quarta-feira, 23 de agosto de 2017

O peito em que se deu a solidão
Jamais imaginara ter tal sorte
E o quanto da esperança me conforte
Traduz a mais dorida sensação.
Os dias entre tantos poderão
Tramar além de tudo o mesmo corte
E nisto se negando algum aporte
Procuro no meu sonho este verão,
Versão de uma verdade mais feliz
E tantas vezes tento o quanto quis
Num ato mais audaz e mesmo rude,
Vencido pela insânia de um passado
Aonde se percebe qual legado
O passo que decerto ora me ilude.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Um canto mais sublime que acalente
Quem tanto se fizera mais audaz
A luta noutro ponto segue e traz
Bem mais do que deveras tanto tente,
Vestígios do passado agora ausente
E a sorte desejada e contumaz
Negando o dia a dia mais tenaz
Apenas outro rumo já pressente.
Não tendo qualquer medo nem talvez
A sorte que demonstra em malvadez
Apenas dissabor e nada além
O passo se redime noutro rumo
E quando mais deveras eu me aprumo
A senda mais diversa me contém.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Permite muito além do mais sutil
Momento sem sentido e sem razão
A luta se moldando em solidão
Somente outro tormento já previu.
Resumo cada verso mais gentil
No tempo mergulhado em emoção
E desta maviosa gestação
Um novo amanhecer bem mais gentil
O cálice partido, o fim do jogo
E sei da sensação do pleno fogo
Rondando minha casa num momento
Cerzindo com ternura a fantasia
Traçando todo o bem que poderia
Trazer o quanto quero e em ti fomento.

domingo, 20 de agosto de 2017

Um novo sonho muda este cenário
E trama com ternura o quanto quero
Ousando noutro instante mais sincero
Mudando todo o velho itinerário
O amor que fosse assim incendiário
Gerando o quanto tenho e o quanto espero
Trazendo tão somente o que venero
E nisto se moldara necessário.
Regendo cada passo aonde pude
Vencer o quanto tento em atitude
Marcando com ternura o dia a dia
Gestando esta esperança que se faz
Num átimo um mergulho mais audaz
Traçando o quanto a vida mais queria.

sábado, 19 de agosto de 2017

Que aos poucos vira praga no canteiro
Ciúmes tão daninhos e mesquinhos
Aonde quis a rosa tais espinhos
Traduzem o temor mais corriqueiro
Do amor que se perdendo sem luzeiro
Vagando sem certeza em vagos ninhos
Jamais imaginando tão sozinhos
Os dias que me entrego por inteiro,
Não quero esta loucura nos tocando
Nem mesmo noutro tom o que era brando
Retendo a fantasia em dura voz
Seara mais suave da emoção,
O amor moldando em paz diz sensação
Do todo que se mostre mesmo após.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

18/08/17


O quanto ela se mostra qual raiz
De um tempo aonde tudo se inovasse
Marcando com ternura a mesma face
Que na verdade enfim nada desdiz,
O canto mais audaz, mesmo infeliz
Num sonho sem igual não sonegasse
O templo anunciado se mostrasse
Ousando acreditar no que mais quis,
Espero tão somente a minha luz
E sei do quanto pude e me conduz
O tanto quando gera a luz em paz
Vencido pelo tédio de um passado
Trazendo uma esperança por legado,
Porém o quanto eu sonho se desfaz.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Olhando com firmeza a direção,
Encontro os meus anseios e permito
O tempo que se mostre mais bonito
E nisto se resume a sensação
Dos dias que deveras poderão
Trazer bem mais que apenas velho rito,
O amor jamais se fez qual fosse mito
Cultiva da esperança cada grão,
E sei quando se vendo na colheita
O que esta alegoria não rejeita
E explode num anseio sem igual,
O tempo rude em vida solitária
Na dor que se mostrou celibatária,
No amor se torna leve e sensual.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Seguindo par a par a mesma estrada
Que possa transformar o dia a dia
Ainda quando a sorte não mais via
Gerando a solidão, etéreo nada,
Vencido pela dor, sem alvorada
Tampouco restaria uma alegria
A quem se mergulhando em fantasia
Transforma esta emoção e não se evada,
Assim garanto além do que esperava
A vida traduzindo fogo e lava
Explode num anseio mais sutil,
Pousando mansamente em teu encanto
O amor que na verdade hoje garanto
Transcende ao quanto o sonho outrora viu.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Não quero mais caminhos tão diversos
Do que me levaria a cada passo
Tramando nos teus sonhos todo laço
Trazendo para nós imensos versos
Os dias muitas vezes controversos
E o tempo se mostrara mais escasso,
No quanto mais te quero ora te enlaço
Deixando para trás rumos perversos.
E quando se apresenta esta versão
Do tempo em mais diversa dimensão
Eu quero simplesmente ter em ti
O amor que tantas vezes imagino
E mesmo se mostrando um desatino,
Transcende ao que em verdade mereci.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Além deste desejo tão constante
A vida não traria mais a dor
Cerzindo este cenário em esplendor
O novo caminhar já se garante,
E bebo desta fonte estimulante
Ousando acreditar que o raro amor
Trazendo para nós tanto louvor
Espelha esta vontade fascinante.
Vestindo todo o azul de um raro céu
Tramando na esperança um rico véu
E sendo de tal forma mais feliz,
Regendo cada passo, com certeza
A vida não traduz qualquer vileza
E faço desta sorte o quanto eu quis.

domingo, 13 de agosto de 2017

Não canso de querer e sempre espero
A sorte que prometes com sorrisos
Sabendo dos momentos mais precisos
Tramando este caminho mais sincero,
Apenas o que tento e mesmo quero
Reduz do meu viver tais prejuízos
Meus versos são deveras mais concisos
E nisto mato o tempo rude e austero,
Encontro solução em cada passo
Vivendo com certeza amor que traço
Num átimo mergulho sem temores,
Seguindo esta vontade que não cessa
Do amor que é muito além de uma promessa
Viceja a bela estrada aonde fores.

sábado, 12 de agosto de 2017

Vivendo amor intenso, na verdade
O tanto que se possa ou muito mais
Ainda quando venham temporais
Ou mesmo se renega a claridade,
Amor que mansamente agora invade
Fazendo do meu peito o porto, o cais
E nisto eu sei que nunca mais te esvais
Trazendo na prisão, a liberdade.
Vestígios de momentos que passei
E outrora imaginara turva lei,
Não restam na lembrança deste amor,
Vieste como fosses a esperança
Que agora com ternura já me alcança,
Dos sonho, o mais claro, o redentor.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

O sumo deste encanto eu quero inteiro,
E nada impediria cada verso
Aonde se traduza este universo
E nele farto amor, meu companheiro,
E quando nos teus braços mais ligeiro
Encontro o paraíso antes disperso
E nesta sensação não desconverso
Seguindo da esperança este luzeiro.
Pudesse ser assim cada momento
E quantas vezes vejo, e mesmo invento
A mágica presença do eternal
Cenário que moldasse toda a sorte,
E nisto tantos sonhos já comporte
A vida maviosa e sem igual.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Permite finalmente um novo sonho
A luta que não pára e nem me cansa,
Vencido pelo bem que agora alcança
Um novo paraíso em paz proponho,
E sei deste universo quando ponho
O olhar além de toda esta esperança
Vagando sem saber em sorte mansa
O mundo que eu julguei ser enfadonho,
Risonhas maravilhas, doce enredo,
E sei do quanto possa e te concedo
O claro sentimento e já mergulho
Sem ter sequer defesas, tão somente
Aonde o novo tempo se apresente
Deixando para traz o ledo orgulho.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

9/8

O bem que eu te desejo, decidido
A cada sensação que ora nos toca
A vida do teu lado já provoca
A intensa maravilha da libido,
E sinto o que deveras não divido,
A sorte se presume quando evoca
Tua presença altiva em cada roca
Traçando da emoção este sentido.
O verso se aproxima dos teus lábios
O sentimento traz os astrolábios
E a rota preferida, cais divino,
Viceja dentro da alma esta alegria
E toda esta vontade me traria
O quanto nos teus braços me ilumino.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Em meio a tempestades, o sentido
Trazendo esta verdade que bem pude
Ousar sabendo alheia a juventude
E o tempo noutro rumo já perdido,
O grito tantas vezes reprimido
A minha noite molda em atitude
Ainda que esperança nada mude
O engano fartamente dilapido.
Gerando esta versão que nos devora
A luta sem sentido e sem ter hora
Restasse no meu peito solitário,
Depositando a sorte no vazio
O tanto que tentara ora recrio
Num rito quase mesmo imaginário.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Também já nos permite novo passo
Aonde se presume algum momento
Que mesmo sem sentido algum eu tento
Enquanto novo tempo mesmo traço
O verso traz o sonho mesmo escasso
E sei do desespero em desalento
Bebendo tão somente o sofrimento
O prazo se denota sendo escasso,
Vestígios de outros erros, tão somente
Ainda quando muito sempre tente
O rumo que me traga a segurança
Meu verso sem razão e sem promessa
Aos poucos noutro instante recomeça
E ao tanto que pudera ora me lança.

domingo, 6 de agosto de 2017

8
O quanto nos devora esta verdade
Gerando esta inclemência feita em luta
Aonde o dia a dia não reluta
E toda esta certeza nos degrade,
Vencida por tamanha ansiedade
A sorte noutro tom quando permuta
Expressa esta incerteza mais astuta
Não deixa que se creia em lealdade,
Presumo meus enganos e desejo
A amarga sensação, porquanto vejo
O fim desta esperança noutro engodo
Apenas anuncio esta partida
E sei do quanto possa nossa vida
Num átimo meu mundo fosse o todo.

sábado, 5 de agosto de 2017

Ao mais belo e sublime amanhecer,
A vida me levara em tom sutil
E sei do quanto possa e nada ouviu
O sonho neste encanto ao bel prazer,
Assim anunciando cada ser
Aonde se fizera mais gentil
Apenas vejo além este covil
E nele todo passo a se esquecer.
Vasculho o meu passado e nada vejo
O risco se moldara mais sobejo
E marca a minha vida sem deixar
Somente este caminho que ora enfrento
E bebo em tempestade o forte vento
Sem ter onde pudesse descansar.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Não temas nosso passo em direção
Ao tanto que pudera ter em mente
Na vida o que se molda de repente
Traduz os dias duros que virão,
A sorte se anuncia e desde então
Matando o quanto trago e tão somente
O medo se transcende ao que, demente
Encontre nesta sórdida ilusão.
Apenas pude ser o quanto houvera
Distante da sublime primavera
Morrendo a cada ausência de quem amo
Quebrando levemente cada ramo
Na poda da esperança esta quimera
Transcende ao quanto possa e já reclamo.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

03/08

Navego entre diversas emoções
Gerando as mais complexas e vazias
Versões por onde tanto poderias
Trazer o que deveras tu me expões.
Resumo o quanto trace em ilusões
Marcando as tardes rudes e sombrias
Navego contra fúrias e alegrias,
Matando as mais diversas sensações.
No ocaso desta vida, aventureira
O tanto noutro tom jamais se esgueira
E deixa o quanto queira para trás.
O rumo noutro tom me traz o fim
E o canto que inda mato dentro em mim
Jamais me deixaria ser audaz.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O verso se entranhando no meu sangue
Marcando com ternura ou com terror
O quanto poderia em tal louvor
Gerando esta emoção em pleno mangue,
A senda que deveras não pudera
Apascentar em mim a longa luta
Que tanto quanto possa não reluta
E gesta dentro da alma a vã pantera.
E quando neste instante quis augusto
Momento se regendo entre os arranjos
Pudesse apodrecer velhuscos anjos
Ou mesmo soerguer torpes arbustos.
O verso se invadindo ora me guia
Traçando esta invulgar taxidermia.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

01/08


Imersa nessa lúdica querência,
Bebendo nessas fontes da poesia,
entregue à nossa doce boemia,
co’a alma mergulhada na inocência.

E tendo vossos versos como guia,
Sorvendo, das palavras, pura essência,
Tão prenhes de ternura e de plangência,
E sempre carregadas d’estesia.

Pudera acalantar vossos enfados
Com estes pobres versos que componho,
Nem sempre bem expressos, bem traçados...

Por vezes bem mais tolos que suponho,
E tendo aqui e ali os pés quebrados,
Mas feitos co’a matéria do meu sonho.

Edir Pina de Barros

Apresentando o sonho que nos guia
Vagando pelo espaço sideral
Etérea fantasia sem igual
Regendo o que pudera em utopia.

A senda se constrói com maestria
Dos vórtices deveras nem sinal
Determinando o passo magistral
Reinando sobre nós mãe poesia.

Cadenciando a vida enquanto veste-se
De lúdica beleza sendo o vértice
O encanto deste reino aonde há tanto.

Meu passo lado a lado se verteu
E nisto se procura em apogeu
Este auge que contigo alcanço e canto.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

31/07




No amor que agora eu sei, não tem mais fim,
O vento transtornando o dia a dia
A vida traduzida em fantasia
A luta se anuncia dentro em mim,
Cansado de sonhar porquanto eu vim
Trazendo dentro da alma a melodia
Que possa desenhar em sincronia
Reflorestando em paz; porquanto eu vim,
Vestígios de outras eras se perderam
E mesmo os descaminhos que teceram
Naufrágio deste sonho, já não vejo,
E tento traduzir felicidade
Aonde o meu cenário sempre invade
As sendas maviosas do desejo.

domingo, 30 de julho de 2017

30/07

Recordações que vão e sempre trazes
No quanto se deseja bem ou mal
A sorte se anuncia sem igual
E nisto meus anseios são vorazes
A senda desenhando em várias fases
O quanto poderia ser banal
E o manto se desfia e noutro grau
O todo que tentasse agora fazes.
Não quero esta vertente sem destino
E mesmo quando além eu mal domino
O verso que tramasse outra ventura
A noite se anuncia solitária
E mesmo uma esperança necessária
Aos poucos noutro vago me tortura.

sábado, 29 de julho de 2017

29/07

Eu tenho estes momentos dentro em mim,
E sei do quanto a sorte nos engana
A vida que pudera mais insana
Matando pouco a pouco este jardim,
O risco de sonhar trazendo enfim
A fonte mesmo atroz, mas soberana
O meu caminho vaga ou já dana
Tramando o quanto pude sendo assim,
Já não mais poderia ter em mente
O quanto se anuncia ou se pressente
Vestindo a hipocrisia noutro instante
A luta se transforma e sempre trago
O mundo sem sentido e mesmo vago
E nada do que eu possa me garante.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

28/07


O barco da ilusão cede à procela
E naufragando dita este vazio
De um tempo mais atroz, ledo e sombrio
Que a solidão deveras me revela
Futuro noutro passo se revela
E gera tão somente o desafio
Enquanto a solidão, imensa cela
Traduz o quanto tente e não desfio,
Meu verso se perdendo sem sentido
O quanto mais anseio eu já duvido
E nada mais terei senão o fato
Da imensa turbulência sem bonança
E a vida noutro caos agora avança
E apenas a mortalha ora constato.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

27/07



Agora que percebo ser possível
O verso com firmeza e mansidão
O tanto que vivera em explosão
Gerando nova fonte mais plausível,
O mundo mesmo sendo tão incrível
Dos sonhos não seria a tradução
E encontro a cada instante a negação
Marcando este cenário imprevisível.
O canto se repleta do passado
E vendo quando após a queda evado
Traçando o meu momento sem futuro,
Vivendo em galhardia o quanto pude
Sabendo da expressão agora rude
E nela todo o sonho eu configuro.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

26/07



Sequer raiar aurora no horizonte
Aonde em tom grisalho surge o dia,
A vida noutro tom já poderia
Traçar o que decerto em mim se aponte,
Ousando acreditar na viva fonte
E ter a cada passo esta ousadia
Enquanto a sorte dita a mais sombria
Verdade novamente desaponte,
O tempo se anuncia em tom sombrio
E sei do quanto possa e desafio
Gerando esta inconstância a cada passo,
Atento ao que teimasse no futuro
Apenas novo sonho configuro
E o todo que viria já desfaço.

terça-feira, 25 de julho de 2017

25/07

Não suporto esperar, eis a verdade,
E sigo contra a fúria das marés
Sabendo do que fomos e quem és
Meu mundo pouco a pouco se degrade,
E vejo mais distante a claridade
O olhar se desenhando de viés
A sorte desregrando traz galés
O amor seria além, necessidade.
Vivemos no abandono de outras eras
E sei do quanto quero e não esperas
Vagando em noite escura, solidão.
Porém se tu vieres; tudo muda
A vida se apresenta em rara ajuda
Marcando novamente este verão.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

24/07

Permitem cada raio deslumbrante
E nisto toda a sorte se desenha
Aonde com certeza a vida tenha
O quanto se aparenta a cada instante,
O tempo noutro fato se garante
E tanto nesta face; a sorte venha
Mantendo sempre acesa a brasa, a lenha
Que trace a intensa frágua fascinante,
Amar e ter no olhar além de tudo
O quanto poderia e não me iludo
Vertendo dentro da alma este infinito
Nesta alameda vivo em esperança
E tanto quanto tento não me cansa
E tenho mesmo mais que eu necessito.

domingo, 23 de julho de 2017

23/07

Desejo te buscar a cada instante
E nada impediria cada passo
Que tanto em esperança agora traço
E bebo noutro tempo fascinante,
O quanto poderia doravante
Deixando sem sentido o meu cansaço
Amor tomando em mim todo este espaço
O sonho mais audaz sempre garante.
Não quero nem pudera ser assim,
O tempo se anuncia e vejo o fim
E sinto tão somente a tua ausência,
Amar e ser feliz? Coincidência...
O todo se resume e vejo em mim
Apenas um cenário: impertinência...

sábado, 22 de julho de 2017

22/07

Sereia que se fez em claridade
Vagando nos meus dias mais diversos
Ousando ver em ti meus tolos versos
No quanto tanto amor agora invade,
E bebo sem certeza a liberdade
Deixando para trás dias perversos
E neste emaranhado vejo imersos
Os cantos onde a sorte não degrade,
Apenas sou decerto um sonhador,
Mas sei do quanto possa o imenso amor,
E nisto nada mais irá conter
O passo que adianto sem sequer
Tentar acreditar no que puder
E ver nos olhos teus, o meu prazer.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

21/07


Tanto amor adentrando meu sonho
E o verso que deveras não traria
Sequer o quanto deva em fantasia
Traduz o meu caminho mais tristonho,
Resumo de outras eras; recomponho
Meu passo noutro instante e não se via
A sombra mais audaz de uma alegria
Nem mesmo este momento ora risonho.
Cadenciando o passo sigo além
Do quanto poderia e sei que vem
Marcando com temor o quanto espero,
E vivo a sensação mais infeliz
Distante da que tanto outrora quis
Num tempo mais dorido e tão austero.

quinta-feira, 20 de julho de 2017

20/07



Delírios tão gostosos; juventude
E tanto se perdera no caminho
Agora me percebo mais sozinho
E tudo o quanto quero ora me ilude,
Vagando contra a fúria nunca pude
Trazer esta expressão e nela alinho
Meu sonho tantas vezes mais mesquinho
E sei do quanto possa em plenitude.
Restando quase nada do que fora
Uma alma tantas vezes sonhadora
Ausente da esperança que não veio,
O passo se afastando deixa após
Apenas da esperança a morta voz
Tramando este sentido vago, alheio.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

19/07

Os ventos assanhando os teus cabelos,
Os sonhos emolduram o que eu quis,
E sei do quanto possa ser feliz
Em dias tão sutis, mal posso vê-los.
Aonde se desenham com tais zelos
O mundo geraria a cicatriz
Deixando para trás o céu tão gris
E as nuvens neste céu tecem novelos.
A bruma anunciando a tempestade
A vida noutro tom já se degrade,
Mas lembro-me do todo que trouxeste
E vibro em consonância, cada instante
E sei do quanto possa e se garante
Mudando esta expressão rude, celeste.

terça-feira, 18 de julho de 2017

18/07

O quanto sou de ti mero reflexo
Ou mesmo um complemento sem valor,
O tanto que se molda em tanto amor
Deixando o caminheiro mais perplexo,
O mundo se mostrara tão complexo
O rústico cenário encantador
Tentando em primavera a rara flor
E nisto sou somente teu anexo.
O beijo tão suave em tal procura
A luta se desenha na loucura
Que trago no vazio da esperança.
Meu canto se perdendo sem sentido
O quanto eu poderia dilapido,
E a voz noutro caminho em vão se lança.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

17/07

O verso mais audaz já quando aflora
Do peito, rompe tudo e nada resta
Somente a mesma imagem mais funesta
Do tanto quanto quero e vai embora,
O vento nos tocando ora decora
Adentra pela casa em cada fresta
E gera a sensação que enfim se empresta
Ao quanto em emoção nos revigora,
Não tento disfarçar com mil palavras
O sonho mais real que agora lavras
Ousando na ventura de saber,
Que em ti resumos trazem a verdade,
E sei do quanto possa em realidade
O mundo neste raro amanhecer.

domingo, 16 de julho de 2017

16/07

Tomando toda a praia, um raro sol
Invade cada ponto e traz a vida
Que tanto desejara e sei cumprida
A sorte de viver este arrebol,
No tempo se moldando um girassol
A lenta previsão do quanto acida
A rústica vontade não divida
O todo que pudera ser farol,
Não quero simplesmente ver em ti
O amor que tantas vezes percebi
Distante dos meus olhos, como fosse
Apenas leda história que agridoce
Mostrasse novamente a divagar
A imensidão da bela luz solar.

sábado, 15 de julho de 2017

15/07
Imploro o teu carinho e me renegas
As tramas do passado dizem tanto
Do medo que deveras sem espanto
Apenas tramam rotas sempre cegas,
E sei do quanto pude em tais entregas
O mundo quando busco e já me espanto
Restando muito pouco do meu canto
E nisto a imprecisão sempre navegas.
Resumos de outras eras mais felizes
O quanto resta dita o que desdizes
Deslizes são comuns e nada eu vejo,
Somente o desafio a contragosto
E nesta sensação ao ver-me exposto
Felicidade; alcanço? Noutro ensejo...

sexta-feira, 14 de julho de 2017

14/07
Agora que percebo e sei do fato
Aonde meu caminho se perdendo
Transcende ao quanto busco em mero adendo
E nada além do vago ora constato,
A morte revelando e já retrato
O todo que encontrara em tom horrendo,
A senda noutro instante percorrendo
Meus sonhos de menino; em vão resgato.
Apodrecido pela própria luta
Carcaça que se molda e não reluta
Vestígios de uma etapa tão dispersa.
Traçando no vazio alguma luz,
O quanto restaria me conduz
Ao nada quando a vida se dispersa.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

13/07

Desejo soberano e sem limites
Que possa me trazer felicidade
No fundo o que deveras nos degrade
Traduz bem mais e mesmo necessites
A vida se transcende em tais palpites
E busco ter em paz, tranquilidade,
O sonho transformando em realidade,
Porém somente em dor tudo que emites.
Ousando acreditar em nova chance
O velho coração ao fim se lance
Gerando expectativas tão venais,
Vestindo a poesia bem pudesse
Trazer minha alma em pura e bela prece,
Mas a vida responde: Nunca mais!

quarta-feira, 12 de julho de 2017

12/07

O fruto que eu julgara inacessível,
Ausente de meus olhos, noutro instante
Somente este cenário se adiante
E deixe para trás o sonho incrível,
Vivendo o quanto resta e for possível
Dos sonhos feito um louco navegante
A senda tão distante doravante
Expressa o quanto tento; inverossímil.
Rasgando cada farsa que vivesse
O tanto que se busca se esquecesse
Talvez eu conseguisse pelo menos
Saber momentos calmos e suaves,
Mas vejo o quanto agora tanto agraves
Matando os meus anseios mais serenos.

terça-feira, 11 de julho de 2017

11/07




De ter em minha boca o sentimento
Que trama esta vontade que ora vem
Marcando com ternura o raro bem
Do qual e pelo qual tudo fomento,
Espero novamente o pensamento
Rondando sem saber qualquer desdém
O prazo que decerto nos convém
Espalha tanta luz e bebo o vento,
Encontro-te e percebo muito mais
Enquanto noutro rumo tu te esvais
Eu rondo cada passo e volto a ti,
Depois desta incerteza mais cruel
Eu vivo neste imenso carrossel
Sabendo desde já o que perdi.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

10/07

Por tantas vezes tive a rara glória
De ter bem junto a mim esta certeza
Da vida que se mostra sem surpresa
Pousando muito além desta memória,
Aonde se deseja a mesma história
Nem mesmo a solidão seguira ilesa
E sei das cartas soltas sobre a mesa
E desta noite rude e merencória
Invisto cada sonho no que eu possa
Trazer além do todo além da troça
Esta verdade feita em teu carinho,
Depois de tanto tempo solitário
O canto se mostrara necessário
E neste delirar hoje me aninho.

domingo, 9 de julho de 2017

09/07

Mostrando quanto é bom poder querer
E ter uma lembrança deste amor
Que nada mais traduza aonde eu for
A senda desenhada em tal prazer,
Ousando na verdade amanhecer
Regendo cada instante com calor
Vivendo todo o sonho em tal fulgor
Podendo novo tanto merecer
Reparo meus enganos, mas persisto
E sei que imaginando o todo nisto
A luta não traçara outro desdém
Meu rumo se aproxima do que eu quero
E o todo se desenha mais sincero
Tramando toda a sorte que inda vem.

sábado, 8 de julho de 2017

08/07



Levando ao patamar em amplitude
Maior do que pensara no passado
O verso se anuncia desenhado
No tanto quanto possa ou mesmo ilude
O manto renegando a juventude
O velho caminheiro desolado
E quando dos teus braços eu me evado
Presumo novo tempo em atitude.
Vestígios deste atroz cenário aonde
A sorte na verdade não responde
Sequer aos meus apelos mais constantes
Sem ter senão a ausência eu sigo em frente
E nada do que possa se apresente
Enquanto novo rumo não garantes.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

07/07



Felicidade plena se alimenta
Do sonho mais gentil que inda pudesse
Tentando acreditar numa benesse
Após ter enfrentado esta tormenta,
A luta que sentira violenta
O mundo noutro tempo já se tece
E vivo esta alegria que enobrece
O coração de quem amores tenta.
Vagando noite inteira atrás da lua
A deusa que imagino bela e nua
Dormindo tão distante dos meus braços
Os sentimentos vestem a alma e busca
Embora a solidão se veja brusca
Dos grandes desejares vejo traços.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

06/07

Que é feita com loucura e fantasia
A sonhadora e vaga mocidade,
E sei do quanto o tempo já degrade
O pouco que deveras restaria
Do todo quando traz uma utopia
Vestida desta imensa claridade
No mundo se anuncia a tempestade,
Porém meu coração em calmaria,
No outono residindo sem pensar
Que um dia possa mesmo mergulhar
No todo que presume novo espaço,
Apenas o vazio deste sonho
Transforma cada passo que proponho
Num ato tão sutil e nada faço.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

05/07


Eu te convido agora para a dança
E sei quanto é possível novo passo
Vagando junto a ti o mundo eu traço
Regendo pelas mãos esta esperança
E o verso mais suave nos alcança
Marcando com ternura este compasso
O tempo que pudera ser escasso
Regendo tão somente esta aliança
E bebo desta sorte em tom suave
Bem antes que este mundo agora entrave
O passo que quisera mesmo após
O rústico momento em tempestade
Ainda quando a sorte volte e brade
No todo que se veja a nossa voz.

terça-feira, 4 de julho de 2017

04/07


Tocados pelo fogo em turbilhões
Expresso com ternura o que viria
E bebo tanta sorte em sintonia
Com tudo que por cento agora expões
E sendo desta forma as explosões
De um tempo noutro tanto em harmonia
Vencendo desde já tal heresia
Guardada nos recantos, nos porões
E sinto com vagar o tempo escuso
E sei do quanto possa e mesmo abuso
Além do velho abismo que me deste
O solo se desenha em plenitude
Ainda quando a sorte tanto ilude
Enquanto se desnuda um tempo agreste.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

03/07

O tempo de uma sorte imaginada
Decerto não traria o quanto eu quis
Deixando o meu passado por um triz
E a vida noutra face desenhada,
A sorte dilapida e deixa o nada
Tentando com certeza ser feliz
E tendo em minhas mãos esta aprendiz
Há tanto noutro encanto destroçada.
Um vergalhão que adentre minha pele
O sonho quando esperança em vão compele
Gestando novamente este abandono
No tanto que se fez em rebeldia
A luta noutro tom se mostraria
Enquanto do passado em vão me adono.

domingo, 2 de julho de 2017

02/07

Apresentando como fosse a vida
O tempo que se fez tanto intratável
O preço a se pagar possa notável
Trazer a minha sorte em vã ferida,
E quando na verdade se divida
O tanto neste termo que intragável
Gerasse novo sonho imaginável
Nas sombras de uma longa e vaga ermida.
O fato representa o velho ocaso
E quando no final somente atraso
O prazo sem destino e sem guardar
As tramas de universos tão distantes
E sei que no final tu me adiantes
O que decerto possa imaginar.

sábado, 1 de julho de 2017

01/07

Jamais se poderia ter nas mãos
Além do deveras tento ou trago
E sei do que em verdade dita afago
Ou dias entre tantos ermos, vãos.
Os olhos procurando tantos nãos
E neles o que possa em rude estrago
Versando quando o tempo em que divago
Talvez tramasse rudes, ledos chãos.
As tramas que decerto ainda trazes
E os sonhos com certeza são fugazes
E nada expressariam quando os quero,
Versando sobre o fim de cada passo,
Apenas a verdade que ora traço
Transmite este cenário mais sincero.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

30/06

Apresente no final
A verdade que não veio
O cenário desigual
Onde trago o meu receio
Onde passa ser fatal
O medonho tom que alheio
Ao conjunto bem e mal,
Presumisse algum recreio.
Ondas, mares e mergulhos
Entre tantos pedregulhos
Ou nos ermos que legaste
A verdade que vasculho
Traz minha alma em tal entulho
Condenando-me ao desgaste.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

29/06

Nada mais do quanto reste
Do cenário que desaba
A palavra mais agreste
Noutro tom já não se gaba
Da verdade que me infeste
Ou abrindo esta nova aba
Gere o todo que deteste
E no fim tudo me acaba,
Gravo apenas desagravo
O que possa noutro tom
Sendo o sonho, mero escravo,
Sendo o verso mero dom,
O meu tempo mesmo cavo
Como fosse algo tão bom.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

28/06

Levo os olhos no futuro
Que jamais conhecerei
O meu passo em pleno escuro
Mergulhando em dura grei,
No contrário salto o muro
E se possa não terei
O meu canto com apuro
E seguro eu seguirei?
Não versasse sobre o quanto
Seja a vida sem sinal
Do que possa em desencanto
Outro tanto ritual
No mergulho em que garanto
Este sonho virtual.

terça-feira, 27 de junho de 2017

27/06

Nada mais se vendo após
O que tanto pude ver
Ou sequer atando os nós
Concebesse este prazer
Que gerasse em bela foz
O que possa merecer
O momento segue atroz
E se faz em bem querer
O meu mundo segue o prumo
E deveras noutro espaço
No que tanto ora consumo,
Noutro canto me desfaço,
E se possa enquanto esfumo,
E seguindo em rude traço.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

26/06

Meu momento de ser teu
Ou ser tão que nada seja
O caminho que escolheu
Traduzisse uma peleja,
O cenário se teceu
Onde o quanto não mais veja
O momento se verteu
Na palavra que se almeja
Outro fato me envolveu.
Não mereço qualquer chance
Nem tampouco o que se tenta
A verdade que se alcance
Traduzisse uma tormenta
E meu passo sempre avance
Onde a vida segue lenta.

domingo, 25 de junho de 2017

25/06

O que fora antes latino
Na verdade não teria
O que tento e me alucino
Ou impeça tal sangria,
O que viva e não domino
Traduzisse o dia a dia
E sem ter quanto fascino
Noutro vão mergulharia.
O meu canto sem ter paz
O meu verso sem encanto
O que fora mais tenaz
Novamente em desencanto
Outra voz já se desfaz
E promete um vago canto.

sábado, 24 de junho de 2017

24/06

Ao momento mais versátil
Outro infausto recomeça
O meu sonho tão retrátil
No vazio já tropeça
Sem ter nada que inda trate-o
O meu canto diz promessa
Réptil solto neste pátio
O que fora não tem pressa.
Jamais quis algum alento
E se pude não queria
Versejando mais atento
Onde queira a fantasia
Expressando o pensamento
Na diversa hipocrisia.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

23/06

Levo os sonhos por aí
E se tento alguma cena
No final me consumi
Quando a sorte fosse plena
O que queira e já perdi
Do passado me condena
E se o fato eu resumi
Quanta vida se serena.
Apresento-me aos senhores
Como fosse um nu bufão
Entre sonhos opressores
Ou momentos que virão
Traduzindo sonhadores
Os meus dias desde então.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

22/06

Eu jamais acreditei
Na verdade sem medida
O que possa e sendo lei
Contraria a própria vida
Tantas vezes mergulhei
Neste mundo sem saída
E se agora desejei
No final nada divida.
O meu passo dita o prazo
E a verdade continua
Noutro ser que quando embaso
Marca as tramas desta lua
Que deveras dita ocaso
Noutro acaso segue nua.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

21/06

O medo não faz parte deste drama?
Quem sabe sendo assim eu até possa
Trazer o quanto fora outrora nossa
Agora já sem dono, a velha chama.
E nada do que tente se reclama
A vida noutro tom jamais adoça
Outra expressão marcante que se apossa
Do velho caminhar em tosca trama.
O peso se pendendo para cá
O todo que decerto morrerá
Na mesma proporção que já nascera,
O fim nos tornando assim equânimes
Quem sabe traduzisse em tons unânimes
A sorte que se fez em mera cera.

terça-feira, 20 de junho de 2017

20/06

Orgástica ilusão de um velho tolo
Que tanto desejou e não tocara
Sequer a pele bela mansa e rara
Ousando ter a morte por consolo.
Acendo outra velinha neste bolo
E a luta no final não se repara
A morte de tocaia já dispara
Gerando no final inútil enrolo.
O caos ou mesmo a festa que trouxeste
Agora se perdera num celeste
Anseio que esta vida sonegasse.
Vencer ou não vencer, o que me importa?
Apenas arrombaste a velha porta
Mostrando esta enrugada e morta face.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

19/06

Repasto onde as rapinas fazem festa
A carne que ofereço, já foi minha
Agora noutra face mais mesquinha
O quanto nada valho ora se atesta.
Apenas o que a vida em vão me empresta
Depois devolverei e em tal daninha
O sonho convertido ora se aninha
E apodrecida sorte tudo empesta.
Não quero uma proposta mais lacônica
Nem mesmo outra versão que fosse crônica
Gestando este imbecil que eu alimento,
No sórdido e vulgar corpo que trago
Ainda vens fazer algum afago,
Porém morro com peito exposto ao vento.

domingo, 18 de junho de 2017

18/06

Meu tempo mesmo atípico persiste
E gera uma inexata forma atroz
Que possa me trazer diversa foz
E nisto outro momento ora consiste,
Já nada mais presume quem insiste
Na paz que nos redima, todos nós,
E trace com certeza o ledo após
O tanto que se fez audaz e triste.
Navego sem certeza de algum porto,
Apenas apresento o desconforto
De quem se fez deveras sonhador.
O tanto que pudera ser mortífero
Somente me trouxera este sonífero
Mantendo sempre igual a velha dor.

sábado, 17 de junho de 2017

17/06

Reparo cada fato em tal constância
Que nada mais pudesse converter
A vida num cenário onde o prazer
Fizesse da esperança sua estância,
Marcando com ternura esta elegância
Que tanto possa ser quanto não ser
Vestindo o meu momento onde o querer
Pudesse simplesmente em militância.
Aplaca-se a verdade e nada vejo
Somente o que pudera e noutro ensejo
O tempo não decore nem perceba,
A luta se deveras não cansasse
Talvez o que hoje fora algum impasse
Expresse uma ilusão que em vão conceba.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

16/06

Outro tempo aonde o templo não traria
Semente que jogaste no valão
E tanto adubaste bem o chão
Que no final geraste poesia.
O verso sem saber de sintonia
Na mágica ou diversa dimensão
Traria noutro tempo os que verão
A glória que jamais se vangloria.
Na lápide estampado o meu retrato
Num epitáfio rude e até vulgar,
O quanto poderia e não resgato
Trazer dentro de mim o velho e o mar,
Quem nasce e bebe sempre do regato
Não pode no oceano se afogar.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

15/06

Eu nunca poderia acreditar
Nas tramas mais diversas que trouxeste
E se possa caminhar ou nada reste
Do que um dia quis apenas navegar,
Na incerteza de poder verter ao mar
O que sinto ser somente mais agreste,
No final de cada verso a se mostrar
Tão somente no vazio se reveste.
A loucura num louvor agora enreda
E se vejo no final a velha queda
Apenas torturando o quanto sonho,
O tanto no vazio se presume
A moça já não traz qualquer perfume
Somente o mesmo passo ora enfadonho.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

14/06

A circense poesia
O non sense certifica
Do que tanto se queria,
Mas no fim não edifica,
A versão que se traria
Mesmo quando em rima rica
No final não deduzia
Nem decerto a queda explica.
Prateada a sorte vejo
Outra tanta desafio
E se bebo num lampejo
Expressão que ora vazio
Coração num velho ensejo
Traduzia o “por um fio”.

terça-feira, 13 de junho de 2017

13/06

Lavrador de uma esperança
Quem me dera ser poeta
Na verdade o que se lança
Noutro tom não se completa
A versão em confiança
Noutra luta tem por meta
O que nada mais alcança
Nem seguindo a velha seta.
Na incerteza da tramoia
Não se faz qualquer ideia
Do que possa e se não boia
Trama a sorte em assembleia
Que tirando esta tipoia
Só se apoia na plateia.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

12/06

Caminhasse toda a vida
Na verdade que entorpece
Quem deveras já duvida
No final nada obedece
Nem sequer a despedida
No caminho trama a prece
De quem risca o que se olvida
Ou tampouco se merece.
Num acréscimo somente
Outro décimo desvendas
E se possa quando mente
Traduzir amor em lendas
O meu canto se apresente
Onde agora diz contendas.

domingo, 11 de junho de 2017

11/06

Nas areias de Ipanema
Ou da praia do Futuro
Novo tempo, velho tema
No final nada asseguro,
Nem sequer alguma algema
Nem mergulho neste escuro
Solidão traça o poema
E no resto, o configuro,
Se eu pudesse ser criança
Centerária fantasia
A verdade que me alcança
Gera em mim tal abasia
O formato da esperança
No final sempre esvazia.

sábado, 10 de junho de 2017

10/06

Ouviria do Ipiranga
O que disse e não se ouviu
Na certeza a velha tanga
Noutro instante diz Brasil,
Da expressão em vão se manga,
Mas se faz cedo gentil,
No quintal colheste a manga
No final nada se viu,
E se peço e não reciclo
O que possa noutro instante
Revivendo cada ciclo
Insistindo doravante;
E se tanto nada vejo,
Onde está meu realejo?

sexta-feira, 9 de junho de 2017

09/06

Ousaria acreditar
Nas histórias que me contas
E se tanto navegar
Entre as frotas que me apontas
Entranhando no teu mar
Conchas vagas luas tontas
E pudesse desejar
Ao que agora me remontas.
A incerteza de quem ama
A malícia de quem preza
A verdade não se trama
Nem tampouco segue ilesa
Destruída pela chama,
Noutro tom já se despreza.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

08/06

Traiçoeira a deusa sigo
Em seus cálidos rancores
E se tanto em vão abrigo
Na verdade tu te pores,
O meu verso onde o consigo
Molda dias multicores
E bebendo este perigo
Vou sorvendo teus rancores.
Na incerteza que deleta
A vontade se recria
O que possa ser poeta
Viva em louca fantasia,
Mas decerto se completa
Ilusões mera utopia.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

07/06

Aflição ou mesmo a farsa
Que se trama a cada engano.
Reforçando o que disfarça
Na expressão quando me dano,
Ou talvez fosse comparsa
Da esperança em tosco plano,
No final a sorte esgarça
O que possa soberano.
Recolhendo cada instante
Noutro tom que não teria
Vejo o quanto se garante
Ou tramasse em fantasia
O que gera num rompante,
Pouso além do que eu queria.

terça-feira, 6 de junho de 2017

06/06

Marco atento do que fomos
Entre somas e mentiras,
Livros velhos, rotos tomos
Que deveras tu retiras,
E se possa quanto fomos
São palavras que prefiras
São matizes, vários cromos
E no fim em nada inspiras.
O meu prazo se acabando
Na candura dos teus passos,
Outros dias dia fosse brando
Em meus sonhos mais devassos,
No final tudo negando
Nem sequer atando os laços.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

05/06

Nada mais se extrairia
Das entranhas, reconheço,
Cada passo a cada dia
Ilusão ditando o preço,
A versão em agonia
Ditaria o que este apreço
No final não me traria
Nem sequer teu endereço.
O venal caminho trama
O que trago e não soubera
A verdade é como a chama
Que deveras destempera
Sendo a farsa o quanto clama
A ilusão, mesmo sincera.

domingo, 4 de junho de 2017

04/06

O que fora e já não é
É melhor do que o não fora,
A certeza dita a fé
Ou talvez a redentora.
Na verdade tento até
A incerteza sonhadora
Que grassasse o mundo à pé,
Mas jamais foi promissora.
No que trago deste insólito
Desejar qual fosse rumo
O meu tempo este monólito
Em palavras eu resumo,
Mas amor seria um bólido
Se pudesse ser mais sólido.

sábado, 3 de junho de 2017

03/06

Apressando o passo quando
Outro expresso também tente
No que seja manso e brando
A verdade improcedente
Tramaria em contrabando
O que agora se consente,
Mas o tempo transmudando
Transudando o quanto mente.
Gira a sorte corte e penas
Explodindo o que permitas
Quando além tu me condenas
As esperas são malditas
E se as vejo mais amenas,
Noutro passo tu me irritas.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

02/06

Meu caminho se apresenta
Onde o tanto não teria
A vontade mais sangrenta
Ou a farta sintonia
Que se tanto a vida tenta
No final não me traria
Nem sequer outra tormenta
Quando gera uma agonia.
O meu passo rumo ao nada
Ao cenário mais nefasto
Outro tanto já se atesta
No que posso ou não se vê
Minha vida nega a festa
E seguindo sem por que
No caminho que me resta
Esperança em vão buquê.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

01/06

Nos caminhos mais diversos
Onde a vida traz a sorte
Que tramasse em novos versos
Expressão que nos conforte
Sigo e busco aonde imersos
Os meus dias vão sem norte
E se possa entre os dispersos
Coletar o que comporte.
Navegando contra a fúria
Das marés que tu me trazes
A versão em tal penúria
Molda dias mais mordazes
E se tento esta lamúria
Na verdade é o quanto fazes.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

31/05

Não rutila esta esperança
Que mutila quem a quer,
O momento não se alcança
Nem se possa ser qualquer
Que gerasse a confiança
E o cenário que vier
Traz a farsa em rude lança.
A mudança não permite
O que tanto se presume
Na verdade este limite
Noutro fato se resume
E se possa ou acredite,
Sinto ao longe teu perfume.

terça-feira, 30 de maio de 2017

30/05

Já não cabe dentro em nós
O que possa reverter
Um cenário sem a voz
Do que desse a conhecer
O que venha logo após
Traduzisse o que o poder
Resumisse num algoz
Ou no nada a se prever.
Não queria o que tu queres
Nem seria ter bom-senso
O que tanto se quiseres
Com certeza vejo extenso
Quando vêm tantas mulheres,
Em teus olhos sempre penso?

segunda-feira, 29 de maio de 2017

29/05

Quando a sorte não se arranja
Nem mortalha me trouxera
A incerteza traz a franja
Deste mar feito em quimera,
A verdade não se esbanja
Nem tampouco destempera
A metade da laranja
Outra parte ora insincera.
Apresento tais escusas
E deveras já repulsas
Quando em vão tu tanto acusas
As certezas são expulsas
E na face feito parva
Sou somente a morta larva.

domingo, 28 de maio de 2017

28/05

A palavra lavra e a lava
Feita em versos a destrói
O que tanto busco e trava
Outra cena se corrói.
A certeza quase escrava
Noutro tempo sempre sói
Traduzir o que se cava
Na versão que o vão constrói.
Constrangendo doravante
O que adendo não se fez
Ou deveras me adiante
Ou se entregue de uma vez
No que possa num instante
Noutro instante nada vês.

sábado, 27 de maio de 2017

27/05

Houve um tempo já sem nexo
Nem servindo de mortalha
A quem tanto trouxe anexo
O caminho que batalha
Procurando o mais complexo
E decerto cada falha
Poderia já perplexo
Transformar qualquer canalha,
Mas o vento não tramasse
O que tanto o vento trama
Na versão que se moldasse
Enfrentando lodo e lama
O caminho em desenlace
Desinforma e gera o drama.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

26/05

Modernismos, ritmos rimos
E bebemos à vontade
E se temos novos limos
Queda feita com saudade
Do que possa e repetimos
Ou do tanto que se invade
Noutros ermos que previmos
Gera a tola tempestade.
Claro como a comoção
Que se fez em tal orgia
Quando a noite foi ao chão
E brotando trouxe o dia,
Da palavra feita em grão
Nada além se percebia.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

25/05

Num só tempo se tentasse
Traduzir o que soubesse
E pudesse noutra face
O caminho que se desse
O meu tempo mergulhasse
Ou deveras numa prece
Do que tanto se orgulhasse
Não traria o que merecesse.
Um jagunço da esperança
Arredio aventureiro
Que se traga enquanto avança
Ou disfarça outro puteiro
Na palavra clara e mansa,
Ou no canto derradeiro.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

24/05

Jamais vejo o quanto quero
E se quero nada peço
Outro tempo mais sincero
Na verdade recomeço
Já sabendo do que espero
Ou se possa não mais meço
O que veja em tom sincero
Navegando onde tropeço.
Lavo os olhos em teus sonhos
E mergulho nos teus mares,
Mas os dias mais medonhos
Que deveras provocares
No final serão bisonhos
Quanto são os vãos sonhares.

terça-feira, 23 de maio de 2017

23/05


Lagos entre afagos vejo
E se possa ser assim
No final nada verdejo
Quando bebo o teu jardim
Desarmado num ensejo
Dentro da alma quando vim
Encontrara este desejo
Que matasse ou fosse assim.
Nada mais pudera quem
Na incerteza recriara
A palavra quando vem
No final nada repara
Ratazana que em desdém
Extorquisse esta seara.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

22/05

Quem se fez outra pessoa
Ou Pessoa já queria
Imagino o que revoa
Nas tramas da poesia
Mergulhando enquanto ecoa
E se vai quando esvazia
Na palavra segue à toa
Quando à tona então se via.
Ouso ter noutro querer
O que pude num repouso
Desejar diverso ser
Ou quem sabe noutro pouso
Mesmo assim o que é prazer,
Com certeza enfim eu ouso.

domingo, 21 de maio de 2017

21/05

No boteco outra cachaça
E na praça o repeteco
Do que pude e não se faça
Nem produza qualquer eco,
O meu mundo quando passa
Na verdade sempre o seco
Aprofundo na chalaça
E decerto sempre peco.
Ouso além do que podia
E teria noutro infausto,
O meu mundo em agonia
És Mefisto, queres Fausto,
Mas o tempo dia a dia
Não traduza outro holocausto.

sábado, 20 de maio de 2017

20/05

Labaredas de uma vida
Já deveras desolada
Outra sorte corroída
Na esperança degradada,
O que tento e não duvida
Que percorra a velha estrada
Noutra farsa presumida
Expressasse o quase nada.
O meu mundo não revela
O que a sorte não mais traz
Acendendo a velha vela
O meu passo mais mordaz
No final a vida atrela
E pudesse enfim a paz.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

19/05

Rudimento ou mesmo além
Do que possa e não tivera
A mortalha quando vem
Com certeza desespera,
Mas no fim “stá tudo bem
Solidão sendo sincera
Traduzisse o que também
Desta vida a vida espera.
Já mergulho em teu encalço
E se possa no porão
Encontrar o cadafalso
Ou fazer do coração
Um cenário bem mais falso,
Mas causa boa impressão.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

18/05

O pecado mora ao lado,
No final tudo está certo,
O caminho desolado,
O meu peito descoberto,
Quanto mais de ti me evado
Mais deveras eu me alerto
Presumindo cada enfado
No que tento ou já deserto.
Rudimentos de uma vida
Tanto quanto se traçasse
A palavra não se olvida
Nem tampouco se expressasse
No cuidar de uma ferida
É que se vê a própria face.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

17/05

Lavo os olhos na promessa
Do que possa acontecer
E se tanto a vida meça
Nada mais posso viver,
A certeza já tropeça
Atropela e passo a ver
O que fora e não confessa
A vontade do querer.
Régio passo em regimento
Reto espaço verso e canto,
Tanto quanto verso e tento
No final não mais garanto
E pudera em elemento
Mais disperso em desencanto.

terça-feira, 16 de maio de 2017

16/05

O meu tempo não veria
O que vejo desde agora
A palavra poesia
No meu cérebro demora
E se tento em novo dia
O que tange e me apavora
No final me sugaria
Sem ter tempo nem ter hora,
Apresento tais escusas
E não restam mais sinais
Que deveras quando abusas
Noutro tom não quero mais
Onde a vida que entrecruzas
Dita rumos tão banais.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

15/05

Tempo dita o que foi tanto
E se tanto fosse o que isto
Representa noutro encanto
Ou deveras já desisto
Do que possa e não garanto,
Mas se espante quando insisto,
Na verdade o que foi pranto
Hoje explano no malquisto.
Capacito meu anseio
No receio do infinito
O meu verso já não veio
Nem tampouco o necessito,
Caminhando sem receio,
Morro enquanto bebo o rito.

domingo, 14 de maio de 2017

14/05

Mais um maio outro qualquer
Entre maios que vivera
Outro tempo se vier
No final já não se tecera
A palavra em tom qualquer
No infinito merecera
O que o verso se puder
Derretesse o sonho em cera.
A versão que em aversão
Dita o fim de cada prazo,
No que traz o coração
Diz do quanto já me atraso
Caminhando em duro chão
Vou em busca deste ocaso.

sábado, 13 de maio de 2017

13/05

Já não visse qualquer luz
Onde a noite se faz nua
E pudesse e não produz
Nem sequer a deusa lua
Caminhando em contraluz
A certeza não cultua
O que tanto se conduz
Envereda nova rua,
A verdade em sobremesa,
O tentáculo se expondo
O que tange em correnteza
Noutro tom tento e respondo
Vagamente sem surpresa
O meu céu fosse redondo.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

12/05

Reunindo minhas provas
O que tento não me espanta
E sei quanto já comprovas
Da verdade que garanta,
A loucura não reprovas
Nem tampouco a fome tanta
Outro corpo ora desovas
Onde a sorte não se encanta.
Vago em noite tenebrosa
Ou quem sabe no canteiro
Imergindo de uma rosa
Novamente um espinheiro,
A gentil e venenosa
Face em tom mais corriqueiro.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

11/05

Já não quero qualquer credo
Nem tampouco alguma luz
A verdade que enveredo
Se transforma em contraluz
E o meu tempo quando o vedo
Não faria à vida jus.
No cenário que degredo
Já degrado o sonho em pus.
Ouso até no mesmo instante
Noutro templo que não fiz,
Quero a sorte fascinante
Ou a luz que contradiz
Já que nada me garante
Que no fim serei feliz...

quarta-feira, 10 de maio de 2017

10/05

Quando reinando este absurdo
Noutro absurdo refletido
Já não posso sendo surdo
Procurar o quanto ouvido
Traduzisse árabe em curdo
Ou talvez já dividido
Meu caminho em vida é burdo.
Nada tenho do que eu queira
Nada quero do que tenho
A palavra derradeira
Traduzisse o desempenho
Desta vida na ladeira
Que traçasse o meu desenho.

terça-feira, 9 de maio de 2017

09/05

O tormento se repete
Quando aumento a minha fé
Na incerteza o canivete
Na esperança o já não é,
A palavra que compete
Vai e volta, qual maré
E o meu tanto se reflete
Na vontade ou na galé.
O que possa carretel
Num novel caminho escuto,
Vago solto pelo céu
E se tento até reluto,
Mas o passo mais cruel,
Expressasse apenas luto.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

08/05

Já não pude acreditar
Nem tampouco deveria
Se esta noite é de luar
Ou somente fantasia,
Colho as frutas do pomar
Onde amor não poderia
Nem sequer imaginar
O que em nós não renascia.
Gestos tais já não contendo
Que se fez aquém do quanto
Na verdade sou remendo
E se possa em desencanto
Pouco a pouco vou vivendo
A expressão do desencanto.

domingo, 7 de maio de 2017

07/05

Já não vejo o que pudera
Noutro instante ser aquém
Do que tanto não se espera
E no fundo: será quem?
O que possa em primavera
Num inverno sempre vem
E condena enquanto gera
Este engodo: ser alguém.
Rudemente a vida mente
E se a mente não se abrisse
O caminho plenamente
Feito em rude e vã tolice
Noutro passo se desmente
E se mostra o que desdisse.

sábado, 6 de maio de 2017

06/05

Roupas velhas na varanda
Nos quintais outro tormento
Vagamente uma ciranda
Traz o quanto não aguento
Do caminho que desanda
Da palavra solta ao vento,
No tocar da velha banda
O meu canto agora invento.
Versos trago do passado
E emendando cada rota
O sonhar que ora degrado
A certeza se amarrota
No que possa consagrado
No cenário além da cota.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

05/05

Mais um dia se retrata
Nas entranhas de quem rege
O momento que resgata
Traduzisse o passo herege
Que deveras se constata
No que possa e não se elege
Com ternura esta bravata
Onde o nada desprotege.
Rudimento do que sou
O que trago não transcende
Ao que pouco me importou
E também do que depende
Verso sobre o quanto vou
Onde o nada agora estende.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

04/05

Brindo ou blindo? Mas protejo.
O final é sempre assim
O que sei ser um lampejo
Explodisse dentro em mim,
Na fornalha o malfazejo
Do que um dia fui jardim,
Outra vez bebendo vejo
Emanando este estopim.
Gloriosa a glosa faz
O que a rosa não faria
Se soubesse mais capaz
O que tanto em rebeldia
Renegasse qualquer paz
Ou matasse dia a dia.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

03/05

Quando a vida fez das suas
Atuavas noutro ramo,
As palavras seguem ruas
E deveras também tramo
Outras deusas seminuas
Onde o resto se o reclamo
Não circula e continuas
Resumindo o que proclamo.
Tramo o fim e recomeço
No que possa sem ter preço
O momento que confesso
O tormento em adereço
Se meu tempo sem progresso
Traduzisse o que mereço.

terça-feira, 2 de maio de 2017

02/05

Jogo feito, mesa exposta
Nas tramoias do meu sonho
E se possa ou mais aposta
A verdade não componho,
Outro tempo se desgosta
Do que tanto ora enfadonho
Gera o verso ou mesmo encosta
A incerteza aonde a ponho.
Lavo o leito deste rio
E me deito no passado,
O que possa e desafio
Atendendo outro chamado
Completando em desvario
O sossego sonegado.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

01/05/2017

O meu passo não tem volta
Nem tampouco novo passo
Vivo e tento sem revolta
Demarcando este compasso
E se tudo busca escolta
Noutro tom já me desfaço
O que possa e não se solta
Trama o velho e rude laço.
Mais um tempo e o tempo dita
O que o tempo não dizia
Da verdade ora maldita
Ou da espúria fantasia
Que releva esta desdita
Mãe que a morte cuida e cria.

domingo, 30 de abril de 2017

30/04

Participo do que há tanto
Não pudera desvendar
Nem sequer se inda garanto
Vida traz algum lugar
Onde o sonho agora espanto
Ou deseje mergulhar
Nas insânias deste encanto
Ou nas ondas deste mar
Resumindo mais um mês
Que termina ou que começa
Tanto quanto se desfez
Na verdade outra promessa
Que deveras quando vês
Expressasse o que não meça.

sábado, 29 de abril de 2017

29/04

Sexo toma esta conversa
No boteco da esperança
Que deveras não dispersa
O que tenta e nunca alcança,
A verdade segue imersa
E se possa, já me cansa
De viver a alma dispersa
No vazio da lembrança.
Arrendando a fantasia
Sem saber do fanatismo,
Que poupasse e poderia
Trazer quanto em paz eu cismo,
No final da penedia
Tão somente imenso abismo.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

28/04

A deidade se esculpira
Nas entranhas do castelo
Onde acendo nova pira
Ou meu canto não revelo,
Sigo sempre o que transpira
A palavra em tal rastelo
Que cultive esta mentira
Quando o sonho em lua atrelo.
Na incerteza deste fato
Outro tanto se perfaz
O meu tempo não constato
Nos anseios de uma paz
Que ficara no retrato
Quando o tempo é mais mordaz.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

27/04

Abro os olhos e te vendo
Noutro tom deste horizonte
O que possa e não entendo
Desviando a velha fonte
Do caminho mais horrendo
Um remendo que me aponte
O cenário se provendo
Onde quis somente a fonte.
Nada tenho e nem teria
Não seria sempre assim,
O começo me traria
A impressão enquanto eu vim
Do final em agonia
Ou do templo morto em mim.

quarta-feira, 26 de abril de 2017

26/04

Afrodite ali desnuda
Ou quem sabe uma beleza
Tão diversa quão aguda
Expressando sobre a mesa
O que tanto agora ajuda
A vencer a correnteza
No final a sorte muda
E se molda mais ilesa.
Bebo em goles o que a vida
De repente não me traga,
A esperança desprendida
Do caminho em leda vaga
Resumisse esta perdida
Sensação que não me afaga.

terça-feira, 25 de abril de 2017

25/04

Jamais pude coerência
Nem seria tanto assim
O que possa numa essência
Carregar dentro de mim
E se é mera coincidência
Tanto é bom quanto ruim,
O que falta é paciência
Que adubasse este jardim.
Bebo um pouco ou mesmo até
O que nunca beberia
Se tivesse ao menos fé
Ou pudesse em novo dia
Caminhar, vencer maré
Renovada fantasia.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

24/04

Cada verso que se faça
Cada farsa que ora verso
No final somente a traça
Traça um sonho mais diverso
Em diverso encanto enlaça
O que passa e desconverso,
A verdade sendo escassa
No final sigo submerso.
Poderia ou tanto faz
Ou não queira nunca mais
O que a vida traz audaz
Ou deveras se me trais
No caminho o que me traz
Noutro engodo transformais.

domingo, 23 de abril de 2017

23/04

Reparando o que promete
Ser diverso do que tenho,
A palavra é canivete
Esperança: um vão desenho
No cenário me compete
Muito além do que eu convenho
Traduzindo o bem, repete
Novo passo enquanto empenho.
O parceiro deste tanto
Noutro parto se veria
O caminho que garanto
Traduzisse poesia,
Mas no caos se me agiganto
A verdade não se cria.

sábado, 22 de abril de 2017

22/04

Um apelo simplesmente
Ou na incerta companhia
O que possa, num repente
Traduzir esta agonia
O meu mudo se apresente
No final nada teria
Nem sequer o que pressente
Noite calma ou tão sombria.
No passado ou no futuro
Tanto faz e tanto fez
O que possa eu asseguro
Traduzindo estupidez
Maltratando em solo duro
Dentro da alma esta aridez.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

21/04


Eu não quero nem saber
Do que possa noutro fato
Esta vida ao bel prazer
Que deveras já constato
Navegando sem querer
Onde o sonho eu não resgato
Poderia conceber
A esperança em fino trato
Mas no fundo o prato está
No vazio da esperança
Que desvendo qual maná
Que este instante não alcança
A verdade moldará
O que tento e ora me cansa.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

20/04

Nas verdades absolutas,
As mentiras encobertas
Quando vais e até relutas
Por debaixo das cobertas
As mulheres santas, putas
Sensações tantas despertas
Em tramoias, tramas, grutas
Entre pernas semiabertas.
Não seria de bom-tom
Nesta vera hipocrisia
Procurar o velho dom


Onde nada encontraria,
Cada marca de batom,
Eu garanto: é poesia...

quarta-feira, 19 de abril de 2017

19/04

Já não cabe uma certeza
Do que trago ou mais reparo
O meu mundo sobre a mesa
O cenário tanto raro,
O caminho onde a surpresa
Traduzisse além do faro,
E a palavra segue ilesa,
Mas no fundo é despreparo.
Reclamando o que não veio
Nem tampouco hoje viria
Onde bebo o que permeio
Com ternura e fantasia,
Na verdade dita um meio
Que jamais sonegaria.

terça-feira, 18 de abril de 2017

18/04

Beberia mais um gole.
Com certeza outra garrafa,
A vileza que me engole
No final a sorte abafa,
A palavra que console
Pouco a pouco não se safa
Do que queira e não assole
Com firmeza a vida grafa.
Apressando esta promessa
Que diversa recomeça
Mal meu passo segue em vão,
Dos que possa conceber
O que dê algum prazer
Restaurasse o mesmo não.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

17/04

Nas paredes do meu quarto
Deste verso sonegado
O que possa e não reparto,
Gira logo em meu passado
E se tente o que comparto
No vazio ora me evado
E bebendo até já fato
Com certeza outro engradado.
Nada mais se poderia
Nem tampouco ou quase nada,
A vereda em fantasia
Muito mais abandonada,
Já não tendo serventia,
Resta apenas vã cartada.

domingo, 16 de abril de 2017

16/04

Não que seja deste jeito
Ou deveras de outro modo,
O que possa e não aceito,
Noutra face eu acomodo,
Meu caminho contrafeito
No cenário onde eu açodo
O veneno noutro pleito,
Tento até quanto incomodo.
Se o meu verso for tentáculo
O que possa transgredir
Não queria este espetáculo,
Vida tanto a repartir,
O que mate cada oraculo
Também mata o meu porvir?

sábado, 15 de abril de 2017

15/04

Outra vida que se veja
Na palavra quando a nego
E se tanto de bandeja
Meu caminho sigo cego,
Na certeza onde a peleja
Procurasse o que carrego
Quando além não se deseja
Nem sequer o que ora entrego.
Apresento em cada nome
O que possa e me conforme,
A verdade já consome
O meu sonho em coliforme
E se vença sede ou fome,
Ou deveras me deforme.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

14/04

Já não cabe qualquer sonho
Onde o tempo não traria
Nem sequer o que proponho
Em luar e melodia,
Noutro tempo o mais risonho
Emoldura a fantasia
Que deveras recomponho
No que possa de tal forma
Desejar ou ter nas mãos
O caminho se deforma
E transforma rudes grãos
Onde o pouco se transforma
Nestes fatos; tolos. Vãos.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

13/04

Já não cabe qualquer tom
Nem coubera o quanto fiz
A verdade dita o bom
Corta o bem pela raiz?
O meu tempo noutro dom,
O cenário por um triz
Molda sempre o que em neon
Trouxe a lua que mais quis.
Novamente pirilampo
Onde o tanto que descampo
Geraria outra semente,
A palavra não mais ceva
A verdade dita a treva
E o caminho em vão se mente.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

12/04

Quando quis a primavera
Meu canteiro apodrecido
Noutro tom em leda esfera
E meu passo destruído,
O que tanto destempera
Gera apenas neste olvido
O que tanto degenera
E marcasse o que duvido,
Minha vida não pertence
A quem tanto não quisesse
A verdade se convence
Do que tanto fora e tece
O momento onde me esvaio
De vagar e de soslaio.

terça-feira, 11 de abril de 2017

11/04

Não queria o que mais vejo
Sem sentido ou sem razão
Ouso até neste desejo
Que tramasse em solidão
O meu velho realejo
Outro sonho em procissão
Na palavra que desejo
Ouço a voz do coração.
E tanta monotonia
Sem saber de uma arritmia
Já não cabe no meu peito,
O que faço ou pouco importe
Dita ao fundo o velho corte
Que não quero, nem aceito.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

10/04

A palavra que redime
O momento que se entoa
A certeza mais sublime
Caminhando enquanto ecoa,
O meu passo se deprime
Na expressão que segue à toa
Ou talvez o quanto estime
Lembra o meu café, a broa.
O palácio dos enganos
Outros tantos desumanos
Atos ditam heresias
São diversos elementos
Tantas vezes virulentos
Que decerto ora recrias.

domingo, 9 de abril de 2017

09/04

Poderia acreditar
No que tanto quero e tento
O momento sem vagar
Outro vão discernimento
Do que pude em desamar
E em verdade eu alimento
Com o quanto a navegar
Sem saber do quanto invento.
Invertendo este sentido
Sentimento exposto e rude
No que possa ora me olvido
E talvez já nada mude
O momento presumido
Traz de volta a juventude?

sábado, 8 de abril de 2017

08/04

Mais um tempo que se visse
Noutra face tão igual
O que possa esta tolice
Ser apenas ritual,
Cada sonho se desdisse
Noutro rumo, o que é fatal,
Guardo o tempo em tal mesmice
Empaturro esse embornal.
Navegando contra a fúria
Do que fora minha luta
E jamais tanta lamúria
Onde a sorte fosse bruta
E no fim a mesma incúria
Dominando esta labuta.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

07/04

Na reforma a forma feita
Se eu pudesse não seria
O que tanto não se aceita
Nem tampouco alegoria,
A palavra contrafeita
Nova seita ou ironia?
Do universo a mais aceita
Relegasse a fantasia.
Sangue exposto no jornal
Amputada a velha sorte
Que traduz ou bem ou mal
O que possa e nos aborte
Neste mesmo ritual
Que decerto nos conforte.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

06/04

Não pudesse acreditar
E gerar o que era ação
Onde quis ter o meu mar,
Proibiu navegação,
E se tanto quis voar
Este céu adentra o chão
Bebo a mera sensação
De quem pode se negar.
Regras tantas onde tento
O meu verso em alimento
Poderia e não sacia,
O que falta, de repente,
No final já não se sente
Qualquer tom em poesia.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

05/04/


Jogo as mãos onde pudera
Traduzir o que se queira
Na verdade mais sincera
Ou na sorte derradeira,
O meu passo noutra esfera
A palavra corriqueira
O que tanto destempera
Na verdade sempre inteira
Redondilhas onde um dia
Bem pudera o que teria
E não tendo nada resta,
Nem sequer a morte à vista
O meu tempo quando avista
Se prepara para a festa.

terça-feira, 4 de abril de 2017

04/04

Se é soneto ou se não é
Se me traz o quanto leva
O caminho dita a fé,
Porém vejo em mim a treva.
Não queria na maré
Onda forte em grande leva
Coração seguindo à pé
Solidão colhe o que ceva.
O meu tempo em temporal
O teu tempo atemporal
No final, a mesma sina.
Que deveras determina
Minas quando piso em vão
Meus amores quando os teço
No final cada tropeço
Gera enfim outra explosão.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

03/04

Onde faço o que não fiz
E não quis saber do quando
Noutro tanto fui feliz,
Mas agora me negando
O passado; geratriz,
Do caminho desabando
No que fora em tal matiz
Outro tom traumatizando.
Criptas, sonhos e veredas
Onde tanto me concedas
E no fundo nada vejo,
Sei apenas do que importa,
Solidão batendo à porta
Abortando este desejo.

domingo, 2 de abril de 2017

02/04

Respirando o mesmo espaço
Onde o tanto não se faz
O que tento- e sou tenaz-
Na verdade ora desfaço.
E se possa sigo lasso
Ou quem dera ser em paz,
Mas no fundo tão audaz
Quando sou decerto escasso.
Vejo apenas novas penas
E se agora me condenas
Resumindo o que tentasse
Nada mais se colheria
A não ser o velho dia,
Mas em nobre ou rude face.

sábado, 1 de abril de 2017

01/04


Meus caminhos; reconheço
E na verdade os sei de cor,
Seja a sorte bem maior
Do que enfim quero ou mereço,
Mapeando este tropeço
Derramando o meu suor,
Por um mundo bem melhor
Só me falta este endereço.
Na verdade o que se visse
Gera mais uma tolice
Outro passo rumo ao nada,
Galgo sortes inexatas
E deveras me maltratas,
Isso traz já nova alçada.

sexta-feira, 31 de março de 2017

Eu quero e te desejo desde quando
Meu tempo se perdera inutilmente
E vago sempre além do que apresente
O tempo noutro rumo devorando
O quanto poderia e sei nefando
O que inda me rondasse a leda mente
E sei do solo exposto e sem semente
No tanto tantas vezes se moldando
Reparos que esta vida nos permita
A voz quando se torna mais aflita
O caos e o vandalismo se traduzem
Nos erros que pudera cometer
Ousando acreditar nalgum prazer
Enquanto falsos lumes mal reluzem.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Brotando dentre nós rara ternura,
Pousando na esperança mais sutil,
O verso se moldando já previu
O quanto desta sorte em paz procura,
A vida muitas vezes na amargura
Traduz o quanto quis fosse gentil
E neste caminhar o que se viu
Traçando cada passo em vã loucura
Resumo todo fato num momento
E sei do quanto possa e mesmo tento
Vencer os meus antigos dissabores
Ousando acreditar no que teria
Não fosse a minha vida tão vazia
Marcando o dia a dia em tais terrores.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Encontro agora a chave do segredo,
E possa mergulhar sem mais temor
Nas tramas delicadas de um amor
E nisto todo o sonho ora concedo
Vivendo esta esperança noutro enredo
O tempo se moldara em rara cor
Ausento do caminho a decompor
E sei do quanto pude em tal degredo,
Resumo o meu passado no vazio
E bebo o quanto ousando desafio
Marcando a ferro e fogo o dia a dia
Não tendo solução, apenas vejo
O tanto quanto fora este lampejo
Marcando em tempestade o que viria.

terça-feira, 28 de março de 2017

No amor que se fez mais belo cenário
Durante tanto tempo procurando
Apenas num instante bem mais brando
O rumo muitas vezes necessário
O velho caminhante temerário
Trazendo o que pudera noutro bando
Marcante sensação se demarcando
O todo que pudera solidário
Somente me aproximo do final
E sei do mesmo instante marginal
Do qual a vida trama o meu auguro,
E sei que na verdade o que se traça
Expressa a solidão e na fumaça
Encontro o mesmo céu já tão escuro.

segunda-feira, 27 de março de 2017

E nada do que eu quis se realiza,
Nem mesmo este momento desde agora
A sorte sem carinho desancora
E nega nem que seja única brisa,
A senda mais atroz já se divisa
E bebo cada passo que apavora
Negando o quanto a vida ora aflora
Marcando o que jamais me suaviza,
Vestígios de outros dias do passado
Agora o que permita trago ao lado
Do tanto quanto é rude o meu anseio,
Permito novamente o que se estende
E a vida no final jamais entende
E nesta solidão, sonhos rodeio.

domingo, 26 de março de 2017

Porém as esperanças se perdendo
Deixando para trás felicidade
A luta se moldando insanidade
E o canto sem saber de um dividendo
Meu passo se tornara um vão remendo
E a noite renegando a claridade
Apenas o vazio se degrade
E nisto nem meu sonho mais entendo.
Vagando sem sentido em noite sórdida
Palavra com certeza sempre mórbida
A súplica traduz o fim do jogo
Não pude e nem tentara ser feliz
O mundo em contrassenso traz e diz
Da espúria sensação do ledo rogo.

sábado, 25 de março de 2017

Em pensamento; amigo, ela foi minha,
Ausente dos meus braços desde quando
O tempo noutro infausto mergulhando
Trouxesse a solidão e aquém se alinha
A vida na esperança que continha
O mundo noutro tanto desabando
O dia mais audaz rude e nefando
Palavra que a jamais vida adivinha
Esqueço cada engano e sigo além
Do todo que pudera e sempre vem
Marcando com ternura esta expressão,
A luta sem proveito, outro momento
E sei do quanto possa e mesmo tento
Ousando noutra nova dimensão.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Eu vejo as belas pernas; rijas, firmes
E sei que na verdade poderia
A noite se esbaldar na fantasia
Trazendo o que deveras reafirmes
Vagando sobre o nada não confirmes
Ou traces com temor a hipocrisia
Mudando num instante a sintonia
Ainda que deveras nada afirmes
E sei do quanto pude em cada engano
Ousando desvendar diverso plano
Marcando com a voz em plenitude
O todo que se molda e me convenha
Trazendo da esperança a contrassenha
Deveras no final me desilude.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Bebendo uma cachaça no boteco
Ousando acreditar no que viera
A sorte mais diversa em longa espera
A voz em ressonância traz este eco,
E sei que na verdade tanto peco
E moldo a solidão em rude esfera,
Mas tanto quanto a vida foi sincera
Queria de um prazer o repeteco,
E sei que no final nada me estende
A mão que poderia e se pretende
Servir como se fosse um novo apoio,
Vasculho cada palmo deste chão
E bebo mesmo a dor da solidão
Trazendo em minha sorte um ledo arroio.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Quem fora caçador agora é caça
E sendo de tal forma o dia a dia
Ainda quando o sonho se faria
O resto na verdade sempre passa
Ousando acreditar no que esfumaça
A sorte noutro tom, hipocrisia
A morte se trazendo onde anuncia
E o meu destino em vão a vida traça
Restando muito pouco ou quase nada
O vértice do sonho noutra alçada
Presume o fim de tudo, simplesmente.
Apenas resumindo no fastio
O tanto quanto possa e desafio,
Somente sei que a vida apenas mente.

terça-feira, 21 de março de 2017

No fogo que queimou minha esperança
Jamais eu poderia crer no quanto
A vida se desenha e não garanto
Sequer o todo quando a sorte avança
Presumo do passado tal mudança
E sinto esta presença qual quebranto
Trazendo na verdade o velho manto
Marcando com temor a confiança.
A luta na verdade poderia
Moldar algo maior que esta ousadia
Gerando o que tentara desde quando
Meu verso no vazio se entorpece
E sei da solidão e nisto tece
Meu mundo pouco a pouco desabando.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Às vezes me pegando de surpresa
Vencido pelo tempo em inconstância
A vida se moldando em tal estância
A luta se desfaz de cada presa,
E sei da poesia quando ilesa
A sorte noutra rara discrepância
Tramando o raro engodo desde infância
Ou mesmo desvendando a correnteza.
Não pude e nem tentara ser melhor
Embora saiba mesmo já de cor
Caminhos variados se apresentam
E bebo cada gota do que reste
Ainda que se mostre mais agreste
O dia aonde os tempos atormentam.

domingo, 19 de março de 2017

Destino preparando cada troça
Já nada mais permite ao sonhador
Apenas desvendar a imensa dor
E nisto cada passo que destroça
A vida poderia ser tão nossa
Num átimo o mergulho em tal temor
Vagando sem destino a se compor
Na sorte que a verdade agora endossa.
Vertentes tão diversas e sombrias
E nelas outras tantas desafias
Tentando acreditar em novo rumo,
E sei do quanto outrora houvera na alma
E tanto que se veja ora me acalma
E nisto se traduz o que consumo.

sábado, 18 de março de 2017

Quebrada há tanto tempo esta aliança
Não pude e nem tentara melhor sorte
Somente o que se mostra noutro aporte
Enquanto sem carinho, a vida avança
Mergulho no vazio e sem fiança
A vida não trazendo o que conforte
Vislumbro deste sonho a simples morte
Enquanto a minha voz ao fim se lança
Não tendo melhor rumo desde quando
O todo no silêncio se formando
Não deixa nem detalhes nem promessas
E sei quanto pudesse ser bem mais
Que apenas versos frágeis e banais
E nisto novo mundo recomeças

sexta-feira, 17 de março de 2017

Perfuma mesmo longe, o teu momento
Aonde pude ver a insensatez
Do sonho enquanto o todo que tu vês
Traduz o quanto quero e já me alento,
Buscando mansamente o que fomento
Marcando cada passo logo crês
No tanto desenhado em rara tez
Vagando sem sequer qualquer tormento.
Vivesse a plenitude junto a ti
Sabendo da verdade em frenesi
E o tanto que se mostra noutro passo,
A luta se desenha e agora eu traço
O mundo que sonhei, mas que perdi
Da sordidez marcando cada espaço.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Amigo o quê fazer se eu gosto dela?
somente acreditando num instante
Aonde toda sorte se garante
E a própria poesia se revela,
O tempo novamente agora sela
O todo que buscara, fascinante
E mesmo quando vejo e me adiante
O passo na verdade molda a tela
E vejo em cada olhar rara beleza
Da sorte que se espalha sobre a mesa
O mundo se anuncia mais feliz,
E dela me aproximo mansamente
O tanto quanto a quero se apresente
No encanto que deveras sempre quis.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Depois, virando o rosto, nada mais
Pudesse nos trazer felicidade
O tanto que se ganhe, não agrade
E noutro caminhar tu já te esvais
As lutas entre enganos são fatais
E vejo bem distante da cidade
O quanto poderia em claridade
Trazer momentos bons e racionais,
Agora não podendo mais sentir
O que inda merecesse a redimir
Meu passo sem saber do que me espera
A luta se desenha no vazio
E sei do quanto busque e desafio
Marcando o dia a dia a voz austera.

terça-feira, 14 de março de 2017

Às vezes incendeia intensamente
A fúria que se fez além de tudo
E nisto com certeza se eu me mudo
A vida se mostrara ou mesmo tente.
Ousando acreditar noutra vertente
O tanto quanto possa e já me iludo
Sentindo cada vento, mas, contudo
O todo não se fez, morrendo ausente.
Negando o quanto tenho e não viria
Tentando acreditar na fantasia
Gerada pelo incenso de minha alma,
A rude sensação se demonstrando
O tempo se anuncia desde quando
Nem mesmo a fantasia já me acalma.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Porém ela não quer viver comigo,
E sei do quanto a vida sem amor
Expressa o que pudera em tal horror
Gerando este temor que não persigo,
Imprevisível passo tão antigo,
O curto caminhar encena a dor
E nada mais pudera te propor
Senão este cenário em desabrigo.
Vestígios de uma sorte sem sentido
O todo noutro caos se transformando
Meu mundo tantas vezes mais infando
O corte se anuncia e não me olvido
Do tempo que vivera solitário
E sei deste tormento, atroz, diário.

domingo, 12 de março de 2017

Da brita da esperança faço a casa,
E sei que no final nada teria
Além da costumeira alegoria
E nisto o meu caminho ora se embasa
A sorte noutro instante se defasa
E gera apenas leda teoria
Marcando com terror o dia a dia
O passo sem sentido algum me atrasa.
Vertentes tão diversas da esperança
O tanto quanto quero não se alcança
E traça o desafeto aonde possa
Trazer uma alegria sem tal troça
Vencendo o que vivesse em tom feroz
Calando do temor a turva voz.

sábado, 11 de março de 2017

Da vida que se deu em vaga luz
O todo se anuncia sem destino,
E como um pirilampo o desatino
Embora fragilmente; ora conduz
E gera a sensação por onde eu pus
O medo que deveras mal domino
E sei do medo enquanto desafino
Tentando acreditar no que propus.
Navego sobre os mares mais distantes
E sei do quanto possa e não garantes
Resumos de outros tantos e deveras
Ainda que pudesse nada esperas
Somente o desafeto, ou mesmo o rude
Cenário que incerteza não transmude.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Apenas carregando este receio
De um tempo em temporais e nada além
Do quanto na verdade sei que vem
Ou mesmo no passado ainda veio
Um sonho, tão somente um devaneio,
A luta se moldando em tal desdém
E sei da fantasia que convém
Embora nada tenha e siga alheio,
Vestígios de uma sorte sem sentido,
O tanto quanto quero e não duvido
Presume uma mudança mais sutil
Meu cálice quebrado sobre o chão
Aonde simplesmente uma emoção
Trouxera o quanto possa e não se viu.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Aguardo um telegrama, ou mesmo carta
O tempo não permite novo rumo,
E sei do quanto possa e já resumo
Enquanto a própria sorte se descarta
Palavra sem sentido e mesmo farta
A sorte se moldando em raro sumo,
E bebo o que pudesse e se me esfumo,
Ainda sem proveito o sonho parta.
Gerando o quanto tenho de outro tempo
O mundo se anuncia em contratempo
Vencido caminheiro da alameda
Distante dos meus ritos costumeiros
Pudessem meus momentos derradeiros
Enquanto a poesia, a paz conceda.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Decerto noutra tenda faz a sorte
Voltando o seu olhar para o passado
O tempo aonde tanto ora me evado
Traduz o quanto pude e me conforte,
Gerando no insensato este suporte
Grassando sobre as sendas do almejado
Caminho que se fez tão desolado
E nisto já pudera ser mais forte,
Prenunciando o quanto resta em mim,
O mundo reaviva o amargo fim
E trama contra todos e em verdade
O quanto me restara não agrade
Nem mesmo poderia ser diverso
Marcando em dissonância cada verso.

terça-feira, 7 de março de 2017

Restando este vazio, e tanto anseio
Jamais pudesse ser além do quanto
O sonho noutro intento não garanto
E sei do quanto possa e nunca veio,
A vida se presume num esteio
E sei do meu tormento e neste encanto
O todo que pressinto traz o canto
Enquanto o fim se expressa em tom alheio.
Reparos que pudera noutro fato,
A vida num instante já constato
E bebo do marcante delirar,
Não quero noutro rumo me perder,
Pudesse com certeza ora prever
O tanto quanto pude desejar.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Pensei que ela voltasse, foi em vão,
O tanto quanto a quero e nada vem
Somente a mesma face de um desdém
Em volta desta turva solidão
O verso se aproxima e sei não
Traduz o quanto a vida já contém
Do errático caminho sem ninguém
Mudando com certeza esta estação.
Restando muito pouco ou mesmo nada
A vida não pudera ser alçada
Jogado sobre as rocas, meu navio
Apenas a semente em solo espúrio
A cada novo encanto outro perjúrio
E o todo no final resta sombrio.

domingo, 5 de março de 2017

Depois do carnaval ou logo após
O tanto que pudera ser diverso
Meu mundo se aproxima e me disperso
Tentando refazer o mundo em nós
O tempo se anuncia e sei do atroz
Cenário para o qual insano eu verso
E quando noutro tom já desconverso
Ninguém mais ouviria a minha voz,
Certeza de momentos mais suaves
E nada do que possa agora agraves
Ousando noutro tanto que não veio,
Restando do meu sonho em fantasia
O tanto quanto possa e não teria
Apenas compensando este receio.

sábado, 4 de março de 2017

De novo eu possa enfim olhar p’ra trás
E ver o que pensara e não viesse,
A vida noutro rumo não esquece
Do todo que deveras já não faz,
O rústico cenário nega a paz
E sei do quanto amargue a velha messe
Embora cada passo não expresse
O verso mais feliz e mais audaz,
Não tendo muita coisa por dizer
O tanto se anuncia sem prazer
E o vento dissipando esta esperança
Meu passo sem sentido e direção
A noite se moldando em solidão
Enquanto no vazio o passo avança.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Faz tempo que saiu e não voltando
O sonho se resume no vazio
O tempo que deveras desafio
Pudera ser suave e mesmo brando,
Mas sei deste cenário onde nefando
O mundo se desenha mais sombrio,
E bebo a solidão em desvario
Ou mesmo cada engodo sonegando.
Vestígios de uma vida sem proveito
E sei que no final mais nada aceito
Somente esta certeza sem sentido,
O tanto quanto a luta se desenha
Vagando noutro tempo aonde venha
Transtorno que decerto agora olvido.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Quem sabe ela trazendo em meu outono
Alguma claridade e mesmo o sonho,
Resumo do que tanto decomponho
E sei do quanto possa e me abandono,
No todo desejado, nada abono
E bebo a solidão em ar medonho
O verso se mostrara mais tristonho
A vida traduzindo um cão sem dono.
O vértice se volta para baixo
O tempo no vazio agora encaixo
E vivo a solidão e nada mais
Cadenciando o passo no que possa
Trazer esta emoção diversa e nossa
Vestígios entre tantos vendavais.

quarta-feira, 1 de março de 2017

A moça diz que um dia vai voltar,
Embora saiba bem de cada engano
Aonde com certeza ora me dano
Vagando enquanto pude desenhar
Apenas o caminho, devagar
Progresso tantas vezes soberano
E sei do quanto eu viva enquanto explano
O sonho tão diverso a se buscar,
Não tento outra verdade nem percebo
O amor que se desenha qual placebo
Trazendo falsos guizos, ritos vagos,
A podridão das águas destes lagos
O mundo noutro tom ditando o fim
Minha alma sem sentido algum, motim.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

28/02

Apenas reclamasse do que o fato
Presume neste flato a sorte atenta
A luta em excrescência sempre tenta
Ousar no que decerto ora constato.
Eructando também o que retrato
Não deixa que se veja além tormenta
E sei do que deveras me atormenta
No prazo muito aquém deste contato.
É claro que tu trazes neste olhar
A bela fantasia afrodisíaca,
Porém na farsa atroz quase maníaca
A sonda não permite ora encontrar
Além desta sofrível impressão,
A boca sempre fétida: emoção?

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

27/02

O custo a se cobrar de uma existência
Propõe no fim da vida outra arrogância
E nada do que trago desde infância
Explica na verdade esta exigência.

Nesta fictícia sorte uma clemência
Justificando enfim a militância
Que tanto se presume em rude estancia
Marcando com terror e virulência.

Nefasta solução dita a masmorra
E quando outra impressão fita e socorra
A senda se refaz em raro brilho,

E quando a voz deveras necessita
Uma alma canibal e troglodita
Traduz o caminhar e nele eu trilho.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

26/02

Palavra que se molda alternativa
A tantas e dispersas ilusões
Cardápio que traduza podridões
Enquanto tão somente eu sobreviva.
A vida tem que ser mais criativa
E nisto com certeza tu te expões
Ousando acreditar nas dimensões
Diversas do que a sorte ora cultiva.
A luta se mostrara sempre trágica
Penetro na verdade que autofágica
Não mostra novo enredo e nem permite
O todo que se quer sequer se exponha
Na falta do que possa em voz bisonha
Chegando com certeza ao vão limite.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

25/02

Cadáveres jogados pela rua,
A velha sensação de impunidade
E o todo devolvendo p’ra cidade
O deus que a multidão tola cultua.
A moça desejada e sempre nua
O corpo se transpira em umidade,
E o vento noutro rumo quando invade
Expressa a maravilha ou também sua.
Não quero o que pudera ser aquém,
Mas sei quando no fim o tempo vem
Expressa o fim de tudo, e sou banal.
O velho carcomido pela vida
Ou mesmo a diabética ferida
No encontro imbecilmente sensual.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

24/02

São décadas e décadas, milênios,
Os tempos determinam mutações
E nelas outras tantas quando expões
Olhares imbecis dos quase gênios.
Apresentando a farsa de outra etapa
Que gera sobre o nada o mesmo nada
E trama a cada luta a desejada
Vontade que decerto nunca escapa.
Escarpas e montanhas, rocas, pedras,
E sei que no final em desalento
O passo que pudera e mesmo invento
Traduz o que deveras tanto medras.
Gerindo a vida como um pandemônio
Carrego dentro da alma o meu demônio.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

23/02

Já não mais se apresenta a vida quando
Meu tempo se redime da passagem
Que a vida me trouxera qual miragem
Do todo no vazio se entranhando.
O prazo noutro senso se acabando
Amor quando se fez dos sonhos, pajem,
Apenas no vazio uma estalagem
De um modo que pudera contrastando.
O vértice se aponta para baixo
E o passo noutro instante mal encaixo
Resulto deste insulto, vida e morte.
No fato conhecido ou mesmo até
No quanto se percebe por quem éjavascript:void(0)
O topo que deveras não conforte.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

22/02/2017

Hermética paisagem , pensamento,
Que tanto nos maltrata ou acalenta,
A senda mais suave ou violenta
O dia quase louco, intenso e lento.
No quanto novamente o passo eu tento
A vida noutra face se apresenta
Vagando quanto possa e não se inventa
A solução que trame o salvamento.
O peso de uma luta sem porvir,
O gosto sem sentido a resumir
O tétrico caminho que ora faço,
E sei que não pudera ser diverso
Vestindo o quanto cabe, eu desconverso,
E sigo o mesmo passo, manso ou lasso.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Que um dia ainda tento e não descanso,
Embora na verdade nada veja
O tanto quanto queira na peleja
Ousando o que se faça bem mais manso,
Trazendo o que pudera e não me canso,
Vagando sobre a sorte que lateja
Presumo o dia a dia e se assim seja
O verso traz do todo o ledo ranço,
Restando no presente o que passara
A sorte se anuncia em tal seara
Vacante coração ditando o fim,
Percebo o fim do jogo e sei que agora
Apenas solidão tanto devora
O pouco que inda resta vivo em mim.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Sumindo pelas ruas, eu te juro
Não pude mais sentir qualquer afeto
Do tempo muitas vezes que completo
Aonde na verdade me torturo,
O todo traduzindo o mesmo apuro
E nisto o quanto vejo e me repleto
Do sonho que se fez o predileto
Saltando com firmeza além do muro,
Vestindo a minha sorte em liberdade,
Ousando ter comigo a claridade
Que possa nos trazer em firme passo
O tanto que se queira num instante
O mundo se moldando fascinante
Trazendo o que em verdade busco e traço.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Tomando todo o palco, amanhecer,
Aonde quis o sol que não viera
Espero redenção de primavera
Embora quase nada eu possa ver,
A luta se desenha e sem saber
Apenas o que tentem desespera
Uma alma sem sentido destempera
Ousando nas entranhas do querer.
Versando sobre o fato enquanto pude
Trazer esta verdade mesmo rude,
Gerando no vazio o quanto queira,
A porta se emperrando, solidão,
O verso se mostrando desde então
Na forma mais audaz e corriqueira.

9

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Apenas o que vejo em tom cinzento
O mundo se aproxima em tempestade
E vejo o quanto possa e desagrade
Embora um novo passo, ainda tento,
Resulto do que um dia desatento
Gerasse no vazio esta verdade
A luta se moldando ansiedade
E num instante aquém eu me arrebento.
Vivesse tão somente o que eu anseio
E sei do meu cenário quando veio
Tornando a minha vida mais suave,
Meu verso sem sentido e sem razão
A sorte se mostrando desde então
Sem nada que, decerto, o sonho agrave.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Nas altas madrugadas te procuro,
E sei que não virás, mas mesmo assim,
Traçando o quanto resta dentro em mim,
O tempo muitas vezes mais escuro,
Ausento do que possa e não perduro
Na trama mais dorida, e sei que enfim
O todo se traçando em tal motim,
A luta se desenha em solo duro,
Apuros costumeiros de quem sabe
O tanto onde se esconde de repente
Bem antes que este mundo ora desabe
O mundo traz da sorte outra semente
E sei do meu silêncio que não cabe
No velho coração, audaz, demente...

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Mostrando suas garras com terror
O verso não traria o lenitivo
E sei do quanto tente e mesmo vivo
À margem do que fosse um grande amor.
Um tempo noutro fato a se compor
O vento sem saber porquanto crivo
Meu mundo deste sonho em tom altivo
Buscando no jardim a morta flor,
Não posso acreditar no quanto insiste
A vida se moldara bem mais triste
Do todo que pudera noutro engodo
Viceja uma alegria, mesmo falsa
E sei da sensação que se realça
Mostrando tão somente o velho lodo.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

A deusa que se fez rainha e traga
A sólida expressão em magnitude
Do quanto na verdade sempre pude
Vagar onde a esperança também vaga,
Espero o que pudesse noutra plaga
E sei do meu caminho e se me ilude
A vida noutro tempo, em amplitude
Diversa do que tanto o tempo apaga.
Reúno meus escombros, sou escória
A luta sem saída, merencória
As tramas onde possa resumir
O fato mais diverso do que tente
E sei do meu caminho imprevidente
Marcando com terror o meu porvir.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Escravo desta imensa estupidez
Que nada mais pudera hoje conter
A vida se transcorre ao bel prazer
E cada novo passo se desfez,
Ousando acreditar no quanto crês
E tanto quanto trago em tal poder,
A sorte num momento possa ver
Além do que inda resta, insensatez.
Navego sem saber do que viera
A noite se aproxima e quem me dera
Pudesse numa lua imensa e clara
Ousar acreditar, mas noutra esfera
A velha solidão, turva quimera
A cada novo instante se declara.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Espinho que se encrava na garganta
A voz já tão distante de quem ame,
Ainda quando a vida traz ditame
Diverso do que possa e nos garanta
A sorte majestosa tudo espanta
A luta se proclama e feito enxame
Meu mundo em poesia não reclame
Da parte que me cabe e sempre encanta.
Navego contra todas as tormentas
E sei do quanto a vida mesmo inventas
Tramando nova dita onde não há
Sequer outra esperança e desde já
A porta se entreabrira num segundo
Tomando em ilusão diverso mundo.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Do amor um bandoleiro sem destino,
Vagando pelos sonhos e desertos,
Os rumos mesmo quando estão abertos
Traduzem o que possa em sol a pino,
O todo que tentara não domino
Os olhos em momentos mais despertos
Meus últimos segredos descobertos
O todo noutro prazo determino,
Invisto cada passo no que possa
Trazendo a solidão, decerto nossa
Resulto desta luta sem saber
Do quanto poderia em tom sincero
Vestígios do meu canto não mais quero
E sei do que pudera hoje perder.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Agora estão pra sempre noutro passo
Os olhos sem sentido no horizonte
E mesmo quando a sorte já me aponte
O verdadeiro rumo em paz eu traço,
O luto que se mostre no cansaço,
A vida traduzindo a velha fonte
O quanto da esperança ora desponte
Estreita com certeza cada laço.
Meu tempo noutro tanto se perdendo
Ou mesmo num cenário em dividendo
Marcando com terror a voz sombria,
A luta sem proveito e o mesmo tom,
Matando da esperança qualquer dom,
Deixando no passado uma alegria.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Projetos que eu tivera e não soubera
Apenas contornar ou promover
A sorte que traduza algum prazer
Pousando novamente em primavera,
Vagando sem saber do que me espera
A luta noutro tempo a me envolver
E sei do quanto pude mesmo crer,
No todo que trouxesse a luz sincera,
Errático cometa eu sei do fato
E quando no vazio me constato
Presumo o meu instante derradeiro,
No tanto que se faz felicidade
No rumo quando trama a liberdade
O todo aonde possa e já me esgueiro.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Naufraga a mais sutil felicidade
Na falta de total paz dentro em mim,
E sei do quanto possa sendo assim
O todo quando muito desagrade,
Rondando a mais distante claridade
Ousando qualquer flor neste jardim,
Vagando do princípio até o fim,
A luz que iluminasse esta cidade,
Vestindo a solidão que tanto pude
Ainda quando sigo o passo rude
Mergulho neste rolo compressor
E sei do quanto tente noutro instante
A via que encontrara não garante
Caminhos mais seguros para o amor.