidão que nos deforma
Matando o que esperança não previu.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Sabendo ser possível nosso sonho
De amor que se desenha num anseio
Eu sinto quando o todo quando veio
Traduz a imensidão que te proponho,
A face deste encanto tão risonho,
O mundo aonde em paz a luz rodeio
Qual fossa uma falena em devaneio,
Meu verso ao teu dispor, amada eu ponho.
E beijo lentamente o teu retrato
Assim de certa forma eu te resgato
E vibro na emoção de ser só teu,
Embora tão distante dos teus braços
Os vértices são ermos tão escassos,
Em sonhos atingira este apogeu.

domingo, 3 de setembro de 2017

Aguarda a flor mais bela e perfumada
Ousando acreditar no que viria
Tramando desde já tal fantasia
E nisto vejo a sorte desenhada
Após cada momento, ou mesmo nada
A lenta procissão do dia a dia
No amor que traz apenas a harmonia
A sorte tantas vezes desejada.
Repare cada encanto e se perceba
O tanto quanto a vida nos conceba
Trazendo a plenitude pertinaz
Vasculho cada canto e te procuro
Sabendo do caminho atroz e escuro
Que tento ora deixar já para trás.

sábado, 2 de setembro de 2017

02/09

Que tanto se dedica e desta forma
O todo se aproxima da verdade
Ousando acreditar enquanto brade
A vida quando tanto nos informa
Do mundo que deveras já transforma
E traça a verdadeira liberdade
Deixando para trás a ansiedade
Promete tão somente esta reforma,
E vejo novamente o quanto possa
Tramar esta esperança toda nossa
E vivo doravante cada instante
Que a sorte desenhasse em tom sublime
O tanto quanto busco não suprime
O amor que se mostrara e se garante.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Bordados co’os etéreos fios doirados
Do arrebol das tardes langorosas,
Daquelas que desmaiam preguiçosas,
Em meio a tantos raios purpurados..

Co’os fios de sonho, sempre assim bordados,
E co’o perfume, que provém das rosas,
Vamos tecendo estes versos, glosas,
Estes sonetos, sempre entrelaçados.

Cantar outonos, lindas primaveras,
O céu d’agosto, gris e mui discreto
A vida e a morte, sua travessia.

E versejar os sonhos, mil quimeras,
Entretecer os fios com muito afeto,
Urdir, tecer a rede de poesia.

Edir Pina de Barros


Ousar ter o poder de criação
Usando da palavra qual buril,
Gerar o que deveras não se viu
Ou ter no olhar diversa dimensão.

Viceja noutro ritmo esta explosão
Que possa ser fatal, rude ou gentil,
Porquanto destas teias emergiu
O que tantos; por certo, não verão.

E donos do que somos ou criamos
Podemos – capatazes, servos, amos...
Viver a eternidade em um segundo,

Alucinadamente entorpecidos
Tentando na ilusão, novos tecidos,
Pousando nossa nave em novo mundo.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Valorizando assim o jardineiro
A sorte trama eterna primavera
E vaga novamente enquanto espera
Um passo aonde amor é verdadeiro,
Não tento acreditar noutro luzeiro
E sei do quanto a vida é mais sincera
Gerando o que deveras regenera
O sonho quando venho aventureiro,
Expresso neste encanto o raro amor
Querendo acompanhar seja onde for
A luz que se irradia em teu olhar
Depois de tantos erros no caminho,
Agora não irei jamais sozinho,
Meu mundo noutro instante a se moldar.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Já não cabe esta esperança
Onde o todo não revolve
A palavra se dissolve
No caminho onde se lança,
Demonstrando a confiança
Nada após ora resolve
Cada braço que me envolve
Traz a luta em temperança
Navegando em mar imenso
Quando em ti, amada eu penso
Nada mais se mostraria
E tampouco se desenha
O caminho aonde tenha
Rara e nobre pedraria.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Reparando muito bem
O que nada pude outrora
Na verdade quando vem
Tal vontade me devora,
A palavra que apavora
Enganando o tanto bem
No meu barco desancora
O que tento e sei que tem,
Nada posso quando vejo
O momento em tal desejo
Sem desvios, simplesmente.
No caminho aonde pude
Mesmo sendo bem mais rude,
Traduzir o quanto mente.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Resultado do cenário
Onde a sorte se fez tanta
A palavra me agiganta
Num momento temerário,
E sabendo solitário
O meu mundo mal se espanta
E traduz em cada planta
O meu velho itinerário.
Nada tenho do que um dia
Imagino fosse meu,
O caminho em poesia
Mergulhara em perigeu
E o que fora estrela guia
Noutro rumo se perdeu.

domingo, 27 de agosto de 2017

Encontrando após a queda
O momento mais audaz
O que tanto ora me seda
Na verdade tanto faz,
O mergulho já se enreda
No vazio em que se traz
A palavra que ora veda
O que fora mais tenaz.
Restaurando o refrigério
Onde a vida sem critério
Não traria qualquer sorte,
Sem ter quem me anunciasse
A verdade num impasse
O caminho, sem suporte.

sábado, 26 de agosto de 2017

Plantando a fantasia no meu peito
Aguardo cada instante em plenitude
E sei do quanto possa e já não mude
O tanto que deveras sempre aceito,
Não quero este temor e, satisfeito
Resumo o que tentara em atitude
Vagando aonde o passo não ilude
O verso se anuncia mais perfeito.
Prevejo após a imensa tempestade
Esta bonança feita em rara paz
O amor que com certeza o sonho traz
Aos poucos novamente nos invade
E gera o que fez em tom sublime
E todo o desengano se redime.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Estando do teu lado; eu cevaria
O brilho da esperança a cada olhar
E nesta maravilha ao te encontrar
Teria dentro da alma a fantasia
Que gera novo sonho dia a dia
E possa num instante mergulhar
Traçando o quanto possa imaginar
No rito feito em paz e em harmonia.
O verso se procura e sabe bem
Do quanto tanto amor ora contém
Quem vive sem saber do descaminho,
E nesta sorte vejo o quanto possa
A sensação que fora apenas nossa
E um novo delirar logo adivinho.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

De toda esta esperança que inda guardo
Gerada pelo sonho feito amor,
Pudesse ser ao menos refletor,
Porém a vida traz o velho fardo
E sei neste caminho cada cardo
O tempo se moldando sem pudor
E a vida se transgride em destemor
Somente o ledo fim agora aguardo.
Resumo do que tanto procurei
A sorte consumindo o que sonhei
Vagando pela noite sem paragem,
O quanto se anuncia a cada fato
Do encanto que deveras eu constato
O amor seria enfim, a nova aragem.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

O peito em que se deu a solidão
Jamais imaginara ter tal sorte
E o quanto da esperança me conforte
Traduz a mais dorida sensação.
Os dias entre tantos poderão
Tramar além de tudo o mesmo corte
E nisto se negando algum aporte
Procuro no meu sonho este verão,
Versão de uma verdade mais feliz
E tantas vezes tento o quanto quis
Num ato mais audaz e mesmo rude,
Vencido pela insânia de um passado
Aonde se percebe qual legado
O passo que decerto ora me ilude.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Um canto mais sublime que acalente
Quem tanto se fizera mais audaz
A luta noutro ponto segue e traz
Bem mais do que deveras tanto tente,
Vestígios do passado agora ausente
E a sorte desejada e contumaz
Negando o dia a dia mais tenaz
Apenas outro rumo já pressente.
Não tendo qualquer medo nem talvez
A sorte que demonstra em malvadez
Apenas dissabor e nada além
O passo se redime noutro rumo
E quando mais deveras eu me aprumo
A senda mais diversa me contém.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Permite muito além do mais sutil
Momento sem sentido e sem razão
A luta se moldando em solidão
Somente outro tormento já previu.
Resumo cada verso mais gentil
No tempo mergulhado em emoção
E desta maviosa gestação
Um novo amanhecer bem mais gentil
O cálice partido, o fim do jogo
E sei da sensação do pleno fogo
Rondando minha casa num momento
Cerzindo com ternura a fantasia
Traçando todo o bem que poderia
Trazer o quanto quero e em ti fomento.

domingo, 20 de agosto de 2017

Um novo sonho muda este cenário
E trama com ternura o quanto quero
Ousando noutro instante mais sincero
Mudando todo o velho itinerário
O amor que fosse assim incendiário
Gerando o quanto tenho e o quanto espero
Trazendo tão somente o que venero
E nisto se moldara necessário.
Regendo cada passo aonde pude
Vencer o quanto tento em atitude
Marcando com ternura o dia a dia
Gestando esta esperança que se faz
Num átimo um mergulho mais audaz
Traçando o quanto a vida mais queria.

sábado, 19 de agosto de 2017

Que aos poucos vira praga no canteiro
Ciúmes tão daninhos e mesquinhos
Aonde quis a rosa tais espinhos
Traduzem o temor mais corriqueiro
Do amor que se perdendo sem luzeiro
Vagando sem certeza em vagos ninhos
Jamais imaginando tão sozinhos
Os dias que me entrego por inteiro,
Não quero esta loucura nos tocando
Nem mesmo noutro tom o que era brando
Retendo a fantasia em dura voz
Seara mais suave da emoção,
O amor moldando em paz diz sensação
Do todo que se mostre mesmo após.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

18/08/17


O quanto ela se mostra qual raiz
De um tempo aonde tudo se inovasse
Marcando com ternura a mesma face
Que na verdade enfim nada desdiz,
O canto mais audaz, mesmo infeliz
Num sonho sem igual não sonegasse
O templo anunciado se mostrasse
Ousando acreditar no que mais quis,
Espero tão somente a minha luz
E sei do quanto pude e me conduz
O tanto quando gera a luz em paz
Vencido pelo tédio de um passado
Trazendo uma esperança por legado,
Porém o quanto eu sonho se desfaz.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Olhando com firmeza a direção,
Encontro os meus anseios e permito
O tempo que se mostre mais bonito
E nisto se resume a sensação
Dos dias que deveras poderão
Trazer bem mais que apenas velho rito,
O amor jamais se fez qual fosse mito
Cultiva da esperança cada grão,
E sei quando se vendo na colheita
O que esta alegoria não rejeita
E explode num anseio sem igual,
O tempo rude em vida solitária
Na dor que se mostrou celibatária,
No amor se torna leve e sensual.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Seguindo par a par a mesma estrada
Que possa transformar o dia a dia
Ainda quando a sorte não mais via
Gerando a solidão, etéreo nada,
Vencido pela dor, sem alvorada
Tampouco restaria uma alegria
A quem se mergulhando em fantasia
Transforma esta emoção e não se evada,
Assim garanto além do que esperava
A vida traduzindo fogo e lava
Explode num anseio mais sutil,
Pousando mansamente em teu encanto
O amor que na verdade hoje garanto
Transcende ao quanto o sonho outrora viu.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Não quero mais caminhos tão diversos
Do que me levaria a cada passo
Tramando nos teus sonhos todo laço
Trazendo para nós imensos versos
Os dias muitas vezes controversos
E o tempo se mostrara mais escasso,
No quanto mais te quero ora te enlaço
Deixando para trás rumos perversos.
E quando se apresenta esta versão
Do tempo em mais diversa dimensão
Eu quero simplesmente ter em ti
O amor que tantas vezes imagino
E mesmo se mostrando um desatino,
Transcende ao que em verdade mereci.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Além deste desejo tão constante
A vida não traria mais a dor
Cerzindo este cenário em esplendor
O novo caminhar já se garante,
E bebo desta fonte estimulante
Ousando acreditar que o raro amor
Trazendo para nós tanto louvor
Espelha esta vontade fascinante.
Vestindo todo o azul de um raro céu
Tramando na esperança um rico véu
E sendo de tal forma mais feliz,
Regendo cada passo, com certeza
A vida não traduz qualquer vileza
E faço desta sorte o quanto eu quis.

domingo, 13 de agosto de 2017

Não canso de querer e sempre espero
A sorte que prometes com sorrisos
Sabendo dos momentos mais precisos
Tramando este caminho mais sincero,
Apenas o que tento e mesmo quero
Reduz do meu viver tais prejuízos
Meus versos são deveras mais concisos
E nisto mato o tempo rude e austero,
Encontro solução em cada passo
Vivendo com certeza amor que traço
Num átimo mergulho sem temores,
Seguindo esta vontade que não cessa
Do amor que é muito além de uma promessa
Viceja a bela estrada aonde fores.

sábado, 12 de agosto de 2017

Vivendo amor intenso, na verdade
O tanto que se possa ou muito mais
Ainda quando venham temporais
Ou mesmo se renega a claridade,
Amor que mansamente agora invade
Fazendo do meu peito o porto, o cais
E nisto eu sei que nunca mais te esvais
Trazendo na prisão, a liberdade.
Vestígios de momentos que passei
E outrora imaginara turva lei,
Não restam na lembrança deste amor,
Vieste como fosses a esperança
Que agora com ternura já me alcança,
Dos sonho, o mais claro, o redentor.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

O sumo deste encanto eu quero inteiro,
E nada impediria cada verso
Aonde se traduza este universo
E nele farto amor, meu companheiro,
E quando nos teus braços mais ligeiro
Encontro o paraíso antes disperso
E nesta sensação não desconverso
Seguindo da esperança este luzeiro.
Pudesse ser assim cada momento
E quantas vezes vejo, e mesmo invento
A mágica presença do eternal
Cenário que moldasse toda a sorte,
E nisto tantos sonhos já comporte
A vida maviosa e sem igual.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Permite finalmente um novo sonho
A luta que não pára e nem me cansa,
Vencido pelo bem que agora alcança
Um novo paraíso em paz proponho,
E sei deste universo quando ponho
O olhar além de toda esta esperança
Vagando sem saber em sorte mansa
O mundo que eu julguei ser enfadonho,
Risonhas maravilhas, doce enredo,
E sei do quanto possa e te concedo
O claro sentimento e já mergulho
Sem ter sequer defesas, tão somente
Aonde o novo tempo se apresente
Deixando para traz o ledo orgulho.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

9/8

O bem que eu te desejo, decidido
A cada sensação que ora nos toca
A vida do teu lado já provoca
A intensa maravilha da libido,
E sinto o que deveras não divido,
A sorte se presume quando evoca
Tua presença altiva em cada roca
Traçando da emoção este sentido.
O verso se aproxima dos teus lábios
O sentimento traz os astrolábios
E a rota preferida, cais divino,
Viceja dentro da alma esta alegria
E toda esta vontade me traria
O quanto nos teus braços me ilumino.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Em meio a tempestades, o sentido
Trazendo esta verdade que bem pude
Ousar sabendo alheia a juventude
E o tempo noutro rumo já perdido,
O grito tantas vezes reprimido
A minha noite molda em atitude
Ainda que esperança nada mude
O engano fartamente dilapido.
Gerando esta versão que nos devora
A luta sem sentido e sem ter hora
Restasse no meu peito solitário,
Depositando a sorte no vazio
O tanto que tentara ora recrio
Num rito quase mesmo imaginário.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Também já nos permite novo passo
Aonde se presume algum momento
Que mesmo sem sentido algum eu tento
Enquanto novo tempo mesmo traço
O verso traz o sonho mesmo escasso
E sei do desespero em desalento
Bebendo tão somente o sofrimento
O prazo se denota sendo escasso,
Vestígios de outros erros, tão somente
Ainda quando muito sempre tente
O rumo que me traga a segurança
Meu verso sem razão e sem promessa
Aos poucos noutro instante recomeça
E ao tanto que pudera ora me lança.

domingo, 6 de agosto de 2017

8
O quanto nos devora esta verdade
Gerando esta inclemência feita em luta
Aonde o dia a dia não reluta
E toda esta certeza nos degrade,
Vencida por tamanha ansiedade
A sorte noutro tom quando permuta
Expressa esta incerteza mais astuta
Não deixa que se creia em lealdade,
Presumo meus enganos e desejo
A amarga sensação, porquanto vejo
O fim desta esperança noutro engodo
Apenas anuncio esta partida
E sei do quanto possa nossa vida
Num átimo meu mundo fosse o todo.

sábado, 5 de agosto de 2017

Ao mais belo e sublime amanhecer,
A vida me levara em tom sutil
E sei do quanto possa e nada ouviu
O sonho neste encanto ao bel prazer,
Assim anunciando cada ser
Aonde se fizera mais gentil
Apenas vejo além este covil
E nele todo passo a se esquecer.
Vasculho o meu passado e nada vejo
O risco se moldara mais sobejo
E marca a minha vida sem deixar
Somente este caminho que ora enfrento
E bebo em tempestade o forte vento
Sem ter onde pudesse descansar.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Não temas nosso passo em direção
Ao tanto que pudera ter em mente
Na vida o que se molda de repente
Traduz os dias duros que virão,
A sorte se anuncia e desde então
Matando o quanto trago e tão somente
O medo se transcende ao que, demente
Encontre nesta sórdida ilusão.
Apenas pude ser o quanto houvera
Distante da sublime primavera
Morrendo a cada ausência de quem amo
Quebrando levemente cada ramo
Na poda da esperança esta quimera
Transcende ao quanto possa e já reclamo.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

03/08

Navego entre diversas emoções
Gerando as mais complexas e vazias
Versões por onde tanto poderias
Trazer o que deveras tu me expões.
Resumo o quanto trace em ilusões
Marcando as tardes rudes e sombrias
Navego contra fúrias e alegrias,
Matando as mais diversas sensações.
No ocaso desta vida, aventureira
O tanto noutro tom jamais se esgueira
E deixa o quanto queira para trás.
O rumo noutro tom me traz o fim
E o canto que inda mato dentro em mim
Jamais me deixaria ser audaz.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O verso se entranhando no meu sangue
Marcando com ternura ou com terror
O quanto poderia em tal louvor
Gerando esta emoção em pleno mangue,
A senda que deveras não pudera
Apascentar em mim a longa luta
Que tanto quanto possa não reluta
E gesta dentro da alma a vã pantera.
E quando neste instante quis augusto
Momento se regendo entre os arranjos
Pudesse apodrecer velhuscos anjos
Ou mesmo soerguer torpes arbustos.
O verso se invadindo ora me guia
Traçando esta invulgar taxidermia.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

01/08


Imersa nessa lúdica querência,
Bebendo nessas fontes da poesia,
entregue à nossa doce boemia,
co’a alma mergulhada na inocência.

E tendo vossos versos como guia,
Sorvendo, das palavras, pura essência,
Tão prenhes de ternura e de plangência,
E sempre carregadas d’estesia.

Pudera acalantar vossos enfados
Com estes pobres versos que componho,
Nem sempre bem expressos, bem traçados...

Por vezes bem mais tolos que suponho,
E tendo aqui e ali os pés quebrados,
Mas feitos co’a matéria do meu sonho.

Edir Pina de Barros

Apresentando o sonho que nos guia
Vagando pelo espaço sideral
Etérea fantasia sem igual
Regendo o que pudera em utopia.

A senda se constrói com maestria
Dos vórtices deveras nem sinal
Determinando o passo magistral
Reinando sobre nós mãe poesia.

Cadenciando a vida enquanto veste-se
De lúdica beleza sendo o vértice
O encanto deste reino aonde há tanto.

Meu passo lado a lado se verteu
E nisto se procura em apogeu
Este auge que contigo alcanço e canto.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

31/07




No amor que agora eu sei, não tem mais fim,
O vento transtornando o dia a dia
A vida traduzida em fantasia
A luta se anuncia dentro em mim,
Cansado de sonhar porquanto eu vim
Trazendo dentro da alma a melodia
Que possa desenhar em sincronia
Reflorestando em paz; porquanto eu vim,
Vestígios de outras eras se perderam
E mesmo os descaminhos que teceram
Naufrágio deste sonho, já não vejo,
E tento traduzir felicidade
Aonde o meu cenário sempre invade
As sendas maviosas do desejo.

domingo, 30 de julho de 2017

30/07

Recordações que vão e sempre trazes
No quanto se deseja bem ou mal
A sorte se anuncia sem igual
E nisto meus anseios são vorazes
A senda desenhando em várias fases
O quanto poderia ser banal
E o manto se desfia e noutro grau
O todo que tentasse agora fazes.
Não quero esta vertente sem destino
E mesmo quando além eu mal domino
O verso que tramasse outra ventura
A noite se anuncia solitária
E mesmo uma esperança necessária
Aos poucos noutro vago me tortura.

sábado, 29 de julho de 2017

29/07

Eu tenho estes momentos dentro em mim,
E sei do quanto a sorte nos engana
A vida que pudera mais insana
Matando pouco a pouco este jardim,
O risco de sonhar trazendo enfim
A fonte mesmo atroz, mas soberana
O meu caminho vaga ou já dana
Tramando o quanto pude sendo assim,
Já não mais poderia ter em mente
O quanto se anuncia ou se pressente
Vestindo a hipocrisia noutro instante
A luta se transforma e sempre trago
O mundo sem sentido e mesmo vago
E nada do que eu possa me garante.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

28/07


O barco da ilusão cede à procela
E naufragando dita este vazio
De um tempo mais atroz, ledo e sombrio
Que a solidão deveras me revela
Futuro noutro passo se revela
E gera tão somente o desafio
Enquanto a solidão, imensa cela
Traduz o quanto tente e não desfio,
Meu verso se perdendo sem sentido
O quanto mais anseio eu já duvido
E nada mais terei senão o fato
Da imensa turbulência sem bonança
E a vida noutro caos agora avança
E apenas a mortalha ora constato.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

27/07



Agora que percebo ser possível
O verso com firmeza e mansidão
O tanto que vivera em explosão
Gerando nova fonte mais plausível,
O mundo mesmo sendo tão incrível
Dos sonhos não seria a tradução
E encontro a cada instante a negação
Marcando este cenário imprevisível.
O canto se repleta do passado
E vendo quando após a queda evado
Traçando o meu momento sem futuro,
Vivendo em galhardia o quanto pude
Sabendo da expressão agora rude
E nela todo o sonho eu configuro.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

26/07



Sequer raiar aurora no horizonte
Aonde em tom grisalho surge o dia,
A vida noutro tom já poderia
Traçar o que decerto em mim se aponte,
Ousando acreditar na viva fonte
E ter a cada passo esta ousadia
Enquanto a sorte dita a mais sombria
Verdade novamente desaponte,
O tempo se anuncia em tom sombrio
E sei do quanto possa e desafio
Gerando esta inconstância a cada passo,
Atento ao que teimasse no futuro
Apenas novo sonho configuro
E o todo que viria já desfaço.

terça-feira, 25 de julho de 2017

25/07

Não suporto esperar, eis a verdade,
E sigo contra a fúria das marés
Sabendo do que fomos e quem és
Meu mundo pouco a pouco se degrade,
E vejo mais distante a claridade
O olhar se desenhando de viés
A sorte desregrando traz galés
O amor seria além, necessidade.
Vivemos no abandono de outras eras
E sei do quanto quero e não esperas
Vagando em noite escura, solidão.
Porém se tu vieres; tudo muda
A vida se apresenta em rara ajuda
Marcando novamente este verão.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

24/07

Permitem cada raio deslumbrante
E nisto toda a sorte se desenha
Aonde com certeza a vida tenha
O quanto se aparenta a cada instante,
O tempo noutro fato se garante
E tanto nesta face; a sorte venha
Mantendo sempre acesa a brasa, a lenha
Que trace a intensa frágua fascinante,
Amar e ter no olhar além de tudo
O quanto poderia e não me iludo
Vertendo dentro da alma este infinito
Nesta alameda vivo em esperança
E tanto quanto tento não me cansa
E tenho mesmo mais que eu necessito.

domingo, 23 de julho de 2017

23/07

Desejo te buscar a cada instante
E nada impediria cada passo
Que tanto em esperança agora traço
E bebo noutro tempo fascinante,
O quanto poderia doravante
Deixando sem sentido o meu cansaço
Amor tomando em mim todo este espaço
O sonho mais audaz sempre garante.
Não quero nem pudera ser assim,
O tempo se anuncia e vejo o fim
E sinto tão somente a tua ausência,
Amar e ser feliz? Coincidência...
O todo se resume e vejo em mim
Apenas um cenário: impertinência...

sábado, 22 de julho de 2017

22/07

Sereia que se fez em claridade
Vagando nos meus dias mais diversos
Ousando ver em ti meus tolos versos
No quanto tanto amor agora invade,
E bebo sem certeza a liberdade
Deixando para trás dias perversos
E neste emaranhado vejo imersos
Os cantos onde a sorte não degrade,
Apenas sou decerto um sonhador,
Mas sei do quanto possa o imenso amor,
E nisto nada mais irá conter
O passo que adianto sem sequer
Tentar acreditar no que puder
E ver nos olhos teus, o meu prazer.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

21/07


Tanto amor adentrando meu sonho
E o verso que deveras não traria
Sequer o quanto deva em fantasia
Traduz o meu caminho mais tristonho,
Resumo de outras eras; recomponho
Meu passo noutro instante e não se via
A sombra mais audaz de uma alegria
Nem mesmo este momento ora risonho.
Cadenciando o passo sigo além
Do quanto poderia e sei que vem
Marcando com temor o quanto espero,
E vivo a sensação mais infeliz
Distante da que tanto outrora quis
Num tempo mais dorido e tão austero.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

20/07



Delírios tão gostosos; juventude
E tanto se perdera no caminho
Agora me percebo mais sozinho
E tudo o quanto quero ora me ilude,
Vagando contra a fúria nunca pude
Trazer esta expressão e nela alinho
Meu sonho tantas vezes mais mesquinho
E sei do quanto possa em plenitude.
Restando quase nada do que fora
Uma alma tantas vezes sonhadora
Ausente da esperança que não veio,
O passo se afastando deixa após
Apenas da esperança a morta voz
Tramando este sentido vago, alheio.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

19/07

Os ventos assanhando os teus cabelos,
Os sonhos emolduram o que eu quis,
E sei do quanto possa ser feliz
Em dias tão sutis, mal posso vê-los.
Aonde se desenham com tais zelos
O mundo geraria a cicatriz
Deixando para trás o céu tão gris
E as nuvens neste céu tecem novelos.
A bruma anunciando a tempestade
A vida noutro tom já se degrade,
Mas lembro-me do todo que trouxeste
E vibro em consonância, cada instante
E sei do quanto possa e se garante
Mudando esta expressão rude, celeste.

terça-feira, 18 de julho de 2017

18/07

O quanto sou de ti mero reflexo
Ou mesmo um complemento sem valor,
O tanto que se molda em tanto amor
Deixando o caminheiro mais perplexo,
O mundo se mostrara tão complexo
O rústico cenário encantador
Tentando em primavera a rara flor
E nisto sou somente teu anexo.
O beijo tão suave em tal procura
A luta se desenha na loucura
Que trago no vazio da esperança.
Meu canto se perdendo sem sentido
O quanto eu poderia dilapido,
E a voz noutro caminho em vão se lança.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

17/07

O verso mais audaz já quando aflora
Do peito, rompe tudo e nada resta
Somente a mesma imagem mais funesta
Do tanto quanto quero e vai embora,
O vento nos tocando ora decora
Adentra pela casa em cada fresta
E gera a sensação que enfim se empresta
Ao quanto em emoção nos revigora,
Não tento disfarçar com mil palavras
O sonho mais real que agora lavras
Ousando na ventura de saber,
Que em ti resumos trazem a verdade,
E sei do quanto possa em realidade
O mundo neste raro amanhecer.

domingo, 16 de julho de 2017

16/07

Tomando toda a praia, um raro sol
Invade cada ponto e traz a vida
Que tanto desejara e sei cumprida
A sorte de viver este arrebol,
No tempo se moldando um girassol
A lenta previsão do quanto acida
A rústica vontade não divida
O todo que pudera ser farol,
Não quero simplesmente ver em ti
O amor que tantas vezes percebi
Distante dos meus olhos, como fosse
Apenas leda história que agridoce
Mostrasse novamente a divagar
A imensidão da bela luz solar.

sábado, 15 de julho de 2017

15/07
Imploro o teu carinho e me renegas
As tramas do passado dizem tanto
Do medo que deveras sem espanto
Apenas tramam rotas sempre cegas,
E sei do quanto pude em tais entregas
O mundo quando busco e já me espanto
Restando muito pouco do meu canto
E nisto a imprecisão sempre navegas.
Resumos de outras eras mais felizes
O quanto resta dita o que desdizes
Deslizes são comuns e nada eu vejo,
Somente o desafio a contragosto
E nesta sensação ao ver-me exposto
Felicidade; alcanço? Noutro ensejo...

sexta-feira, 14 de julho de 2017

14/07
Agora que percebo e sei do fato
Aonde meu caminho se perdendo
Transcende ao quanto busco em mero adendo
E nada além do vago ora constato,
A morte revelando e já retrato
O todo que encontrara em tom horrendo,
A senda noutro instante percorrendo
Meus sonhos de menino; em vão resgato.
Apodrecido pela própria luta
Carcaça que se molda e não reluta
Vestígios de uma etapa tão dispersa.
Traçando no vazio alguma luz,
O quanto restaria me conduz
Ao nada quando a vida se dispersa.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

13/07

Desejo soberano e sem limites
Que possa me trazer felicidade
No fundo o que deveras nos degrade
Traduz bem mais e mesmo necessites
A vida se transcende em tais palpites
E busco ter em paz, tranquilidade,
O sonho transformando em realidade,
Porém somente em dor tudo que emites.
Ousando acreditar em nova chance
O velho coração ao fim se lance
Gerando expectativas tão venais,
Vestindo a poesia bem pudesse
Trazer minha alma em pura e bela prece,
Mas a vida responde: Nunca mais!

quarta-feira, 12 de julho de 2017

12/07

O fruto que eu julgara inacessível,
Ausente de meus olhos, noutro instante
Somente este cenário se adiante
E deixe para trás o sonho incrível,
Vivendo o quanto resta e for possível
Dos sonhos feito um louco navegante
A senda tão distante doravante
Expressa o quanto tento; inverossímil.
Rasgando cada farsa que vivesse
O tanto que se busca se esquecesse
Talvez eu conseguisse pelo menos
Saber momentos calmos e suaves,
Mas vejo o quanto agora tanto agraves
Matando os meus anseios mais serenos.

terça-feira, 11 de julho de 2017

11/07




De ter em minha boca o sentimento
Que trama esta vontade que ora vem
Marcando com ternura o raro bem
Do qual e pelo qual tudo fomento,
Espero novamente o pensamento
Rondando sem saber qualquer desdém
O prazo que decerto nos convém
Espalha tanta luz e bebo o vento,
Encontro-te e percebo muito mais
Enquanto noutro rumo tu te esvais
Eu rondo cada passo e volto a ti,
Depois desta incerteza mais cruel
Eu vivo neste imenso carrossel
Sabendo desde já o que perdi.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

10/07

Por tantas vezes tive a rara glória
De ter bem junto a mim esta certeza
Da vida que se mostra sem surpresa
Pousando muito além desta memória,
Aonde se deseja a mesma história
Nem mesmo a solidão seguira ilesa
E sei das cartas soltas sobre a mesa
E desta noite rude e merencória
Invisto cada sonho no que eu possa
Trazer além do todo além da troça
Esta verdade feita em teu carinho,
Depois de tanto tempo solitário
O canto se mostrara necessário
E neste delirar hoje me aninho.

domingo, 9 de julho de 2017

09/07

Mostrando quanto é bom poder querer
E ter uma lembrança deste amor
Que nada mais traduza aonde eu for
A senda desenhada em tal prazer,
Ousando na verdade amanhecer
Regendo cada instante com calor
Vivendo todo o sonho em tal fulgor
Podendo novo tanto merecer
Reparo meus enganos, mas persisto
E sei que imaginando o todo nisto
A luta não traçara outro desdém
Meu rumo se aproxima do que eu quero
E o todo se desenha mais sincero
Tramando toda a sorte que inda vem.

sábado, 8 de julho de 2017

08/07



Levando ao patamar em amplitude
Maior do que pensara no passado
O verso se anuncia desenhado
No tanto quanto possa ou mesmo ilude
O manto renegando a juventude
O velho caminheiro desolado
E quando dos teus braços eu me evado
Presumo novo tempo em atitude.
Vestígios deste atroz cenário aonde
A sorte na verdade não responde
Sequer aos meus apelos mais constantes
Sem ter senão a ausência eu sigo em frente
E nada do que possa se apresente
Enquanto novo rumo não garantes.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

07/07



Felicidade plena se alimenta
Do sonho mais gentil que inda pudesse
Tentando acreditar numa benesse
Após ter enfrentado esta tormenta,
A luta que sentira violenta
O mundo noutro tempo já se tece
E vivo esta alegria que enobrece
O coração de quem amores tenta.
Vagando noite inteira atrás da lua
A deusa que imagino bela e nua
Dormindo tão distante dos meus braços
Os sentimentos vestem a alma e busca
Embora a solidão se veja brusca
Dos grandes desejares vejo traços.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

06/07

Que é feita com loucura e fantasia
A sonhadora e vaga mocidade,
E sei do quanto o tempo já degrade
O pouco que deveras restaria
Do todo quando traz uma utopia
Vestida desta imensa claridade
No mundo se anuncia a tempestade,
Porém meu coração em calmaria,
No outono residindo sem pensar
Que um dia possa mesmo mergulhar
No todo que presume novo espaço,
Apenas o vazio deste sonho
Transforma cada passo que proponho
Num ato tão sutil e nada faço.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

05/07


Eu te convido agora para a dança
E sei quanto é possível novo passo
Vagando junto a ti o mundo eu traço
Regendo pelas mãos esta esperança
E o verso mais suave nos alcança
Marcando com ternura este compasso
O tempo que pudera ser escasso
Regendo tão somente esta aliança
E bebo desta sorte em tom suave
Bem antes que este mundo agora entrave
O passo que quisera mesmo após
O rústico momento em tempestade
Ainda quando a sorte volte e brade
No todo que se veja a nossa voz.

terça-feira, 4 de julho de 2017

04/07


Tocados pelo fogo em turbilhões
Expresso com ternura o que viria
E bebo tanta sorte em sintonia
Com tudo que por cento agora expões
E sendo desta forma as explosões
De um tempo noutro tanto em harmonia
Vencendo desde já tal heresia
Guardada nos recantos, nos porões
E sinto com vagar o tempo escuso
E sei do quanto possa e mesmo abuso
Além do velho abismo que me deste
O solo se desenha em plenitude
Ainda quando a sorte tanto ilude
Enquanto se desnuda um tempo agreste.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

03/07

O tempo de uma sorte imaginada
Decerto não traria o quanto eu quis
Deixando o meu passado por um triz
E a vida noutra face desenhada,
A sorte dilapida e deixa o nada
Tentando com certeza ser feliz
E tendo em minhas mãos esta aprendiz
Há tanto noutro encanto destroçada.
Um vergalhão que adentre minha pele
O sonho quando esperança em vão compele
Gestando novamente este abandono
No tanto que se fez em rebeldia
A luta noutro tom se mostraria
Enquanto do passado em vão me adono.

domingo, 2 de julho de 2017

02/07

Apresentando como fosse a vida
O tempo que se fez tanto intratável
O preço a se pagar possa notável
Trazer a minha sorte em vã ferida,
E quando na verdade se divida
O tanto neste termo que intragável
Gerasse novo sonho imaginável
Nas sombras de uma longa e vaga ermida.
O fato representa o velho ocaso
E quando no final somente atraso
O prazo sem destino e sem guardar
As tramas de universos tão distantes
E sei que no final tu me adiantes
O que decerto possa imaginar.

sábado, 1 de julho de 2017

01/07

Jamais se poderia ter nas mãos
Além do deveras tento ou trago
E sei do que em verdade dita afago
Ou dias entre tantos ermos, vãos.
Os olhos procurando tantos nãos
E neles o que possa em rude estrago
Versando quando o tempo em que divago
Talvez tramasse rudes, ledos chãos.
As tramas que decerto ainda trazes
E os sonhos com certeza são fugazes
E nada expressariam quando os quero,
Versando sobre o fim de cada passo,
Apenas a verdade que ora traço
Transmite este cenário mais sincero.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

30/06

Apresente no final
A verdade que não veio
O cenário desigual
Onde trago o meu receio
Onde passa ser fatal
O medonho tom que alheio
Ao conjunto bem e mal,
Presumisse algum recreio.
Ondas, mares e mergulhos
Entre tantos pedregulhos
Ou nos ermos que legaste
A verdade que vasculho
Traz minha alma em tal entulho
Condenando-me ao desgaste.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

29/06

Nada mais do quanto reste
Do cenário que desaba
A palavra mais agreste
Noutro tom já não se gaba
Da verdade que me infeste
Ou abrindo esta nova aba
Gere o todo que deteste
E no fim tudo me acaba,
Gravo apenas desagravo
O que possa noutro tom
Sendo o sonho, mero escravo,
Sendo o verso mero dom,
O meu tempo mesmo cavo
Como fosse algo tão bom.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

28/06

Levo os olhos no futuro
Que jamais conhecerei
O meu passo em pleno escuro
Mergulhando em dura grei,
No contrário salto o muro
E se possa não terei
O meu canto com apuro
E seguro eu seguirei?
Não versasse sobre o quanto
Seja a vida sem sinal
Do que possa em desencanto
Outro tanto ritual
No mergulho em que garanto
Este sonho virtual.

terça-feira, 27 de junho de 2017

27/06

Nada mais se vendo após
O que tanto pude ver
Ou sequer atando os nós
Concebesse este prazer
Que gerasse em bela foz
O que possa merecer
O momento segue atroz
E se faz em bem querer
O meu mundo segue o prumo
E deveras noutro espaço
No que tanto ora consumo,
Noutro canto me desfaço,
E se possa enquanto esfumo,
E seguindo em rude traço.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

26/06

Meu momento de ser teu
Ou ser tão que nada seja
O caminho que escolheu
Traduzisse uma peleja,
O cenário se teceu
Onde o quanto não mais veja
O momento se verteu
Na palavra que se almeja
Outro fato me envolveu.
Não mereço qualquer chance
Nem tampouco o que se tenta
A verdade que se alcance
Traduzisse uma tormenta
E meu passo sempre avance
Onde a vida segue lenta.

domingo, 25 de junho de 2017

25/06

O que fora antes latino
Na verdade não teria
O que tento e me alucino
Ou impeça tal sangria,
O que viva e não domino
Traduzisse o dia a dia
E sem ter quanto fascino
Noutro vão mergulharia.
O meu canto sem ter paz
O meu verso sem encanto
O que fora mais tenaz
Novamente em desencanto
Outra voz já se desfaz
E promete um vago canto.

sábado, 24 de junho de 2017

24/06

Ao momento mais versátil
Outro infausto recomeça
O meu sonho tão retrátil
No vazio já tropeça
Sem ter nada que inda trate-o
O meu canto diz promessa
Réptil solto neste pátio
O que fora não tem pressa.
Jamais quis algum alento
E se pude não queria
Versejando mais atento
Onde queira a fantasia
Expressando o pensamento
Na diversa hipocrisia.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

23/06

Levo os sonhos por aí
E se tento alguma cena
No final me consumi
Quando a sorte fosse plena
O que queira e já perdi
Do passado me condena
E se o fato eu resumi
Quanta vida se serena.
Apresento-me aos senhores
Como fosse um nu bufão
Entre sonhos opressores
Ou momentos que virão
Traduzindo sonhadores
Os meus dias desde então.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

22/06

Eu jamais acreditei
Na verdade sem medida
O que possa e sendo lei
Contraria a própria vida
Tantas vezes mergulhei
Neste mundo sem saída
E se agora desejei
No final nada divida.
O meu passo dita o prazo
E a verdade continua
Noutro ser que quando embaso
Marca as tramas desta lua
Que deveras dita ocaso
Noutro acaso segue nua.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

21/06

O medo não faz parte deste drama?
Quem sabe sendo assim eu até possa
Trazer o quanto fora outrora nossa
Agora já sem dono, a velha chama.
E nada do que tente se reclama
A vida noutro tom jamais adoça
Outra expressão marcante que se apossa
Do velho caminhar em tosca trama.
O peso se pendendo para cá
O todo que decerto morrerá
Na mesma proporção que já nascera,
O fim nos tornando assim equânimes
Quem sabe traduzisse em tons unânimes
A sorte que se fez em mera cera.

terça-feira, 20 de junho de 2017

20/06

Orgástica ilusão de um velho tolo
Que tanto desejou e não tocara
Sequer a pele bela mansa e rara
Ousando ter a morte por consolo.
Acendo outra velinha neste bolo
E a luta no final não se repara
A morte de tocaia já dispara
Gerando no final inútil enrolo.
O caos ou mesmo a festa que trouxeste
Agora se perdera num celeste
Anseio que esta vida sonegasse.
Vencer ou não vencer, o que me importa?
Apenas arrombaste a velha porta
Mostrando esta enrugada e morta face.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

19/06

Repasto onde as rapinas fazem festa
A carne que ofereço, já foi minha
Agora noutra face mais mesquinha
O quanto nada valho ora se atesta.
Apenas o que a vida em vão me empresta
Depois devolverei e em tal daninha
O sonho convertido ora se aninha
E apodrecida sorte tudo empesta.
Não quero uma proposta mais lacônica
Nem mesmo outra versão que fosse crônica
Gestando este imbecil que eu alimento,
No sórdido e vulgar corpo que trago
Ainda vens fazer algum afago,
Porém morro com peito exposto ao vento.